As propriedades curativas da música, nas vidas de Ana Bolena, Mary Stuart e Elizabeth I – Parte II

Por: Hunter S. Jones

Ana Bolena é a mais conhecida das seis esposas de Henrique VIII. Tentar cativa-la se tornou a obsessão do rei. Por sete anos, ele a perseguiu e praticamente destruiu todo aquele que estiveram em seu caminho. Isso mudou o cenário político e religioso para sempre. Por Ana, o rei estava disposto a se separar de sua primeira rainha, romper com a Igreja Católica, e se estabelecer como chefe da Igreja da Inglaterra. O que deveria ter sido o romance de contos de fadas mais duradouro da história, se tornou um dos pesadelos de amor mais enigmáticos, quando, depois de conquistar suas ambições e três anos de casamento depois, Henrique VIII executou Ana sob múltiplas acusações de adultério, incluindo seu irmão George, visconde de Rochford, e o músico Mark Smeaton.

Acredita-se que Ana nasceu nos primeiros anos do século XVI, em Blickling Hall. Em 1513, ela se tornou dama de honra na casa de Margarida da Áustria, filha do Sacro Imperador Romano, Maximiliano I. Margarida era famosa por seu patrocínio a músicos, e possuía uma extensa biblioteca musical, o que era uma raridade para a época. O pai de Ana finalmente conseguiu movê-la para a corte francesa, onde atenderia a irmã do rei Henrique VIII, Mary, que estava para se casar com Luís XII. Mais tarde, ela serviu a rainha francesa Cláudia, permanecendo na França até retornar para a Inglaterra, em 1522.

"Mistres A Bolleyne Nowe Thus", inscrição no livro de músicas de Ana Bolena.

“Mistres A Bolleyne Nowe Thus”, inscrição no livro de músicas de Ana Bolena.

Seus primeiros anos nas grandes cortes da Europa moldaram seus interesses póstumos em música e moda. Devido a essas influências, ela desenvolveu interesse em vários segmentos da arte-poesia, dança e literatura. Os legados mais famosos de Ana Bolena, além de sua filha, são a moda e os jogos de flerte. Seu maior passatempo já registrado era a música; ela era uma ótima tocadora de alaúde.

Ainda existe um livro de músicas que se acredita ter pertencido a Ana Bolena, arquivado no Royal College of Music, em Londres. Sua origem, porém, têm sido discutida, e a única evidência de que o livro de quarenta e duas canções tenha pertencido a Ana Bolena provém de uma inscrição, feita num manuscrito provavelmente da primeira metade do século XVI: “Mistres A Bolleyne Nowe Thus”. Essa assinatura é seguida de notas musicais. Ela é chamada de mistress (senhora), o que indica que a inscrição foi feita antes de ela se tornar rainha, em 1533.”Nowe Thus” era o lema de seu pai, Thomas Bolena, o que implica dizer que ela era solteira na época.

Existem evidências que relacionam o livro a Ana Bolena devido às composições incluídas nele. O falecido historiador Eric Ives sugeriu que parte do conteúdo do livro pertence a um período por volta de 1527, quando Henrique e Ana estavam se cortejando abertamente e fazendo planos para um futuro comum. Esses temas musicais estão dentro das composições musicais encontradas no livro. Músicas flamengas e francesas que Ana teria conhecido em seus primeiros anos nas cortes europeias estão incluídas. Os mais representados são John Mouton e Josquin Desprez.

Uma canção que era extremamente popular no período, Jouyssance vous donneray, deve ter possuído algo de significante para Ana e Henrique, por causa das palavras: “Eu lhe darei prazer, minha querida…tudo será bom para aqueles que esperam”. Já foi sugerido que essa canção tenha sido cantada por Ana para Henrique, o que é bastante possível. A música está preservada perto do final do livro e anotada num estilo de escrita originalmente inglês. A letra foi composta pelo poeta da corte francesa, Clément Marot, que presenteou Ana com uma cópia do seu Le Pastor Evangélique, na coroação dela em 1533.

