Três coroas para uma rainha: o enlace matrimonial entre Mary Stuart e Francisco de Valois, delfim da França.

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Em 24 de abril de 1558, num dia de domingo, a cidade de Paris presenciava um grande acontecimento: o casamento do delfim Francisco, filho do rei Henrique II, com Mary Stuart, rainha da Escócia. Já fazia dois séculos desde que a capital da França sediara um evento dessas proporções e a população se apinhava nas ruas em volta da catedral de Notre-Dame para ver o cortejo real passar. Para tanto, foi erguido um grande palco, com a intenção de que o maior número de espectadores pudesse presenciar o evento. Sob a plataforma, havia um enorme arco coberto com seda azul bordada com as armas da noiva e as flores-de-lis da monarquia capetíngea, dando a impressão de um céu salpicado de estrelas. À frente do séquito estava o duque de Guise, tio de Mary, seguido por uma banda de músicos escoceses, vestidos com as cores da casa da rainha: vermelho e amarelo. Atrás vinham os cavalheiros da família do rei, os príncipes da realeza e o clero, respectivamente. Depois, a diminuta figura do noivo, um jovem de 14 anos e de saúde delicada. Por fim, de braços dados com o rei, vinha a noiva, alta e graciosa, vestida inteiramente de branco, quebrando assim a tradição do tecido dourado. Arrastando uma cauda incrustada de pedras preciosas, ela adentrou a nave da catedral, onde fez os seus votos. Possivelmente, esse seria o dia mais feliz da sua vida!

Retrato póstumo de Mary Stuart como noiva (escola alemã, início do século XVII).

Retrato póstumo de Mary Stuart como noiva (escola alemã, início do século XVII).

O casamento entre Mary Stuart e Francisco promovia a união das coroas escocesa e francesa, além de garantir a possibilidade de que mais um trono viesse a se juntar nesse consórcio: o da Inglaterra, uma vez que a jovem era neta de Margaret Tudor. No contrato nupcial, concluído com o assentimento do parlamento escocês, o delfim receberia a coroa matrimonial, passando a ser “co-rei” da Escócia. Contudo, a família materna de Mary a fez assinar um documento em segredo, no qual, em caso de morrer sem herdeiros, ela legaria seu patrimônio para a França, incluindo sua reivindicação às coroas da Inglaterra e da Irlanda. Jovem e inexperiente, a rainha de quinze anos confiou na palavra dos tios e pôs sua firma num tratado que era bastante desonesto, já que ela não possuía poder suficiente para alterar a ordem de sucessão do trono da Escócia ao bel-prazer, ou muito menos de legar seu país a um governo estrangeiro. Essa falta de maturação de Mary era um traço negativo da sua educação, já que ela não fora preparada adequadamente para ser a soberana reinante de um país independente e sim uma rainha consorte de França. Apesar de inteligente, faltava-lhe um tato para a política que lhe traria consequências gravíssimas no futuro. Acostumada com a adoração e o respeito da corte, ela acreditava que devia sua posição na terra unicamente a Deus e a mais ninguém.

Dessa forma, o dia do seu casamento foi também o da sua apoteose. Ovacionada por uma grande multidão de súditos, a quem eram jogadas moedas de ouro e prata, a jovem e atraente delfina “apareceu cem vezes mais bela do que uma divindade celeste”, de acordo com o historiógrafo da corte, Brantôme. Segundo Jane Dunn,

Seria a primeira vez que Mary sentiria a histeria de uma aglomeração de gente cujas energias se concentravam inteiramente nela. Embora desta vez fossem favoráveis e lhe desejassem felicidades, sempre havia alguma coisa potencialmente apavorante na simples força e poder de uma multidão aos gritos, aos empurrões, suando, esforçando-se para tocar sua mão ou agarrar um fragmento de sua veste longa a deslizar, atrair seu olhar e obter algum reconhecimento ou bênção (DUNN, 2004, p. 43).

Por outro lado, a grandeza da cerimônia tinha a intenção de aprofundar o abismo entre a realeza, com seu caráter divino, e a pobreza do terceiro estado. Nesse contexto, não é de se estranhar que o delfim e a delfina se sentissem como um casal de semi-deuses, que deveriam ser constantemente adorados. O populacho, por sua vez, foi excluído do extravagante banquete de casamento, oferecido no palácio de arcebispo, onde houve também um grande baile, em que o rei conduziu a sua nora, considerada uma hábil dançarina.

Ilustração de Francisco II e Mary Stuart, extraída do livros de horas de Catarina de Médicis.

Ilustração de Francisco II e Mary Stuart, extraída do livro de horas de Catarina de Médicis.

