Isabel, a Católica: como a pintura no século XIX ajudou a criar a imagem da grande rainha de Castela!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Isabel I de Castela é considerada por muitos pesquisadores como uma das fundadoras da Espanha Moderna. Ao lado de seu marido, Fernando II de Aragão, ela conseguiu unificar os reinos ibéricos debaixo de um único cetro, seja través da guerra ou da perseguição religiosa. Suas ações, embora nem sempre consideradas corretas, fortaleceram a monarquia herdada por seu neto, Carlos V, que expandiu o império iniciado por seus avós. Adentrando o século XVI, a figura da monarca castelhana era a prova de que as mulheres, a despeito da crença amplamente difundida por eruditos e políticos, eram sim capazes de governar. A partir de então, a Europa veria um número cada vez maior de países comandados por soberanas, seja na Inglaterra com Elizabeth I, na Escócia com Mary Stuart, no Sacro-Império com Maria Teresa de Habsburgo, ou na Rússia com Catarina II. Isso sem mencionar a grande quantidade de rainhas e princesas regentes que governaram reinos na ausência de um rei adulto. No século XIX, porém, com a emergência do Estado-Nação, a figura de Isabel I de Castela foi usada pelas artes e pela literatura para mitificar um passado de glórias e conquistas, enquanto suas medidas coercitivas para forjar o império espanhol eram amenizadas na tentativa de se criar o culto ainda existente sobre a grande soberana de Castela.

1) “La demencia de Isabel de Portugal”

“La demencia de Isabel de Portugal”, tela atribuída ao pintor Pelegrí Clavé, feita em meados do século XIX.

Tela atribuída ao pintor Pelegrí Clavé, feita em meados do século XIX. A obra retrata a rainha-viúva como vítima de um de seus supostos ataques de loucura, enquanto é consolada por seus dois filhos com o rei João II de Castela, Alfonso e Isabel (a futura Isabel, a Católica). Outros personagens com expressões de medo e tristeza aparecem para dar um toque de tragédia à tela, enquanto a família real ocupa o centro da imagem, em sua corte exilada no pequeno castelo em Arévalo. Isabel de Portugal foi a segunda esposa do rei João II de Castela, casada com ele em 1447. Nascida em 1428, era neta do rei João I de Portugal e de Dona Felipa de Lancaster. Pelo lado materno, descendia de Afonso I, duque de Bragança, através de sua filha, Dona Isabel de Barcelos. Ao longo dos séculos, as famílias reais de Portugal e Castela se uniram em uma sucessão de casamentos dinásticos, de modo que uma dispensa papal era necessária para a realização da maioria desses matrimônios. A avó de Isabel, Dona Felipa, por exemplo, era irmã da mãe de João II, Dona Catarina de Lancaster.

De sua união com o rei castelhano, nasceram Isabel em 1451, e Alfonso em 1453. Com a morte do rei aos 49 anos, em 1454, sua nova família foi banida da corte pelo novo monarca, Henrique IV (fruto do primeiro casamento de João II). Viveram praticamente em reclusão pelos próximos 15 anos. É possível que a morte do marido, a perda do status de rainha e as parcas condições em que a família vivia tenha feito com que Isabel mergulhasse em um profundo estado de melancolia, que na época foi tratada como loucura. Infelizmente, ela acabaria conhecida como “Isabel, a louca”. O precedente foi inclusive usado como argumento para a afirmação, feita anos mais tarde, de que sua neta, Joana I de Castela, herdara a insanidade da avó. Dona Isabel de Barcelos veio diretamente de Portugal para cuidar da filha, mas acabou falecendo em 1465. O quadro da viúva de João II se agravou com a morte de seu filho Alfonso, aos 15 anos, em 1468. Ela viveu por 68 anos, tempo suficiente para ver sua filha Isabel ascender ao trono como rainha reinante de Castela.

2) “La Reina Isabel I de Castilla”

“La reina Isabel I de Castilla”, obra do artista espanhol Luis de Madrazo, pintada em 1848 e atualmente em exposição no Museo del Prado (Madrid).

Quadro do artista espanhol Luis de Madrazo, pintada em 1848 e atualmente em exposição no Museo del Prado (Madrid). A tela se trata de um retrato póstumo da rainha Isabel de Castela, possivelmente baseado em pinturas originais do século XV. A soberana aparece ricamente paramentada, com um vestido de veludo carmesim adornado com ouro, pérolas e pedras preciosas. Na cabeça, a coroa castelhana, que representava o símbolo de sua realeza e direito de governar. A obra de Madrazo se trata de uma claro exemplo de como as artes estiveram envolvidas no processo de construção do Estado-nação no século XIX. Em 1848, uma segunda Isabel reinava sobre a Espanha e para legitimar a soberania da Coroa, os artistas do período recorreram ao passado em busca de elementos que pudessem ser mitificados. A figura da rainha Católica, tão celebrizada em seu tempo de vida quanto hoje, foi utilizada como epítome para tudo o que se queria de volta no país: poder, riqueza e glória.