O poema presenteado incluía uma profecia de que Ana ira dar a Henrique um filho. Isso deve ter dado muito prazer aos noivos em grande parte daquele dia, mas como a história mostrou, se provou uma ruína. Seu amor pela música também desempenhou um papel na sua queda. Perto do final de abril de 1536,  músico Mark Smeaton foi preso secretamente. Inicialmente, ele negou ser amante da rainha, mas depois confessou. Talvez ele tenha sido torturado ou prometido ficar livre, de acordo com lendas populares. Durante as festividades do 1° de Maio, aparentemente o rei foi notificado da confissão de Smeaton e os supostos conspiradores foram presos sob suas ordens.

Ana Bolena era uma hábil tocadora e dançarina.

Ana Bolena era uma hábil tocadora e dançarina.

Henry Norris foi preso no 1° de Maio e negou sua culpa. Ele também jurou que a rainha Ana era inocente. A evidência mais prejudicial contra Norris foi uma conversa escutada entre ele e Ana no final de abril. Sir Francis Weston foi detido dois dias depois sob a mesma acusação, assim como William Brereton, um criado da Câmara Privada do rei. O último acusado foi o irmão da rainha Ana, George Bolena, preso sob acusação de incesto e traição.

Em 2 de maio de 1536, Ana foi presa e levada para a Torre de Londres numa barcaça. No dia 17, ela foi condenada por traição, incesto e adultério. Foi decapitada por ordem do rei Henrique VIII, na manhã de 19 de maio.

Mary, rainha da Escócia, também conhecida como Mary Stuart e Mary I da Escócia, foi rainha desde dezembro de 1942 até julho de 1567, e rainha consorte da França a partir de julho de 1559 a dezembro de 1560.

Mary era filha do rei Jaime V da Escócia e de Marie de Guise, cuja família desempenhou um papel significante na política francesa do século XVI. Mary era a única filha legítima do rei Jaime V que sobreviveu, subindo ao trono após a morte de seu pai, quando ela tinha seis dias de vida. Mary passou a maior parte de sua infância na França, enquanto a Escócia era governada por regentes. Em 1558, ela se casou com o delfim, que se tornou rei Francisco II em 1559, fazendo de Mary brevemente rainha consorte da França até a morte do marido, em dezembro de 1560. A jovem viúva retornou para a Escócia, chegando em Leith em 19 de agosto de 1561. Quando anos depois, ela se casou com seu primo, Henry Stewart, Lord Darnley, embora sua união tenha sido infeliz. Em fevereiro de 1567, a residência dele foi destruída por uma explosão e Darnley foi encontrado morto no jardim.

James Hepburn, conde de Bothwell, era visto como a mente por trás da morte de Darnley. Porém, ele foi absolvido da acusação em abril de 1567. Doze dias depois, casou-se com Mary. Sempre têm sido questionado se o casamento foi realizado à força, ou se ela concordou ou não.

Depois de uma revolta contra o casal, Mary foi aprisionada no castelo de Loch Leven. Em 24 de julho de 1567, ela foi forçada a abdicar em favor de seu filho de um ano, James, fruto da sua união com o falecido marido, Lord Darnley. Após uma tentativa frustrada de recuperar o trono, ela fugiu para o sul, buscando a proteção de sua prima, rainha Elizabeth I da Inglaterra. Anteriormente, Mary havia reivindicado o trono de Elizabeth como seu e era considerada por muitos ingleses católicos como a soberana legítima. Incerta do que fazer com sua caprichosa prima, e com muitos dos seus conselheiros considerando-a uma ameaça, Elizabeth a confinou em mansões no interior da Inglaterra. Depois de 18 anos e meio de prisão, Mary foi considerada culpada de conspirar o assassinato de Elizabeth, sendo posteriormente decapitada.

Damas tocando a flauta e o alaúde. A educação musical fazia parte do ensino delas.

Damas tocando a flauta e o alaúde. A educação musical fazia parte do ensino delas.

