Por dentro da biblioteca secreta de Maria Antonieta: a vida íntima de uma rainha em conflito

Olhando mais atentamente para os hábitos de leitura de Maria Antonieta, rainha da França, Ronald Schechter fez descobertas fascinantes sobre sua inteligência, personalidade, opiniões e pensamentos mais profundos.

Schechter, professor de História na William e Mary, irá discursar sobre o que ele encontrou na “biblioteca secreta de Maria Antonieta: revelando a vida privada de uma rainha em conflito”, em 28 deste mês na Tack Faculty Lecture, às 7 da noite na Sadler Center’s Commonwealth Auditorium. O evento é gratuito e aberto ao público, seguido de uma recepção, cujos participantes deverão confirmar presença.

Schechter, professor de História na William e Mary, irá discursar sobre o que ele encontrou na “biblioteca secreta de Maria Antonieta: revelando a vida privada de uma rainha em conflito”, em 28 deste mês na Tack Faculty Lecture.

“A coisa principal que eu quero que a audiência saiba é o quanto Maria Antonieta era inteligente”, disse Schechter. “Ela tem sido retratada como estúpida, quando não era. Ela tem sido retratada como uma pessoa superficial, porém, conforme dissemos no subtítulo da apresentação, ela tinha uma vida íntima”.

Schechter é um especialista em História da França, particularmente no século XVIII, com foco na Revolução Francesa. Ele estava procurando por fontes em assuntos que pudessem interessar seus alunos, quando se deparou com os catálogos de livros de Maria Antonieta, que foram publicados no século XIX.

Sua descoberta o levou para a pesquisa que ele está preparando para um próximo livro sobre o assunto.

“Tanto quanto eu poderia dizer, de acordo com minhas confirmações, ninguém escreveu sobre o tema de sua biblioteca”, disse Schechter. “Então eu tinha a informação sobre quais livros estavam lá, mas, até aquele momento, eram apenas bibliógrafos do século XIX que os haviam listado. Contudo, não houve realmente nenhum estudo sobre eles, a construção de sua biblioteca ou a aquisição dos muitos volumes que estavam nela”.

Schechter viajou para a França com sua pesquisa e viu alguns dos livros de Antonieta na Biblioteca Nacional Francesa. Além disso, surpreendentemente, ele encontrou muitos de seus livros na biblioteca municipal de Versalhes, onde estão disponíveis para serem apreciados pelo público em geral.

“A história que eu quero contar é que ela não era idiota, mas realmente inteligente. E ela não estava fora de contato. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo na França, e os livros que ela leu mostram o que ela fez.

Schechter estudou os livros e os catálogos que os listavam. O que ele aprendeu foi que Maria Antonieta era uma figura muito mais complexa do que se acreditava anteriormente.

Sua palestra mostrará como a biblioteca secreta nos conta mais sobre a vida de uma personalidade histórica de interesse perene para seus alunos e o grande público, disse ele.

“Maria Antonieta é uma figura reconhecível, e muitas pessoas pensam que a conhecem”, disse Schechter. “Foi ela quem supostamente disse: ‘deixe-os comer bolo’, embora ela nunca tenha dito isso. O que essa falsa citação encapsula é a crença de que Maria Antonieta era estúpida ou que ela estava fora de sintonia”.

“A história que eu quero contar é que ela não era idiota, mas realmente inteligente. E ela não estava fora de contato. Ela sabia exatamente o que estava acontecendo na França, e os livros que ela leu mostram o que ela fez”.

Ler sobre ideias subversivas, possuir livros ilegais e escondê-los em uma biblioteca secreta no seu boudoir mostra sua curiosidade intelectual, disse Schechter. Seu trabalho cobre a vida de Antonieta a partir dos 13 anos, quando seu tutor lhe prescrevia livros,  até os títulos que ela leu em sua cela de prisão, enquanto aguardava a execução.

“Sua biblioteca foi, penso eu, em muitos aspectos, a sua fuga”, disse Schechter. “Era um lugar para ela ir, onde não precisava se preocupar com a etiqueta da corte, onde ela não precisava se preocupar com o que as pessoas estavam dizendo sobre ela. Era um lugar onde ela poderia ir e ser ela mesma, e parte de ser ela mesma era ler livros ”.

A Série de Palestras na Tack Faculty foi possível graças ao generoso compromisso de Martha ’78 e Carl Tack ’78. Inicialmente lançado em 2012, o compromisso da Tacks criou uma dotação para a série de palestrantes do corpo docente da W & M.

FONTE: WYDAILYAcesso em 05 de março de 2019.

 

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