Museu Paulista da USP é fechado por tempo indeterminado!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Uma das instituições históricas mais populares do país, o Museu Paulista da USP (mais conhecido como Museu do Ipiranga) abriga uma importantíssima coleção de itens ligados à fase do Império do Brasil (1822-1889). Projetado pelo arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, as obras do edifício de 123 metros de comprimento e 16 de profundidade encerraram no dia 15 de Novembro de 1890, primeiro aniversário da República. Construído de forma semelhante a um palácio renascentista, o museu abriga um acervo de mais de 150 mil peças, entre os quais, o famoso quadro “Independência ou Morte”, pintado por Pedro Américo em 1888. Infelizmente, aqueles itens que tanto deslumbraram visitantes de todas as partes do mundo por décadas, sairão de exposição, devido às condições precárias na estrutura do prédio.

Localizado no parque da independência, no bairro do Ipiranga, o Museu Paulista da USP há anos que vem apresentando um diagnóstico preocupante quanto à arquitetura do edifício. Neste Domingo, dia 04/08, a assessoria de Imprensa da Universidade de São Paulo (USP), emitiu uma nota à imprensa, assinada pela diretora do museu, Sheila Walbe Ornstein, e pelo superintendente do Espaço Físico, Antonio Marcos de Aguirra Massola, informando que:

“É necessário e comum que museus instalados em prédios históricos fechem parcial ou totalmente para restauros e modernizações. O Museu Paulista não foge a tal regra e possui previsão de fechamento de salas, de um lado para facilitar diagnósticos, projetos, licitações e intervenções, e, de outro, para garantir a incolumidade dos visitantes e servidores, bem como a proteção física do acervo”.

A instituição, por sua vez, apresenta “rachaduras, queda de reboco, e até interdição de um dos salões após o forro ter cedido 10 centímetros”, segundo matéria publicada no Estadão.

Em 04 de Dezembro de 2012 tive a oportunidade de visitar o local pela primeira vez e me maravilhar diante de tantas obras de arte que antes só tinha visto através de livros e sites da rede. Cheguei, inclusive, a tirar uma foto junto de um dos quadros da nossa saudosa Imperatriz D. Leopoldina, pintado por Domenico Failuti. Contudo, devido aos reparos que se pretendem fazer no prédio, acredito que não poderei por tão cedo voltar a ver aquele retrato que tanto me fascinou. Ainda de acordo com o Estadão, o orçamento para as obras será estimado em 21 milhões, incluindo a “devolução da cor original da fachada e reformas das rampas, saguão e torres externas”. Poucos meses depois de ter completado 120 anos de fundação, o prédio permanecerá de portas fechadas até que não ofereça mais nenhum perigo aos seus visitantes.

Confira abaixo um vídeo da notícia, pelo site Estadão:

Fontes: Estadão, G1, Terra

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