As comemorações duraram ainda por mais alguns dias, com apresentações de quadros alegóricos, jogos e encenações. Na Escócia, o poeta Sir Richard Maitland disse que “escoceses e franceses agora viviam em unidade / Como se fossem irmãos nascidos num único país (…) defendendo uns aos outros por terra e por mar”. Embora não tenha comparecido ao casamento da filha, a rainha regente Marie de Guise ordenou que tiros de canhão fossem disparados do castelo de Edimburgo. Porém, esse sentimento fraterno entre as duas coroas não duraria muito, pois a França exigiu que os escoceses financiassem as núpcias de sua rainha, que deixara o país ainda em tenra idade. Mal sabiam eles que Mary Stuart havia cometido um crime de traição ao assinar aqueles documentos que dava à casa dos Valois direito ao trono escocês. É possível que ela tivesse posto seu consentimento nesse tratado movida apenas pelo desejo de agradar o rei e aos tios, sem compreender plenamente o significado daquilo que assinava. Esse tipo de ingenuidade política a distanciava em muito da sua prima Elizabeth, que no ano do casamento de Mary se tornou rainha da Inglaterra. A filha do rei Henrique VIII com Ana Bolena tivera uma educação muito mais adequada e passou na juventude por momentos difíceis, que de certa forma a prepararam para o exercício do poder.

Enquanto Elizabeth crescia sob o signo do medo, Mary Stuart pôde desfrutar de uma infância dourada na corte francesa, sem qualquer tipo de preocupação séria, mimada por todos que estavam ao seu redor e tendo precedência sobre as próprias filhas do rei. Agora que era uma mulher casada e futura rainha da França, sua ambição cresceu ainda mais, pois, de acordo com os juristas franceses, sua prima não tinha direitos à coroa da Inglaterra. Essa questão é bastante delicada, já que Elizabeth fora reconhecida como bastarda após a anulação do matrimônio dos seus pais. Mesmo tendo sido inclusa na linha sucessória pelo rei Henrique VIII, não houve uma mudança de status da jovem e para o mundo católico, do qual Mary fazia parte, Elizabeth I era uma mulher indigna do trono que ocupava. Como bisneta do rei Henrique VII, a delfina da França (diziam seus tios) era a rainha de direito da Inglaterra e, numa atitude de desafio, Francisco e sua esposa adicionaram o brasão e o título da monarquia inglesa aos seus próprios. O recado, portanto, estava claramente dado e em breve Mary Stuart passaria a ser chamada em atos oficiais da corte como Regina Franciae, Scotiae, Angliae et Hiberniae (rainha da França, Escócia, Inglaterra e Irlanda). Esse fato, porém, não impediu que Henrique II negociasse com Elizabeth I, até o dia da morte do mesmo, num trágico torneio.

Com o falecimento do rei, em 1559, o delfim Francisco se tornou o novo monarca reinante da França. Respeitando as tradições, a rainha viúva Catarina de Médicis cedeu a precedência para a mulher que naquele momento passou a ocupar o posto que antes era seu. Aos 16 anos de idade, Mary Stuart se tornava a primeira dama da Europa, o mais alto posto que a vida poderia lhe dar. Embora entristecida pela morte do sogro, a jovem não conseguia esconder o êxtase que aquela mudança de status lhe causou. Por outro lado, como Francisco II ainda não tinha alcançado a maioridade, e sua constituição frágil o tornava incapaz de reinar sem suporte, ele receberia ajuda de sua mãe e do tio da esposa, o duque de Guise, um claro adversário de Catarina. Esse aspecto despertou uma grande inquietação entre os membros da nobreza francesa, que não suportavam o poder crescente dos Guise e sua influência sobre o casal real. Paralelamente a isso, os reformadores religiosos e huguenotes estavam ganhando cada vez mais terreno no país, o que muito incomodou a coroa. Depois da paz de Cateau-Cambresis, os tios da rainha determinaram que qualquer súdito que participasse de alguma assembleia considerada ilícita pela igreja católica seria condenado à morte. Indignados, os protestantes recorreram ao auxílio do rei de Navarra.

Ilustração da execução dos conspiradores em Amboise, por Frans Hogenberg (século XVI).

Ilustração da execução dos conspiradores em Amboise, por Frans Hogenberg (século XVI).

Com efeito, o clima de insatisfação popular crescia progressivamente e motins foram organizados contra a coroa. Devido a rumores de um possível atentado, toda a corte e a família real partiram para o castelo de Amboise, localizado no alto do Loire e considerado inexpugnável. Diante disso, Francisco II, possivelmente exortado pela mãe, concedeu aos revoltados o édito de Amboise, que oferecia anistia e liberdade para todos os prisioneiros religiosos, desde que estes se mostrassem pacíficos. Entretanto, Jane Dunn ressalta:

Essa tolerância, contudo, não se estendeu aos conspiradores. Enquanto se reuniam na mata em torno do castelo, alguns ainda desarmados, viram-se atacados por uma força da real cavalaria. Muitos foram mortos no local, entre eles la Renaudie, cujo corpo foi levado de volta a Amboise e pendurado em um patíbulo, “diante do portão do tribunal”, com um terrível aviso. Pendendo do pescoço, a inscrição: “La Renaudie, chefe dos rebeldes”. (DUNN, 2004, p. 173).