Mary permanece como uma figura controversa na história. Dela, existem poucas coisas de que se tem certeza. Ela era alta – diversas citações afirmam que ela tinha de 5 a 6 pés de altura -; sua avó, Margaret, era irmã do rei Henrique VIII; ela era mãe do rei Jaime VI da Escócia e I da Inglaterra; e ela era considera bonita para seu tempo e pelos padrões de hoje. Como diz um velho ditado, alguém bonito deve ser culpado, e Mary Stuart é possivelmente o melhor exemplo dessa afirmação na história. Ela se casou com seu belo primo inglês, Henry, Lord Darnley, um arranjo imprudente, lamentado por ela mais tarde.

Mary amava a música e era uma hábil tocadora de alaúde e viola. Duas de suas atividades favoritas eram a música e a dança, evitadas pelas estritas crenças protestante calvinistas de John Knox, chefe da Igreja escocesa, a Kirk. Os poderosos nobres escoceses aderiram cada vez mais à Kirk, desaprovando as práticas da rainha também. Uma espécie de trégua foi alcançada, na qual Mary e sua corte poderiam desfrutar de suas missas católicas em particular. A jovem rainha e sua comitiva, conhecida como As Quatro Marias, foram autorizadas a curtir suas mascaradas e folias dentro dos limites do castelo, em eventos de Estado da rainha. Knox sentia que o amor da rainha pela dança e a música tinham transformado os eventos reais em bodeis, em vez de lugares para mulheres honestas.

O ponto de virada na vida de Mary Stuart veio com a morte de David Rizzio, um cortesão italiano e músico que ascensão que se tornou o secretário particular da rainha. Dizem que o marido de Mary, Lord Darnley, ficou com ciúmes dessa amizade. Ele e juntou a uma conspiração de poucos nobres protestantes, liderados por Patrick Ruthven, para assassinar Rizzio. Isso se tornou um catalisador para a queda de Darnley e teve sérias consequências na turbulenta carreira de Mary.

Rizzio, cujo nome aparece nos registros do Piemonte como David Riccio di Pancalieri, veio de Turin, na Itália, para a corte do duque de Sabóia, em Nice (França). Não encontrando oportunidade de crescimento ali, ele foi contratado pelo conde de Moretto, que estava liderando uma missão diplomática para a Escócia, em 1561. Uma vez na Escócia, Rizzio, constatou que ali não havia mais oportunidades para si. Assim, foi demitido do serviço novamente. Ele caiu nas graças dos músicos franceses da rainha. James Melville, um amigo pessoal de Rizzio, disse: “Sua Majestade tinha três valetes da sua câmara, que cantavam três partes, e queria um baixo para cantar a quarta parte” (Buchanan, 1582). Rizzio era considerado um excelente cantor, o que o trouxe à atenção da rainha.

Tendo enriquecido sob o patrocínio da rainha, Rizzio se tornou seu secretário de relações com a França, após a aposentadoria do secretário anterior, em 1564. Essa posição vinha com um salário trimestral de £20. Ambicioso – via a si mesmo como tudo, menos um secretário de Estado, católico e estrangeiro – Rizzio era muito próximo da rainha. Circulavam rumores de que Mary tinha um caso com seu violinista italiano, como alguns o chamavam, e que seu filho era possivelmente dele.

Litografia representando David Rizzio tocando para Mary Stuart, por Andrew Duncan, 1830.

Litografia representando David Rizzio tocando para Mary Stuart, por Andrew Duncan, 1830.

O ciúme por parte do vaidoso e arrogante Darnley levou ao assassinato de Rizzio na presença da rainha, no seu quarto de jantar, no Palácio de Holyrood, depois dos guardas terem sido subjugados e do lugar ter passado ao controle dos rebeldes. Comandados por Patrick Ruthven, eles exigiram que Rizzio fosse entregue. A rainha recusou. Em seguida, Rizzio se escondeu atrás da rainha, mas foi capturado e morto a facadas. Ele foi esfaqueado cinquenta e seis vezes, a 9 de março de 1566, por Lord Darnley e sus ajudantes. A rainha estava grávida de sete meses no momento do assassinato.

