Download do dossiê “Vida Privada no Império”, publicado pela edição n° 89 da RHBN

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

“Privacidade”, palavra comum no vocabulário das pessoas hoje em dia. E quem não quer um pouco de privacidade para fazer o que gosta, com ninguém se intrometendo? A dicotomia entre púbico e privado passou por alterações ao longo da história brasileira. O que antes era de acesso a todos, com o tempo passou a ser restrito a apenas um. A partir da ascenção da classe burguesa no século XIX, com seu modelo de família nuclear, o domínio do privado ganhou sobre o do público. Fora dos muros da casa, o que ditava a conduta das pessoas era uma vida de aparências, mas dentro da alcova é onde se pode observar as tensões e conflitos humanos, quando as máscaras finalmente caem e os indivíduos se mostram como são. Desse modo, uma história da vida íntima pode ser muito interessante, especialmente durante o período do Brasil Império, recheado de personalidades e fatos que merecem ser estudados à luz de acontecimentos que não são acessíveis numa primeira análise. É preciso, então, olhar através do buraco da fechadura para revelar aqueles casos que deveriam permanecer encobertos. Podemos sentir um pouco desse gostinho de indiscrição no dossiê “vida privada no Império”, publicado pela edição nº 89 da Revista de História da Biblioteca Nacional.

Capa da edição nº 89 da Revista de História da Biblioteca Nacional (imagem: "Costumes do Rio de Janeiro", por Rugendas).

Capa da edição nº 89 da Revista de História da Biblioteca Nacional (imagem: “Costumes do Rio de Janeiro”, por Rugendas).

Da Colônia para o Império, se observou uma transformação nos padrões de conduta social no Brasil. Interessados em adaptar a etiqueta francesa à realidade dos trópicos, a sociedade brasileira adotou uma série de costumes europeus que, na prática, não se mostravam tão eficazes aqui. Como eram as relações amorosas no país em pleno século XIX? E os escravos? Como se constituíam os laços afetivos entre os cativos? Seria possível que mesmo em uma simples brincadeira de criança se reproduzissem as desigualdades da sociedade imperial? E mais: quem seria a mulher que inspirou o escritor José de Alencar para criar a personagem Aurélia Camargo, do romance “Senhora”. São esses alguns dos temas que a matéria de 26 páginas se propõe a discutir, com ótimos textos escritos por pesquisadores como Rodrigo Elias, Mary Del Priore, Marcia Amantino, Marcos Cezar de Freitas, Edineia Queiroz, entre outros. Com efeito, o portal Rainhas Trágicas traz para você, nosso leitor, os scans das 26 páginas do dossiê “vida privada no Império”, publicado pela edição nº 89, da RHBN. Para fazer o download da matéria, basta CLICAR AQUI. Aproveite!

ps. Após baixar o arquivo, por favor, deixe um comentário. Grato!

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