A retaliação dos irmãos Guise contra os amotinados foi feroz e ninguém estava imune à vingança deles. Muitos nobres suspeitos, inclusive, foram torturados. A série de massacres que se seguiu mancharam o curto reinado de Francisco II e suas consequências reverberaram negativamente sobre ele, sua esposa e sua mãe.

Não obstante, outro problema se afigurava para o jovem casal de governantes: a despeito do afeto mútuo que existia entre eles, a união ainda não havia sido consumada, possivelmente devido à saúde frágil do rei. Mary Stuart ficava então numa situação muito constrangedora e sua posição corria perigo, pois, de acordo com as leis da igreja católica, um casamento não consumado poderia ser anulado. Nas palavras de Stefan Zweig, é certo que ela “rodeou o marido dos maiores cuidados, além de que a razão devia lembrar-lhe que toda a sua grandeza e todo o seu poder estavam ligados ao alento e às pulsações do pobre rapaz enfermiço” (1969, p. 43-44). Para completar esse quadro de preocupações, o destino desferiu um duro golpe na jovem: sua mãe, Marie de Guise, que governava a Escócia em seu nome, faleceu em junho de 1560, deixando o reino aberto a agitações políticas e dissenções religiosas. Sem contar na ameaça inglesa na fronteira, inflamada pelo insulto de Mary em adicionar as armas da coroa de Elizabeth I às suas. Talvez se ela tivesse sido melhor instruída na arte de governar, essa atitude não tivesse sido tomada. Contudo, a rainha da Escócia foi educada por seus tios para ser uma mulher dependente deles, de forma a confirmar a influência dos mesmos sobre ela, o que se mostrou extremamente prejudicial para ela no futuro.

Mary Stuart como "La Reine en Blanche", segundo obra de François Clouet.

Mary Stuart como “La Reine en Blanche”, segundo obra de François Clouet.

Enquanto a rainha da França e da Escócia vestia o negro pela morte da mãe, logo ela teria mais motivo para conservar o luto, pois a febre se apoderava do corpo do rei. Apesar de muitos terem culpado os Guise pelo estado enfermiço de Francisco II, o mais certo é que ele tenha sido vítima de sua própria constituição frágil. De acordo com Antonia Fraser, “ele alternava entre febres e crises violentas, seguidas por acessos de mudez. Em adição ao sofrimento natural de sua condição, ele também suportou purgações e sangrias” (2001, p. 106). No dia 5 de dezembro, o rei não resistiu à doença e faleceu, deixando sua esposa viúva aos 18 anos. De acordo com o ritual da corte francesa, Mary Stuart permaneceu quarenta dias em severa clausura, vestida de branco, conforme podemos observar no seu retrato pintado por François Clouet. Por uma questão de hierarquia, a nova rainha viúva teve que ceder a precedência para Catarina de Médicis, que reinaria durante a minoridade de seu filho, Carlos IX. Na qualidade de regente, Catarina tratou de tirar do seu caminho todos aqueles que constituíam um obstáculo para si, como os Guise e a própria nora. Iniciava-se, assim, um dos períodos mais turbulentos da história da França, que culminaria na fatídica noite de São Bartolomeu.

Referências Bibliográficas:

DUNN, Jane. Elizabeth e Mary: primas, rivais, rainhas. Tradução de Alda Porto. – Rio de Janeiro: Rocco, 2004.

FRASER, Antonia. Mary queen of Scots. – New York: Delta, 2001.

ZWEIG, Stefan. Maria Stuart. Tradução de Alice Ogando. 12ª edição. Porto: Livraria Civilização Editora, 1969.

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26 comentários sobre “Três coroas para uma rainha: o enlace matrimonial entre Mary Stuart e Francisco de Valois, delfim da França.

  1. Tenho um dúvida: é possível que eles tenham se amado e consumado seu casamento apesar da tenra idade dele e sua saúde frágil? Outra pergunta: a história sempre relata atos e decisões como sendo dos reis e rainhas. Sei que muitos tiveram regentes por causa da pouca idade, mas mesmo quando atingiam a maioridade ainda eram bem jovens e inexperientes. Eles tinham mesmo capacidade de tomar decisões importantes com relação a seus reinos e relação com outros países? Grata por uma resposta.

