“A prostituta do rei?” – Ana Bolena, o divórcio e a misoginia

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Das seis esposas de Henrique VIII, monarca que governou a Inglaterra de 1509 até sua morte, em 1547, possivelmente a mais controversa é Ana Bolena, mãe da rainha Elizabeth I. Poucas personagens da História conseguiram catalisar tanta devoção e ódio, em igual proporção, como ela. A questão nos remete às circunstâncias do processo de anulação do casamento de Henrique com sua primeira consorte, Catarina de Aragão, uma rainha bastante querida pelo povo inglês. Seria Ana Bolena, nesse caso, o cerne das razões do rei para abandonar sua rainha, desobedecer o papa e romper relações com a Igreja Católica? A responsabilidade por tais medidas até hoje recai sobre os ombros de Ana, acompanhada de outras acusações como feitiçaria, adultério e incesto, além das alcunhas de prostituta, rameira, bruxa, entre outras. A polêmica em torno dessa figura foi inflamada ao longo dos anos, provocando debates calorosos entre admiradores e opositores, que colocaram em questão o papel de Ana naqueles eventos da primeira metade do século XVI. Nas últimas décadas, ela tem sido personagens de uma porção de filmes, seriados e romances, que comercializam a história de sua vida das mais diversificadas formas. A algazarra em torno de Ana Bolena alcançou patamares absurdos.

Ana Bolena, por artista desconhecido (final do séc. XVI)

O poder da literatura e das mídias transformou a segunda esposa de Henrique VIII numa fonte rentável de lucros, a despeito dos fatos conhecidos de sua vida, que permanecem ainda agora um mistério para muitos. A ficção criou uma Ana Bolena idealizada, bastante distinta daquela que a história nos apresenta. Há quem a considere hoje um símbolo da luta das mulheres pela igualdade de direitos, taxando-a inclusive de “feminista”, o que representa um anacronismo aparvalhado. Na outra linha de pensamento, Ana é “a outra”, a “amante”, a mulher que seduziu o rei a repudiar sua esposa e contrair segundas núpcias; aquela que corrompeu Henrique e o fez romper com o papado. Quantas responsabilidades para uma só pessoa, não acham? Muitas das interpretações sobre Ana Bolena estão ligadas a uma falta de conhecimento de sua trajetória, enquanto outras são o reflexo da misoginia que a envolve. O preconceito com o qual Ana é tratada por alguns a tornou, portanto, numa figura supostamente necessitada de defesa, dentro desse grande tribunal que a história virou. Para cada algoz existe igualmente um advogado, pronto para defender sua “cliente” das muitas acusações de que ela é alvo. Nesse processo, muitos se esquecem do ser humano, que longe de ser uma feminista ou protofeminista, era filha de seu próprio tempo, imperfeita em sua essência e passível de erros e acertos.

Isso não quer dizer, entretanto, que para Ana Bolena a ideia de uma mulher exercendo poder fosse algo estranho. De Isabel I de Castela a Elizabeth I da Inglaterra, o palco político da Europa do século XVI também foi dominado por figuras femininas que governaram reinos e comandaram exércitos. Quando jovem, Ana possivelmente serviu como uma das dezoito filles dhonneur da arquiduquesa Margarida da Áustria, regente dos Países Baixos. Margarida era uma das figuras mais influentes de seu tempo, que sabia jogar com sua condição feminina: “eu sei que não é da minha conta interferir nos seus afazeres, já que sou uma mulher inexperiente em tais casos, no entanto, o grande dever que eu tenho para com vós me encoraja a vos pedir… para tomar cuidado enquanto ainda há tempo” (apud GRISTWOOD, 2016, p. 40), escreveu ela a seu pai, o imperador Maximiliano. Por outro lado, ela também dizia que “por mais que nós sejamos uma mulher, nosso coração é de uma natureza diferente” (apud GRISTWOOD, 2016, p. 27). Residindo na corte de Mechelen por pouco mais de um ano, Ana certamente teve contato com a vasta biblioteca de Margarida, viu humanistas e outras figuras do cenário político europeu.