Com efeito, é interessante observar que a imagem do monarca é sempre masculinamente construída. O poder de Isabel não advinha do fato de ela ser mulher, e sim filha de João II, o que lhe dava um lugar na sucessão ao trono castelhano. Portanto, Madrazo escolheu representar a soberana segurando com a mão esquerda o cetro real, objeto que remete ao poder fálico dos reis. Uma extremidade do objeto repousa sobre o ombro da rainha, enquanto a outra aponta para a direção de seu ventre, de onde sairiam os futuros reis da Espanha. Não obstante, a mão direita da retratada repousa possivelmente sobre seu livro de horas. Afinal, um dos títulos pelos quais ela ficou conhecida foi “a Católica”; governante implacável da defesa de sua religião. A luz incide com demasiada intensidade sobre a rainha, enquanto o fundo, onde é possível diagnosticar o trono real, permanece imerso em sombras. Assim, através da tinta e do pincel, Madrazo conseguiu criar uma representação de Isabel que se cristalizou no imaginário coletivo: a figura de uma monarca onipotente, que governava o reino dos homens com uma mão e apontava quem deveria entrar no reino dos céus com a outra.

3) “La reina Isabel la Católica, presidiendo la educación de sus hijos”

“La reina Isabel la Católica, presidiendo la educación de sus hijos”, obra do artista espanhol Isidoro Santos Lozano Sirgo, pintada em 1864 e atualmente em exposição do Museo del Prado (Madrid).

Quadro do artista espanhol Isidoro Santos Lozano Sirgo, pintada em 1864 e atualmente em exposição do Museo del Prado (Madrid). A cena retrata a rainha Isabel I de Castela admirando os talentos musicais de seu filho João, príncipe das Astúrias e herdeiro das coroas espanholas. Ao redor dele, suas irmãs Isabel, Joana, Maria e a pequena Catalina (aninhada ao braço da mãe), entre outras personagens, absorvem essa atmosfera cosmopolita de sons e sabedora. Ciente de que sua educação como princesa castelhana não a preparou adequadamente para se tornar uma soberana reinante, Isabel precisou aprender na prática a como governar. Sendo assim, ela não queria que a mesma coisa se repetisse com suas filhas. Afinal, elas representariam os reinos de Castela e Aragão em futuros casamentos dinásticos com príncipes estrangeiros. Portanto, a monarca designou tutores particulares para os membros de sua prole, para que lhes ensinassem o estudo de idiomas, diplomacia, música, além das disciplinas elementares para a formação intelectual dos filhos da realeza.

Quando atingiram uma idade casadoura, as infantas foram enviadas para reinos como Portugal, o Sacro-Império e a Inglaterra. Assim, pode-se dizer que quase todos os representantes da realeza europeia hoje descendem de Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. À sua maneira, Isabel, Joana, Maria e Catalina seguiram o exemplo materno e patrocinaram acadêmicos, músicos e artistas, incumbidos com a missão de expandir o espírito do Renascimento para dentro de outras monarquias no continente. Das filhas da rainha Isabel, foi Catalina (ou Catarina de Aragão, como é mais conhecida), quem levou mais a sério essa tarefa. Na tela de Isidoro, a pequena infanta tenta chamar a atenção da mãe para sua lição de casa. Quando se tornou rainha consorte da Inglaterra, Catarina encomendou ao seu conterrâneo, Juan Luis Vives, o primeiro tratado de educação feminina escrito no período, destinado a preparar a futura Maria I Tudor como soberana reinante, a fim de que ela se guiasse através dos passos da avó, uma das rainhas mais aclamadas de seu tempo.

4) “Expulsión de los judíos de España”

“Expulsión de los judíos de España”, tela pintada em 1889 pelo artista espanhol Emilio Sala, atualmente em exposição no Museo del Prado (Madrid).

Quadro pintado em 1889 pelo artista espanhol Emilio Sala, atualmente em exposição no Museo del Prado (Madrid). A obra retrata uma das fases mais controversas do reinado de Isabel I de Castela: a expulsão dos judeus que viviam no território espanhol em 1492. Todos aqueles que se recusaram a receber o batismo católico tiveram que optar pelo exílio. Partindo do princípio de que a unidade religiosa era essencial para estabilidade dos reinos ibéricos, Isabel perseguiu impunimente todos os conversos que eram acusados de manter práticas judaizantes e os levou para o Tribunal do Santo Ofício. Considerada a fundadora da Inquisição Moderna, a soberana deu início aos julgamentos dos chamados cristãos novos na cidade de Sevilha, no ano de 1478. Uma bula expedida pelo Papa Sisto VI lhe dava autorização para prosseguir com a Inquisição. Nem mesmo os cadáveres daqueles enterrados em cemitérios cristãos foram poupados das investigações levadas à cabo pelos bispos nomeados para tal tarefa, especialmente Tomás de Torquemada. Sob sua jurisdição, a Inquisição adquiriu os traços que viriam a defini-la no futuro, alcançando todas as formas de uma decisão colegial.

