Isabel de Castela, uma princesa dentro da Espanha dos cinco reinos.

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Isabel I de Castela é uma das soberanas mais famosas de todos os tempos. Poucos monarcas conseguiram governar como ela os destinos do reino de maneira tão intensa. Com toda franqueza, seu trono fora na cela do cavalo de guerra, onde a rainha amazona levava a sua justiça para todas as partes dos seus domínios. Ao lado de seu marido e rei, Fernando II de Aragão, ela foi uma das fundadoras da Espanha moderna e passaria para os arautos da História com o epíteto de Isabel, A Católica. Contudo, os primeiros anos de vida da monarca pouco denunciavam o grandioso papel que a vida colocaria em suas mãos. Por ser uma mulher, ela estava abaixo dos irmãos na linha sucessória e dela apenas se esperava que fosse uma esposa submissa. Quando criança recebera uma educação pouco esmerada e passara a juventude em reclusão junto com a mãe e o irmão, negligenciada pelo seu irmão mais velho, o rei, que temia em reconhecê-la como sua sucessora. Rainha reinante dentro de uma Europa governada por homens, Isabel provou que o sexo não era, de forma alguma, impedimento para a competência e abriu as portas para que outras tantas soberanas demonstrassem o mesmo. Voltemos agora para um lado mais obscuro de sua história, quando era apenas uma infanta e não a mulher que um dia faria a Espanha sucumbir aos seus pés.

Retrato imaginário de João II de Castela, por José María Rodríguez de Losada (1892-1894).

Retrato imaginário de João II de Castela, por José María Rodríguez de Losada (1892-1894).

No princípio do século XV, a península Ibérica estava dividida em cinco reinos distintos: Portugal, situado na costa ocidental; Castela, cujas fronteiras se estendiam da baía de Biscaia até o centro da península; ao norte, o pequeno reino de Navarra; ao sul havia Granada, último reduto dos mouros; e, por fim, Aragão, localizado na parte oriental da Espanha, limitado pelos Pirineus ao norte e pelo Mediterrâneo a leste. O rei João II de Aragão concentrara seus esforços em prol da unificação dos seus domínios: em 1450 ele já tinha acrescentado ao seu reino as regiões da Catalunha e Valência, que, por sua vez, abriram as portas para o comércio internacional com Nápoles, Sardenha e a Sicília, possibilitando assim o surgimento de uma poderosa classe mercantil. Castela, entretanto, empenhara-se numa árdua campanha de reconquista das províncias espanholas. Seu rei era dominado pelos grandes nobres que agiam como se fossem senhores independentes, cada um com seu próprio domínio e exército permanente. Na opinião de Fernando Díaz Villanueva, “a Castela de João II era uma confusão de interesses entrecruzados entre as famílias aristocráticas enriquecidas pela Reconquista. Não existe apaixonado pela história medieval que não se fixe nesse reinado controverso” (2007, p. 12).

De acordo com os registros da época, o rei João II de Castela se interessava pouco por assuntos de Estado, preferindo ocupar seu tempo com música, dança e torneios, enquanto seu conselheiro, Álvaro de Luna, um homem de linhagem simples, administrava o reino. Os nobres castelhanos se aproveitavam do aparente desinteresse do seu soberano para angariar mais terras e riquezas e, assim, tornarem-se mais poderosos. Para Villanueva,

Como tantos outros ao longo da história, a vida de João II de Castela foi a de um monarca atormentado por ter que desempenhar um papel que a História havia lhe designado, mas para o qual não se sentia preparado. Já lhe chamaram de o rei poeta, o rei músico e outras sutilezas que, embora nos falem da grandeza e sensibilidade do seu caráter, pouco dizem de um rei que chegou a reinar em tempos com mão firme e forte. Semelhante indivíduo, pouco dado às tarefas do governo e de afeições mais vinculadas ao espírito do que ao trono, não tardou a cair nas mãos de um subalterno ou de vários” (VILLANUEVA, 2007, p. 15-16).

O rei era casado com Maria de Aragão, irmã de João II de Aragão. Com ela, tivera apenas um filho que sobrevivera à idade adulta: Henrique, seu sucessor. Quando a rainha faleceu, Álvaro de Luna arrumou para o monarca um novo casamento, dessa vez com Isabel de Portugal. As bodas foram celebradas em agosto de 1447.

Iluminura retratando Henrique IV de Castela, por artista e data desconhecidos.

Iluminura retratando Henrique IV de Castela, por artista e data desconhecidos.