“Uma princesa que sempre amei de verdade”, disse Ana Bolena à Marguerite d’Angoulême (tela de Jean Clouet).

Com efeito, na corte da arquiduquesa, Ana Bolena certamente aprendeu a dominar o francês e as artes do amor cortês, muito em voga naquele período. Ironicamente, esse jogo de flerte entre um suposto cavaleiro apaixonado, que sofria pelas recusas de uma dama, se mostraria fatal para ela nos anos que estariam por vir. Por volta de 1514, Ana deixou a corte de Margarida da Áustria e partiu para a França, onde permaneceria por cerca de 7 anos, primeiro como dama da rainha Mary Tudor, que se casou com o idoso rei Luís XII, depois como membro do séquito de Claudia de Valois, esposa de Francisco I. O relacionamento entre Mary Tudor e Charles Brandon, duque de Suffolk, que se casaram às escondidas pouco depois da morte de Luís XII e contra a vontade de Henrique VIII, pode ter oferecido à jovem Ana um exemplo de como uma princesa poderia tomar nas mãos as rédeas do próprio destino, independente da vontade masculina. Naquele ambiente, ela também teria conhecido outras figuras femininas importantes. A França também era o lar de Louise de Saboia, mãe do novo rei, Francisco I, e de sua filha, Marguerite de Angoulême, rainha de Navarra, duas das mulheres mais poderosas daquele período. É dito que esta última, autora de muitos livros sobre religião, como “O espelho da alma pecadora”, teve particular influência sobre Ana Bolena.

Não obstante, tanto Margarida da Áustria quanto Louise de Saboia, quando jovens, chegaram a conviver juntas na corte da França, durante a regência de Anne de Beaujeu, irmã do rei Carlos VIII. Num livro intitulado “Lições para minha filha”, escrito entre 1517 e 1521, Anne diz o seguinte:

Quando se trata do governo de seus negócios, as [viúvas] devem depender apenas de si mesmas; Quando se trata de soberania, elas não devem ceder poder a ninguém. E então, você deve se proteger dos seguidores enganosos e presunçosos, especialmente aqueles com quem você conduz os negócios frequentemente, por causa das suspeitas que podem se levantar (apud GRISTWOOD, 2016, p. 57).

Infelizmente, não temos como saber até que ponto as ideias a respeito de um governo regido por uma mulher, difundidas na época através das rainhas reinantes e arquiduquesas regentes, foram absorvidas por Ana Bolena. Nesse caso, só podemos supor, e o campo das especulações é perigoso demais para afirmarmos com certeza alguma coisa. Sabe-se, por exemplo, que ela tinha grande estima por Marguerite de Angoulême, através de uma carta escrita pela própria Ana, em 1534, na qual se referia à irmã de Francisco I como “uma princesa que sempre amara de verdade” (apud FRASER, 2010, p. 165).  No seu livro, “Heptameron”, publicado postumamente em 1558, Marguerite diz que “o amor das mulheres está enraizado em Deus e fundado na honra … Mas a maioria do amor (dos homens) é baseado no prazer, tanto que as mulheres, quando não estão cientes das más intenções dos homens, por vezes, permitem-se serem levadas muito longe” (apud GRISTWOOD, 2016, p. 49). Uma conduta baseada na virtude e na honra era o ideal esperado de uma soberana. Algo que Catarina de Aragão exercia de forma plena, demonstrando sua devoção através das muitas obras de caridade que patrocinou, e cujo exemplo Ana Bolena procuraria seguir nos seus anos como rainha.

Ana Bolena se recusou a ser amante oficial de Henrique VIII.