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    • Olá, Rose.
      A maioria dos biógrafos de Mary Stuart concorda que o primeiro casamento da rainha da Escócia não foi consumado, graças às fontes, que apontam para a fragilidade da saúde do Delfim como fator principal.
      Todos os reis, independentemente do sexo ou idade, sempre encontraram suporte para o seus governos junto a um corpo de conselheiros, que ponderavam as decisões do monarca antes que elas fossem tomadas.

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    • Oi Estela. Falar em “grande amor” da rainha da Escócia, no sentido que damos hoje à expressão, é um pouco complicado, já que o que entendemos hoje por amor não o era no século XVI. Mary e Francisco foram criados quase como irmãos, de modo que existia uma afeição fraterna entre eles. Com Darnley ela experimentou um sentimento diferente, que não durou muito e logo se transformou em repulsa. Há também o conde de Bothwell, mas não podemos afirmar se o que ela sentia por ele era paixão. Sendo assim, não acredito que houve um “grande amor” na vida dela. Isso fica mais por conta de filmes e séries rs

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    • Em muitos relatos que eu leio,o grande amor da vida da Rainha da Escola foi Francisco sim.Tanto que depois de sua morte ela entrou em depressão.

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    • Maria, essa ideia de amor que você está sugerindo é anacrônica e o casamento dos dois possivelmente nunca foi consumado. Após a morte de Francisco, Mary vestiu o luto branco e ficou um tempo reclusa, como era de costume das rainhas na corte de França, quando um rei morria. É preciso desassociar a Mary Stuart real, da Mary Stuart de “Reign”.

      Curtido por 2 pessoas

    • No hay ningún indicio de qué Mary entrara en depresión después de la muerte de Francisco. Ella obviamente se puso triste como cualquier persona normal que pierde alguien cercano, para Mary perder a Francisco era como perder a un amigo muy cercano, la persona con la que creció desde pequeña mencionar el perder el apoyo de un país , sin duda tenía un espacio en su corazón aunque dudo que como esposo . Ella estuvo de luto oficial el mismo tiempo que todas las reinas anteriores de Francia . Tuvo que lidiar con la situación de su país Escocia en el plano religioso Poco después de la muerte de Francisco ,Buscar cómo regresar a su país por lo que creo que estaba muy ocupada, claramente si hubiera estado en depresión no hubiera podido hacer todas estas cosas. Después de la muerte de Francisco I y que el luto oficial terminará María fue a visitar a varias personas para despedirse , consideró varias propuestas de matrimonio y se vio con algunos de sus nobles para regresar a Escocia.

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  2. Gostei muito do texto, parabéns! Tenho duas dúvidas: Francisco foi uma boa pessoa? E Mary realmente matou o segundo marido? sei que não fala no texto, mas me interesso por isso

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    • Elisa, Francisco era um jovem de saúde delicada e sofria com dores de cabeça muito forte e isso deixa seu temperamento bastante difícil. Mas não há motivos para crer que era uma pessoa ruim.
      Sobre a Mary, já se comprovou que ela não teve participação na morte de Henry Stewart.

      Curtido por 1 pessoa

  3. Olá Renato,
    Li em algum lugar que em uma escavação no Castelo de Edimburgo, foi encontrado na parede onde seria o antigo quarto da Mary um esqueleto de um bebê enrolado em uma mantinha com as iniciais do filho dela… por conta disso existe um boato de que o filho dela o Rei Jaime, não seria de fato filho legítimo dela…até existe uma estátua dela no castelo simbolizando ela cobiçando o filho de uma criada…. queria saber se você sabe algo a respeito? se esse fato foi comprovado ou se passa somente de um boato. Obrigada!

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    • Oi Kelem. Li sobre essa hipótese na biografia da Elizabeth I, escrita pelo Jacques Chastenet. É mais uma das famosas teorias da conspiração envolvendo Mary Stuart. Mas é póstuma e, como tal, carece de provas que lhe deem crédito. Pessoalmente, não acredito que seja verdadeira.

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    • Maria no eligió a Francisco como esposo su matrimonio fueron arreglados desde que eran niños y realmente la reina no tenía muchas opciones. Ambos fueron educados desde pequeños juntos y pasaron su infancia juntos así Que supongo que hubo cariño entre ellos

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  4. Tenho uma dúvida, a respeito da morte do rei francisco II
    Queria saber do q exatamente ele morreu
    Qual a doença q ele sofria
    Se vc sabe a respeito ??
    E parabéns pelo texto
    Ficou muito bom

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    • De acordo com Antonia Fraser, “ele alternava entre febres e crises violentas, seguidas por acessos de mudez. Em adição ao sofrimento natural de sua condição, ele também suportou purgações e sangrias” (2001, p. 106).

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