A tela de Emilio Sala, por sua vez, ressalta um aspecto bastante delicado da imagem construída de Isabel de Castela. Em vez da soberana Católica, sobressai-se diante dos olhos do observador a imagem de uma mulher insensível aos apelos dos judeus que viviam há séculos nos reinos Ibéricos. Por não serem cristãos, não estavam, portanto, sob a jurisdição da Coroa. Dessa forma, Isabel lhes deu uma escolha: ou se convertiam, ou deveriam ir embora, com o prazo de apenas dois anos para se desfazerem de suas propriedades. As práticas de tortura levadas à cabo pela Inquisição e a instalação dos Autos de Fé eram pouco convidativas para aqueles que deveriam passar pelo processo de mudança de religião. Muitos árabes conquistados e judeus preferiram o exílio, passando a habitar regiões como o norte da África, a Itália e os Países Baixos. Com isso, surgiu a imagem de uma soberana fanática, que acreditava ver a mão de Deus por trás de cada ação impiedosa praticada em seus reinos.

5) “La Rendición de Granada”

“La Rendición de Granada”, tela pintada em 1882 pelo artista espanhol Francisco Pradilla y Ortiz, atualmente em exposição no Palácio do Senado, na Espanha.

Quadro pintado em 1882 pelo artista espanhol Francisco Pradilla y Ortiz, atualmente em exposição no Palácio do Senado, na Espanha. A obra retrata um dos momentos mais triunfantes do reinado de Isabel I de Castela, quando a cidade de Granada, último reduto mouro localizado ao sul da Península Ibérica, finalmente foi conquistado pelos Reis Católicos. Isabel aparece triunfante na cena, montada em um corcel branco, usando um mando forrado com pele de arminho costurado com pérolas e pedrarias. Na cabeça, a coroa de ouro com as romãs de Granada em alto relevo. Seu marido, Fernando II de Aragão, aparece montado em um cavalo preto, usando trajes de veludo carmesim, enquanto negocia os termos da rendição com Muhammad XII, retratado do lado esquerdo da tela, usando um manto escuro. Finalmente, a empresa iniciada pela rainha de Castela chegara a uma vitória. Há quase duas décadas que suas tropas abatiam os bastiões do reino dos mouros, em batalhas sangrentas, restando apenas Granada. Ao fundo da tela, é possível ver os contornos do belíssimo Palácio de Alhambra, onde a soberana passaria a viver os últimos anos de sua vida.

Como peça de propaganda política, a obra de Francisco Pradilla atingiu seu objetivo. A figura da rainha guerreira, montada num cavalo e disposta a lutar é apresentada ao observador em todo o seu esplendor. Embora não ocupe o centro da tela, é Isabel quem está no primeiro plano, com uma expressão de orgulho no rosto enquanto seus olhos parecem avistar de longe Alhambra. Ao seu lado, podemos identificar a infanta Joana, vestida de preto, e Juan, príncipe das Astúrias. Um grande Cristo Crucificado é erguido por um dos seguidores da comitiva dos monarcas, como se fosse um estandarte da fé. Possivelmente, Pradilla incluiu esse detalhe para ressaltar que a conquista de Granada não deixou de ser uma vitória do catolicismo sobre a religião muçulmana, que havia se instalado no Sul da Península Ibérica a partir do século VII, com a expansão árabe. Dessa forma, a obra mitifica um dos momentos de maior glória do reinado de Isabel e Fernando, bem como o apogeu de sua política expansionista.

6) “Columbus Before the Queen”

“Columbus Before the Queen” (Colombo diante da Rainha), tela pintada em 1843 pelo artista americano Emanuel Leutze, atualmente em exposição no Brooklyn Museum (EUA).

Quadro pintado em 1843 pelo artista americano Emanuel Leutze, atualmente em exposição no Brooklyn Museum (EUA). Diferentemente das outras obras feitas por artistas espanhóis, esta retrata a visão de um estadunidense acerca da empresa de Cristóvão Colombo e sua teoria acerca de uma nova rota marítima que levasse os europeus às Índias, em busca de especiarias. Os Reis Católicos parecem bastante desinteressados sobre o que o navegador genovês tinha a dizer. Enquanto Fernando volta seu olhar para o vazio, Isabel apoia a cabeça numa das mãos, com uma clara expressão de tédio. É curioso observar a cena retratada por Leutze, uma vez que a “descoberta” da América pelos navegadores castelhanos liderados por Colombo é geralmente descrita como um dos grandes momentos do reinado de Isabel. Após a conquista de Granada, seus súditos haviam se lançado na aventura marítima e chegado a um continente até então desconhecido pelos habitantes do velho mundo. Leutze, porém, preferiu capturar a descrença com a qual tanto Isabel quanto Fernando encararam a teoria do genovês quando exposta pela primeira vez.