De volta à corte inglesa, em 1521, Ana Bolena chamou a atenção não por sua beleza, já que sua aparência não se enquadrava nos padrões estéticos do período, mas antes por suas maneiras coquetes, adquiridas na corte francesa, sua inteligência e mente aguçada. Ana encantou o famoso poeta da corte, Thomas Wyatt, a quem se acredita ter lhe dedicado alguns versos, como também o filho do conde de Nothumberland, Henry Percy. Mas foi com Henrique VIII que sua estrela ascendeu ao patamar da História. Não fosse por isso, e pela morte violenta, Ana Bolena certamente passaria incógnita pelo tempo; uma mera nota de rodapé em algum livro dedicado às mulheres na dinastia Tudor. A maioria dos biógrafos e estudiosos costuma datar o início do relacionamento entre ela e o rei a partir de 1526, tendo como base uma série de 17 cartas que Henrique lhe escreveu. Nenhuma delas está datada, mas seu conteúdo nos permite coloca-las numa espécie de ordem. As de número 4 e 5 são as mais significativas. Na carta 4, Henrique, perturbado pela recusa de Ana em ser sua amante, oferece a ela a posição de maîtresse-en-titre, ou amante titular, um conceito muito utilizado na França e que daria a ela um status na corte e o reconhecimento como favorita do rei:

Se lhe agradar o cargo de verdadeira e leal amante e amiga, e se entregar a mim de corpo e alma, serei, como tenho sido, seu servo mais leal (se o seu rigor não me proibir), eu lhe prometo que não só o nome lhe será dado, como também terei apenas você como amante, rejeitando todas as outras além de ti dos meus pensamentos e afeições, servindo unicamente a você (apud NORTON, 2013, p. 56).

O tom do missivista é quase o de uma súplica. Ele deixa claro que desejava a moça como sua mante, prometendo-lhe fidelidade, a despeito de todas as outras, incluindo sua esposa. Com efeito, o afeto de um rei era algo que não podia ser facilmente rejeitado, ainda mais no caso de Ana Bolena, cujo pai trabalhava há anos para construir sua carreira na corte. Nesse caso, qualquer resposta mal elaborada poderia atrair a cólera do monarca e a frustração das ambições políticas de Thomas Bolena. Só podemos imaginar as respostas de Ana para a carta do rei, que provavelmente foram destruídas pelo próprio Henrique. Contudo, o próximo documento dessa sequência, o de número 5, nos dá uma pista do que ela poderia ter dito a ele:

As vossas demonstrações são tão afetuosas, os delicados pensamentos da vossa carta são expressos tão cordialmente que me obrigam para sempre a honrar-vos, amar-vos e servir-vos sinceramente, suplicando-vos que persistais com firmeza e constância no vosso sentimento; e assegurando-vos que, de minha parte, não só vos corresponderei, mas, se possível, vos superarei em plena lealdade de coração. […] Eu vos peço também que, se antes deste dia alguma vez vos ofendi, me concedais de bom grado aquele mesmo perdão que me pedes, e asseguro-vos que de agora em diante o meu coração será  dedicado só a vós; eu desejo que seja o mesmo com o meu corpo; Deus pode fazê-lo, se tal é a sua vontade; e eu lhe rogo todos os dias com esta intenção, esperando que, no final, minhas preces serão ouvidas (apud NORTON, 2013, p. 57).

O tom de desculpas do rei nesta carta indica que Ana Bolena recusou a proposta de ser sua amante, embora mantivesse acesa a chama da esperança de Henrique, que prometia perseverar em seu afeto por ela. Temos aqui um documento, de próprio punho do monarca, demonstrando que Ana havia recusado o papel da “outra”. As interpretações da posteridade, porém, talhariam-na dentro dessa imagem. Muito da lenda obscura criada em torno do seu nome está ligado a um grande interesse e ambição de sua parte em se tornar rainha da Inglaterra, algo que não é corroborado pelas fontes. Nesse sentido, a Ana da ficção foi a responsável pela criação desse imaginário. Seu papel no processo de anulação do casamento real foi mínimo. Discussões para a separação de Henrique e Catarina já vinham sendo tomadas antes mesmo de Ana Bolena entrar em cena. Sabe-se, por exemplo, que o chanceler, cardeal Wolsey, era favorável a uma aliança com a França, através das bodas do rei e da princesa Renée, cunhada de Francisco I. Conforme ressalta G. W. Bernard:

Já se sugeriu que foi Henrique quem se segurou de manter relações sexuais com Ana, e não Ana quem se segurou de Henrique. O que também é manifestamente claro é que Ana, como tantas vezes já foi pensado, não desempenhou papel de liderança na campanha de Henrique para seu divórcio: se nos concentrarmos nas fontes contemporâneas que revelam a campanha de Henrique para seu divórcio naqueles anos, emerge uma impressão bastante diferente de Ana em tudo isso. Era Henrique, não Ana, quem estava no comando. Várias de suas cartas de amor se referem direta ou indiretamente a seus esforços, oferecendo suas recentes avaliações para um possível resultado (2010, p. 38).

