Rainhas na África

A RAINHA DE SABÁ

“Encontrei uma mulher dominando sobre Sabá e a ela foi dado de tudo, possuindo um poderoso trono”, assim disse o pássaro hoopoe ao rei Salomão, num dos textos contidos no Alcorão (Sura 27:20). A história da famosa soberana já foi contada das mais diversas formas, principalmente em textos religiosos, considerados as únicas fontes disponíveis sobre ela. Ao longo dos séculos, a Arte e a Literatura se apropriaram da trajetória da rainha, que teria viajado da Etiópia ou da Arábia para averiguar a sabedoria do lendário monarca bíblico. Continuar lendo 

RANAVALONA I DE MADAGASCAR

A história africana contada do ponto de vista dos colonizadores é marcada pelo abuso de estereótipos e interpretações racistas, que fizeram de uma mulher irreverente ser conhecida como “louca” e “cruel”, numa época em que os autores de tais epítetos cometiam verdadeiras atrocidades em outras partes do continente, motivados pela ambição imperialista disfarçada na suposta “missão civilizatória”. Sendo assim, o reinado de 33 anos de Ranavalona I pode ser considerado um marco importantíssimo na luta contra a dominação europeia e a degeneração dos costumes de sua gente. Continuar lendo 

NANDI KA BHEBHE

Recentemente, muito se tem escrito sobre Jinga de Angola, a poderosa soberana que por quatro décadas usou a guerra e a diplomacia para impedir o progresso dos portugueses nos seus domínios. Por outro lado, poucos ouviram falar sobre Nandi ka Bhebhe, mãe do rei Shaka de Zulu, que criou seus filhos sozinha, convicta na crença de que era possível construir uma unidade entre os povos vizinhos. Continuar lendo 

YAA NANA ASANTEWAA

Mulher forte e destemida, Yaa Asantewaa, também chamada de Nana, defendeu a integridade de sua terra e cultura e acabou se tornando um exemplo de liderança feminina africana, comprovando assim que as mulheres tiveram um papel decisivo na luta contra o imperialismo. Assim como Yaa Asantewaa, muitas tomaram parte na cruzada pela autonomia do continente e, em alguns casos, atuaram inclusive como diplomatas. Continuar lendo  

AMINA DE ZARIA

Dentro de uma sociedade dominada pelo poder masculino, a rainha Amina ficou conhecida como “a filha de Nikatau, uma mulher tão capaz quanto um homem”. Suas peripécias lendárias acabaram servido de inspiração para a criação da personagem Xena, do famoso seriado de TV dos anos 1990 sobre a princesa guerreira. Até hoje, Amina é sinônimo de força e bravura feminina, principalmente por ter conseguido estabelecer seu legado ao enfrentar as estruturas patriarcais da sociedade de seu tempo, em que as desigualdades de gênero eram marcantes. Continuar lendo  

NEFERTITI, RAINHA DO EGITO

Tendo vivido por volta de 1370 a 1330 a.C., Neferneferuaten Nefertiti, rainha do Egito, possuía o título cerimonial de Grande Esposa Real do Faraó Akhenaton, governante cujo reinado foi marcado por uma revolução religiosa bastante controversa, ao instigar o culto monoteísta ao deus Aton (o disco solar). Dessa forma, o reinado de Nefertiti como primeira rainha consorte coincidiu com essa época sem precedentes da história cultural e religiosa do Egito. Continuar lendo  

A FACE DE CLEÓPATRA

Possivelmente uma das rainhas mais famosas da história, Cleópatra VII, última faraó do Egito, permanece como uma figura emblemática para o século XXI. Histórias de uma beleza lendária, que teria enfeitiçado tanto Júlio César quanto Marco Antônio ainda são conhecidas, algo que foi enfatizado por produções cinematográficas, trazendo belas atrizes como Elizabeth Taylor no papel da monarca. Contudo, os bustos e as efígies da rainha em moedas nos mostram uma mulher menos glamorosa do que a mídia nos induz a crer. Continuar lendo