Depois desta luta violenta, o corpo de Rizzio foi jogado escada a baixo e despojado de suas joias e roupas finas. Ele foi enterrado dentro de duas horas, no cemitério de Holyrood. Registros dão conta de que seu corpo foi removido por ordens da rainha e depositado no sepulcro dos reis da Escócia.

A vida turbulenta de Mary continuou. Lord Darnley foi morto dentro de um ano, e alguns anos mais tarde a bela rainha escocesa escapou para a Inglaterra, na esperança de ser resgata de seus nobres pela sua prima, rainha Elizabeth I. Isso também terminou mal, com sua execução em 1587, sob acusação de alta traição contra sua prima. E tudo começou porque ela queria um quarto músico na sua câmara. Deve-se dizer que seu filho nasceu saudável e, embora tenha sido tirado da mãe em idade precoce, acabou se tornando o rei Jaime VI e I, o primeiro rei Stuart da Grã-Bretanha.

Cena de casal dançando, possivelmente Elizabeth I e Robert Dudley.

Cena de casal dançando, possivelmente Elizabeth I e Robert Dudley.

A última monarca Tudor, rainha Elizabeth I, era filha de Henrique VIII com Ana Bolena. Em tenra idade ela passou de princesa a ilegítima declarada, após a execução de sua mãe. Certa vez, sua irmã Maria a colocou na Torre, sob acusação de traição. Elizabeth jamais esperou governar a Inglaterra, mas o fez. Muitos diriam que seu reinado é incomparável na história inglesa. Ela se tornou a Gloriana… Boa Rainha Bess… A Rainha Virgem.

Os anos de 1558 – 1603, viram a arte e a cultura inglesa atingir o ápice, conhecido como Renascimento Inglês. A música elisabetana experimentou uma mudança na popularidade, do sagrado ao secular, e viu o crescimento da música instrumental. Os músicos profissionais foram empregados pela Igreja da Inglaterra, pela nobreza e a classe média em ascensão. Elizabeth I adorava a música e era uma musicista dotada, notável ao tocar o alaúde, o virginal e uma versão preliminar da guitarra, entre outros instrumentos. O virginal era uma variação do cravo, e um dos favoritos de Elizabeth. Contudo, o alaúde era o instrumento musical mais popular da época. A rainha acreditava que dançar era uma ótima forma de exercício físico e empregava músicos para tocar para ela. Durante o seu reinado, tornou-se uma prática comum empregar músicos. Era esperado que os interesses da rainha fossem adotados por seus súditos. Esperava-se que todos os nobres fossem proficientes em tocar o alaúde e que as jovens mulheres da sociedade tivessem treinamento vocal e musical como parte de sua educação. A impressão de música liderava o mercado musical, para aqueles que tinham a permissão da rainha.

Mesmo com o rompimento da Inglaterra com a Igreja Católica Romana, em 1534, o inglês não era a língua oficial da igreja inglesa até o reinado do meio-irmão de Elizabeth, Eduardo VI. A rainha Elizabeth restabeleceu a Igreja da Inglaterra, seguindo as medidas de tolerância católica introduzidas por Maria I. Os compositores mais famosos da Igreja Anglicana durante o reinado de Elizabeth I foram Thomas Tallis e seu aluno, William Byrd. Os dois compositores eram católicos e produziram trabalhos vocais em latim e inglês.

Os trabalhos vocais seculares se tornaram bastante populares na era elisabetana, com a introdução de obras de músicos italianos. A música dos compositores madrigais italianos inspiraram musicistas, conhecidos a partir de então como A Escola Madrigal Inglesa. Thomas Morle, um estudante de William Byrd, publicou coleções de madrigais que incluíam composições e seus compositores. O mais famoso deles era intitulado “O triunfo de Oriana”, feito em honra da rainha Elizabeth.

Elizabeth I tocando o alaúde, por Nicholas Hilliard.