“Prefiro ser enforcada em vez de confessar que ela é minha rainha e senhora”, disse Ana Bolena sobre Catarina de Aragão (retrato de 1530, por artista desconhecido).

O papel coadjuvante de Ana no que ficou conhecido como “o grande caso do rei” também é oferecido nas cartas de Francis Bryan, um cortesão que havia sido enviado para a Itália por Henrique para lhe informar do andamento de sua petição junto ao papa. Numa série de despachos do início de 1529, Bryan dava notícias bem pessimistas ao rei. O que é revelador é o fato de que Bryan sempre se reportava a Henrique em primeiro lugar. Numa das cartas, ele adicionou o seguinte: “Senhor, eu poderia escrever para minha futura senhora – Ana Bolena – mas não o farei até que possa dizer o que a fará mais feliz neste mundo” (apud BERNARD, 2010, p. 57). É interessante que Francis Bryan tenha preferido privar Ana das más notícias, enquanto matinha Henrique totalmente informado da situação. Isso mais uma vez sugere que era o rei quem estava no comando de tudo. Caso Ana Bolena não tivesse entrado nessa história, isso não quer dizer que não teria havido uma anulação do casamento real e consequentemente o rompimento da igreja da Inglaterra com Roma. Os motivos de Henrique iam muito além de uma mera paixonite pela filha de um de seus cortesãos, por mais agradável que ela lhe parecesse. Catarina de Aragão já não mais podia gerar filhos e com o país recém-saído de uma guerra civil que dilacerou o reino anos antes, um sucessor do sexo masculino era de suma necessidade para manutenção da paz.

Apesar de Henrique ser pai da princesa Maria, sua herdeira, a dinastia Tudor ainda não estava segura no trono, com tantos pretendentes de sangue real ameaçando a supremacia do rei. Muito embora a Europa da primeira metade do século XVI oferecesse bons exemplos de como o governo feminino fora eficaz, especialmente com Isabel I de Castela, a Inglaterra até então nunca havia sido governada por uma mulher. Temia-se que, deixando o reino nas mãos de uma princesa, uma nova guerra civil pudesse novamente rachar o país. Segundo o imaginário da época, era preciso, nesse caso, haver um sucessor do sexo masculino. Aliado a isso, a riqueza e os abusos do clero no país eram uma constante preocupação para o governo. Diante de todos esses fatores, a importância de Ana Bolena era mínima. Em hipótese alguma ela foi o pivô da separação do casal de monarcas. A única coisa que ela podia fazer era esperar que os eventos seguissem seu curso natural e aceitar o que o destino lhe havia reservado. O que não quer dizer, entretanto, que fora uma agente passiva nessa história. Muitos contemporâneos recordaram a maneira debochada com que Ana se referia aos nobres e poderosos, especialmente para com Catarina. O embaixador Chapuys escreveu ao seu senhor, Carlos V, que, no dia de ano novo de 1531, ela havia declarado diante dos olhos da corte que “desejava que todos os espanhóis estivessem afundados no mar… que ela não se preocupava com a rainha ou qualquer um de sua família, e que preferiria ser enforcada em vez que confessar que ela (Catarina) era sua rainha e senhora” (apud IVES, 2010, p. 138).

Com efeito, o desagrado de Ana também se estendia à filha de Catarina de Aragão, princesa Maria. Ela havia prometido à jovem interceder a seu favor junto ao rei, desde que esta a reconhecesse como rainha, o que Maria não fez. Cansada de tentar, Ana Bolena enviou em janeiro de 1536 uma carta à sua prima, Lady Shelton, na qual dizia:

Me agradaria que você não mais tentasse mover Lady Mary em direção à graça real, o que agrada a si mesma. O que eu fiz foi mais por caridade do que por qualquer coisa com a qual o rei ou eu nos importemos com o caminho que ela toma, ou se ela vai mudar de propósito, pois se eu tiver um filho, como espero em breve, eu sei o que vai acontecer com ela (apud NORTON, 2013, p. 203).

