Rainha Elizabeth II teria lutado contra o câncer em seus últimos anos, segundo amigo do príncipe Philip!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Na tarde de 08 de setembro de 2022, a notícia do falecimento da rainha Elizabeth II pegou a muitos de surpresa. Afinal, apenas dois dias antes, ela estava cumprindo alegremente suas funções enquanto chefe de Estado no castelo de Balmoral, onde deu posse à sua 15ª Primeira-Ministra. A monarca, então com 96 anos (70 dos quais ela atuou como rainha reinante), sorriu em seguida alegremente para as câmeras na sala de desenho de sua propriedade de veraneio na Escócia. Essa, por sua vez, seria a última imagem de Elizabeth feita em vida! No dia 07, ela sofreu um mal súbito e foi advertida por seus médicos a permanecer em repouso, cancelando assim uma reunião com o Conselho Privado. Infelizmente, a condição física da monarca não apresentou melhora nas próximas horas. Sua filha, Anne, a Princesa Real, permaneceu fielmente ao seu lado, enquanto outros membros da família eram convocados com urgência. Foi Anne quem assinou certidão de óbito da rainha, dando “velhice” (ou “idade avançada”) como a causa de sua morte. Porém, um amigo próximo do falecido príncipe Philip, Gyles Brandreth, afirma que a soberana vinha lutando contra um câncer de medula óssea nos últimos!

Uma sorridente Elizabeth II foi fotografada na sala de desenhos do Castelo de Balmoral, na Escócia, no dia 06 de setembro de 2022. Esse seria o último registro fotográfico da monarca feito em vida.

A causa oficial da morte da rainha Elizabeth II foi divulgada no dia 29 de setembro de 2022, pelo The National Records of Scotland. Muitos afirmaram que o termo “velhice” era vago demais para justificar os problemas que a soberana estava enfrentando nos últimos anos, especialmente após a morte de seu marido, em 9 de abril do ano anterior. Elizabeth vinha cancelando uma série de compromissos, alegando dificuldade de locomoção. Pouco tempo depois, ela passou a andar com a ajuda de uma bengala (quando não de uma cadeira de rodas). Tal condição física seria algo de se esperar de uma senhora que estava vivendo sua décima década de vida. Por outro lado, os pormenores do seu estado de saúde foram abafados pela família real e a palavra “velhice” usada como uma explicação discreta para a razão de seu falecimento. Porém, Gyles Brandreth, que está para publicar uma nova biografia da soberana, intitulada Elizabeth: An Intimate Portrait (Elizabeth: um retrato íntimo), contou ao Daily Mail que a rainha sofria com dores ósseas terríveis!

Gyles Brandreth, amigo próximo do falecido príncipe Philip, afirmou que a rainha lutava contra um câncer de medula óssea nos últimos anos.

Com efeito, membros da família real começaram a chegar na Escócia assim que a princesa Anne os alertou de que a morte da monarca era iminente. Sabemos através de seu depoimento que ela esteva ao lado da mãe em suas últimas 24h de vida e que o atual soberano, o rei Charles III, acompanhado de Camilla, a nova rainha consorte, chegaram ao leito da enferma poucos instantes antes de ela dar seu último suspiro. Os demais filhos, netos e netas, infelizmente, não tiveram a chance de se despedir da matriarca enquanto ela ainda vivia, resguardando para si apenas alguns momentos a sós com seu corpo, para prestar seus tributos de forma privada. Em seguida, o cadáver da rainha passou por um processo de embalsamamento e preparação para o longo funeral de Estado, que percorreu a Escócia e a Inglaterra por um período de 10 dias. Finalmente, em 19 de setembro, o caixão da monarca foi colocado para descansar na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, na mesma cripta onde jazem seus pais, o rei George VI e a rainha-mãe Elizabeth Bowes-Lyon, as cinzas de sua irmã, a princesa Margaret, e para onde também fora movido o ataúde de seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo.

A rainha Elizabeth II e seu bisneto, o príncipe George, na sacada do Palácio de Buckingham, em junho de 2022, durante as comemorações pelo Jubileu de Platina.

Na sua biografia, que está sendo serializada pelo Daily Mail, o Sr. Brandreth alega ter obtido a informação de que Elizabeth sofria com uma variante de mieloma, um câncer de medula óssea, o que explicaria seu cansaço constante e a gradual perda de peso. Lembremos que em 2022 a rainha não compareceu pela terceira vez em 70 anos de reinado à cerimônia de Abertura do Parlamento e tampouco esteve presente na maioria dos eventos programados para a celebração do seu Jubileu de Platina, em junho. As justificativas emitidas pelo Palácio foram as de que a soberana havia sido aconselhada por seus médicos a descansar, uma vez que os diversos compromissos que ela vinha levando à cabo na agenda das comemorações pelo Jubileu cobraram um preço muito alto ao seu corpo. Teria sido nessa fase em que os sintomas do câncer ficaram mais agudos. Eles incluem dor óssea, principalmente na pelve e na região da lombar. Não obstante, o mieloma múltiplo é uma doença que afeta principalmente os idosos. Atualmente, não existe uma cura conhecida para a enfermidade, apenas um tratamento com o uso de medicamentos para controlar o sistema imunológico e outros produtos farmacêuticos para ajudar a prevenir a fraqueza óssea. Dessa forma, a terapia pode diminuir a gravidade dos sintomas e dar uma espécie de sobrevida ao paciente, que pode perdura por mais alguns meses, chegando a dois ou três anos em certos casos.

Fonte: The Economic TimesAcesso em 25 de novembro de 2022.

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