Elizabeth I tocando o alaúde, por Nicholas Hilliard.

A música instrumental era popular durante a era elisabetana. os instrumentos solo mais tocados na época eram o alaúde e o virginal. O alaúde era o mais popular. Poderiam ser tocados sozinhos ou com acompanhamento de cantores. Composições dessa última variedade eram conhecidas como “canções de alaúde”. O compositor elisabetano de alaúde mais famoso foi John Dowland. Leitores contemporâneos reconhecerão esse nome como, já que Elvis Costello incluiu a canção de Dowland, ‘Can She Excuse My Wrongs’, como faixa bônus no relançamento de The Juliet Letters, em 2006.

Em outubro de 2006, o álbum de Sting, Songs from the Labyrinth, incluía as canções de Dowland. Foi gravado em colaboração com Edin Karamazov, no alaúde e no alaúde barroco. Ele afirma que ficou fascinado pela música de John Dowland há mais de 25 anos (Sting, 2007). Para dar uma sensação de tensão e intrigas da vida do final de Inglaterra elisabetana, Sting recita trechos de uma carta escrita por Dowland a Sir Robert Cecil em 1593.

A dinastia Tudor tem intrigado a imaginação do público por séculos. Através de suas crenças, eles mudaram Inglaterra da Idade Média para mais perto do avanços modernos, tanto na medicina quanto as artes (Chalmers e Chaloner, 2009). A avó de Henrique VIII e seu pai (Lady Margaret Beaufort e rei Henrique VII) eram católicos devotos, mas eram muito supersticiosos. Cada um mantinha seu séquito de adivinhos e adivinhos como seus empregados, juntamente com médicos. Seu destino estava comum acordo com os planetas e os sinais dos céus. Elizabeth I até mesmo escolheu o momento exato da sua coroação com base em um mapa astrológico elaborado por seu físico, John Dee. Os Tudors acreditavam que “assim como em cima, é embaixo”. Se os humores reais eram equilibrados dentro do corpo, este estaria em sintonia com o reino celestial. É evidente que o amor pela música moldou as vidas de três rainhas extremamente influentes durante a era Tudor. Nós já não podemos acreditar que a música é necessária para equilibrar os nossos ‘humores’, no entanto, a importância da música e da dança, em todas as suas várias formas, continua a moldar a sociedade contemporânea.

Artigo traduzido e revisado do site History Net, por Renato Drummond Tapioca Neto.

Leia a primeira parte, clicando aqui!

Bibliografia:

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Calendar of State Papers, Scotland: Volume 1, 1547-63, editor Joseph Bain. Originally published by Her Majesty’s Stationery Office, London, 1898.

Chalmers, C.R. and Chaloner, EJ. 500 Years Later. Journal of the Royal Society of Medicine, Royal Society of Medicine Press. December 1, 2009 vol. 102 no. 12, pages 514-517.

Fraser, Antonia. Mary, Queen of Scots. London: Weidenfeld & Nicolson, 1969.

Hawkins, Sir John. A General History of the Science and Practice of Music, Volume 2. J. Alfred Novello, 1853.

Hurren, Dr Elizabeth T. King Henry VIII’s Medical World, Senior Lecturer History of Medicine at Oxford Brookes University.

Ives, Eric. The Life and Death of Anne Boleyn. Blackwell Press, 2005.

Oxford University, Bodleian Library and Radcliffe Camera. http://www.bodleian.ox.ac.uk/bodley Special thanks to this site for allowing glimpses into the astrological charts compiled by the Elizabethan astrologers/physicians, John Dee and Simon Forman.

Page, Christopher. The Guitar in Tudor England: A Social and Musical History. Cambridge University Press, 2015.

Starkey, David. Elizabeth: The Struggle for the Throne. Harper Perennial, 2007.

Sting. Songs from the Labyrinth. Great Performances. February 26, 2007, PBS.

Thomas, Keith. Religion and the Decline of Magic: Studies in Popular Beliefs in Sixteenth and Seventeenth-Century England. Penguin Books, 1991.

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