“Se eu tiver um filho, como espero em breve, eu sei o que vai acontecer com ela”, disse Ana Bolena sobre Lady Mary (retrato pintado em 1544, por Mestre John).

A falta de preocupação de Ana Bolena com o que dizia e para quem dizia iria lhe acarretar sérios problemas no futuro. Embora tivesse recebido uma boa educação, a mesma não a preparara para o papel de rainha da Inglaterra. Nesse quesito, ela procurou se espelhar em outras soberanas do período, como Marguerite de Navarra e a própria Catarina de Aragão, em suas virtuosidade e religiosidade. Segundo Retha M. Warnicke, “seguindo o ecostume real, Henrique também aprovou o estatuto que fazia de Ana uma femme sole, permitindo-a conduzir seus negócios e transações sem referência a ele como seu marido” (1998, p. 132). As escolhas que ela fez para compor sua criadagem, por sua vez, se mostraram especialmente danosas para ela. O povo tampouco a aprovava como sua rainha, enquanto Catarina vagava de um canto a outro, em prisão domiciliar, o que comprometeu a saúde, ocasionando-lhe a morte aos 50 anos, em 7 de janeiro de 1536.

Henrique VIII certa vez disse que se pudesse voltar no passado, não teria feito por Ana tudo o que fizera até então, e que ela, portanto, deveria ficar contente e abaixar a cabeça, “da mesma forma que pessoas melhores fizeram antes de ti” (apud FRASER, 2010, p. 294), o que demonstra o papel minúsculo de Ana Bolena nos eventos que sacudiram o palco político da Inglaterra naqueles anos. Ela encontrou também pouca simpatia entre as inglesas, que chegaram a persegui-la em certa ocasião. Se o rei tratava daquela forma uma mulher como Catarina de Aragão, conhecida pela sua bondade e virtuosidade, o que impediria de seus maridos fazerem o mesmo com elas? O exemplo vinha de cima da hierarquia social. Desde o seu tempo de vida que Ana sofre com a misoginia, fato que é corroborado pelos relatos contemporâneos que a classificavam de “putain” e sua filha de “bastarda”. A literatura e o cinema se apropriariam de sua história para torna-la um produto rentável, vendendo a narrativa de uma plebeia que veio do nada e se tornou rainha. O final sangrento da trama, porém, transformou o que poderia ser um conto de fadas renascentista num verdadeiro drama. A falta de preparo para o papel de soberana, o jogo do amor cortês e o insucesso na produção de um herdeiro do sexo masculino contribuíram para sua queda. Atualmente, a teoria mais ridícula é a de que seria uma “feminista”. Os séculos passam e as pessoas continuam a produzir a sua fanfic de Ana Bolena, num frenesi que parece não terminar.

Referências Bibliográficas:

BERNARD, G.W. Anne Boleyn: fatal attractions. – London: Yale University Press, 2010.

FRASER, Antonia. As Seis Mulheres de Henrique VIII. Tradução de Luiz Carlos Do Nascimento E Silva. 2ª edição. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010.

GRISTWOOD, Sarah. Game of Queens: the women who made sixteenth-century Europe. Nova York: Basic Books, 2016.

IVES, Eric W. The life and death of Anne Boleyn: ‘the most happy’. – United Kingdom: Blackwell Publishing, 2010.

NORTON, Elizabeth. The Anne Boleyn Papers. – Gloucestershire: Amberley Publishing, 2013.

WARNICKE, Retha M. The rise and fall of Anne Boleyn: family politics at the court of Henry VIII.UK: Cambridge University Press, 1989.

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5 comentários sobre ““A prostituta do rei?” – Ana Bolena, o divórcio e a misoginia

  1. Também vi a série Tudors e adorei !!conhecemos tão pouco as pessoas da História !!Sempre é bom saber um pouco mais !E “As rainhas trágicas” só nos enriquecem “”Aprendo muito com vocês !Obrigada !!

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