Após ter sido dispensado pelo rei D. João II de Portugal, Cristóvão Colombo partiu para Castela, acreditando que conseguiria convencer Isabel e Fernando sobre sua teoria de uma nova rota marítima que levasse às Índias e ao comércio de especiarias. Enquanto o rei de Aragão não lhe deu um voto de confiança, a rainha de Castela conseguiu para ele três caravelas, que aportaram na região da América Central. É curioso perceber como na obra de Leutze, que supostamente deveria retratar o início do império ultramarino espanhol, o cenário que observamos é de apatia e não de glorificação. Diferentemente dos pintores espanhóis, que se esforçavam em meados do século XIX para mitificar o passado de conquistas da Espanha nos séculos XV e XVI através das artes, os americanos tinham uma visão bastante diferente desse episódio, com uma rainha cansada, um soberano desinteressado e um navegador desesperado por convencê-los de que sua empresa valia o investimento da Coroa.

7) “Doña Isabel la Católica dictando su testamento”

“Doña Isabel la Católica dictando su testamento”, tela do artista espanhol Eduardo Rosales, pintada em 1864 e atualmente em exposição no Museo del Prado.

Quadro do artista espanhol Eduardo Rosales, pintado em 1864 e atualmente em exposição no Museo del Prado. A cena apresenta a rainha Isabel I de Castela ditando seu testamento em 12 de outubro de 1504, na presença de seu capelão, da corte e do tabelião. O rei Fernando II de Aragão aparece com uma expressão consternada, sentado ao lado da cabeceira do leito da esposa, enquanto presta atenção na escrita das disposições finais dela. Em 24 de novembro, ela pôs sua assinatura no documento: “Yo la Reyna”. A soberana caiu gravemente enferma no outono de 1504, possivelmente em decorrência de um cancro de útero, que acabaria matando-a no dia 26. Ela estava em Medina del Campo quando começou a sentir fortes dores, que vinham torturando-a durante seus últimos anos. De compleição pequena, Isabel engravidou 7 vezes, gerando 4 filhas e 1 filho que sobreviveram à primeira infância. Enquanto dava à luz aos sucessores dos tronos espanhóis, ela e seu marido travaram uma árdua campanha militar pela unificação da Espanha.

Com a morte de João, príncipe das Astúrias em 1497 e da princesa Isabel de Aragão no ano seguinte, a princesa Joana se tornou a presuntiva herdeira dos reinos de Castela e Leão, já que pela lei sálica ela estava proibida de reinar sobre Aragão e Navarra. Casada com o arquiduque Felipe de Habsburgo, a rainha Isabel I temia que seus territórios caíssem nas mãos da casa d’Áustria. Sendo assim, ela fez uma alteração no seu testamento, afirmando que no caso de Joana ser declarada inapta para exercer o poder, seu pai, o rei Fernando, atuaria na qualidade de regente. O pintor Rosales deu um ar de serenidade ao rosto da moribunda, como se ela aceitasse a morte de bom grado. O jogo de luz se concentra com intensidade em seu leito, envolto em tecidos brancos assim como a própria rainha, enquanto o resto dos personagens parecem irradiados por ela. Apesar da doença, não lhe faltou disposição para ditar sua última vontade. Não foi à toa que, quando chegou a Medina del Campo, Prospero Colonna pediu para ser levado ao leito de Isabel, querendo “ver a mulher que governava o mundo deitada em sua cama”.

Referências Bibliográficas:

DOWNEY, Kirstin. Isabella: the warrior queen. New York: Anchor Books, 2015.

FERNÁNDEZ, Luis Suárez. Isabel I, rainha de Castela: a nulher que fundou a Espanha moderna. Tradução de Ana Doolin. Coimbra: Tenacitas, 2008.

SAMPER, M.ª Ángeles Pérez. Isabel la Católica. Barcelona: Plaza Janés, 2004.

SANCHEZ, Luiz Amador. Isabel, a Católica. Tradução de Mário Donato. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1945.

TREMLETT, Giles. Isabel de Castela: a primeira grande rainha da Europa. Tradução de Geni Hirata. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.

VILLANUEVA, Fernando Díaz. Isabel la Católica. Madrid: Edimat Libros, 2005.

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