O conselheiro acreditava que poderia controlar a nova soberana da mesma forma como fazia com o rei. Porém, Isabel ficou ofendida com a arrogância e o poder de Álvaro e então decidiu corroborar para a queda deste. Segundo Luiz Amador Sanchez (biógrafo de Isabel de Castela), D. Álvaro cometeu um erro de cálculo na escolha da nova rainha: ele julgou que, por ser o responsável pelo matrimônio de Isabel, contaria com ela como sua leal amiga. A rainha, porém, era uma mulher bastante atraente e orgulhosa, traços que agradaram seu real esposo. A verdadeira causa do seu ódio pelo conselheiro ainda é assunto de especulação. Sanchez relacionou a raiva da soberana à sua vaidade régia, embora essa explicação não seja satisfatória. O mais provável é que Isabel tenha se ressentido da influência que Álvaro de Luna exercia sobre o rei e por isso conspirou com outros nobres igualmente rancorosos, a exemplo da família dos Zúñiga, para provocar a sua queda. Em pouco menos de 2 anos, Luna foi acusado de traição, preso e posteriormente executado na cidade de Valladolid, no mês de junho de 1453. Foi mais uma vítima das maquinações e intrigas das famílias ricas de Castela. Enquanto isso, a saúde do rei estava indo de mal a pior, apesar de contar apenas 49 anos. Em 1454, João II faleceu, lamentando por “não ter nascido filho de um artesão em vez de rei de Castela”. Foi sucedido pelo seu filho mais velho, Henrique.

Um dos primeiros atos de Henrique IV assim que assumiu o trono foi exilar a rainha-viúva, Isabel de Portugal, e seus irmãos, enviando-os para um pequeno castelo em Arévalo, localizado na região central de Castela, onde eles viveriam em reclusão durante os próximos quinze anos. Isabel de Portugal teve dois filhos com João II de Castela: Isabel, nascida em 22 de abril de 1451, e Afonso, nascido dois anos depois. No seu testamento, o rei deixou para a esposa os rendimentos da cidade de Sória e as vilas de Arévalo e Madrigal, enquanto legava para sua filha a vila de Cuellar, na província da Segóvia. Para Luiz Amador Sanchez, a morte de João II, juntamente com o afastamento da corte, abalou profundamente a saúde mental da rainha, que ficaria conhecida como Isabel de Portugal, A Louca. Por consequência, os pequenos infantes não tiveram uma instrução esmerada. A princesa, por exemplo, recebeu os rudimentos da educação através de clérigos, aprendendo também a costurar, bordar e outras tarefas domésticas que se esperavam de uma mulher de nascimento elevado. Por outro lado, ela desenvolveu um gosto para a equitação, prática que se revelaria muito útil nos anos que ainda estavam por vir. Foi uma menina bastante solitária, pois não estava acompanhada de outras garotas da mesma idade e, devido ao seu sangue real, estava proibida de se associar com as demais crianças da cidade.

Detalhe do quadro "A demência de Dona Isabel de Portugal", por Pelegrín Clavé y Roqué (1855).

Detalhe do quadro “A demência de Dona Isabel de Portugal”, por Pelegrín Clavé y Roqué (1855).

O início do reinado de Henrique IV fora bastante promissor, embora algum tempo depois sua administração tenha se mostrado tão desastrosa quando a de seu pai: rebeliões eclodiram por toda parte; aumento da taxa de criminalidade; corrupção na corte e espoliação do tesouro real. O novo rei tentou controlar essa difícil situação financeira aumentando os impostos e desvalorizando a moeda, provocando assim uma enorme inflação. Os aristocratas continuavam a se pavonear com orgulho e segurança por todo o reino, esperando apenas a oportunidade certa para cobrar velhas dívidas com a casa de Trastâmara. Castela era um reino perigoso naqueles tempos. Qualquer espécie de movimento poderia ser considerada suspeita. No plano pessoal, a situação do rei também não se mostrava mais branda. Em doze anos de casamento com Branca de Aragão, o monarca não havia conseguido produzir sequer um herdeiro para o trono. Convencido de que a esposa era estéril, Henrique IV solicitou do Papa a anulação do seu matrimônio e assim que a obteve, contraiu segundas núpcias com Joana de Portugal. Infelizmente, o novo consórcio não se mostrou mais frutífero do que o primeiro e logo Henrique se tornaria motivo de zombaria entre os súditos, que o apelidaram de O Impotente. Quando finalmente a rainha conseguiu engravidar e deu à luz uma menina também chamada Joana, em 1462, muitos acreditaram que a criança era uma bastarda, filha de Beltrán de la Cueva, favorito da rainha.

No ano de 1465, quando Henrique quis declarar a filha como sua herdeira, os nobres se recusaram a reconhece-la como tal e juraram sua fidelidade ao irmão mais novo do rei, Afonso, que tinha então 12 anos. Naquele período, Isabel contava 14 anos, uma idade casadoura para as mulheres da época. O rei queria casá-la com Afonso V de Portugal, irmão da rainha Joana e que tinha o dobro da idade de Isabel. A princesa, entretanto, recusou a união com bastante coragem, declarando que “as infantes da Castela não podem ser dadas em casamento sem o consentimento dos nobres do reino”. Essa atitude, por sua vez, demonstra certa habilidade política e diplomática por parte da garota, uma vez que Isabel tinha a consciência de que o rei dificilmente conseguiria obter qualquer aprovação da nobreza que, naquele momento, estava em rebelião contra a coroa. Infelizmente, o pretendente dos nobres à sucessão, Afonso, foi encontrado morto na sua cama em 1468, deixando assim a pretensão de sua irmã ao trono mais forte. Consequentemente, Isabel e Joana (cognominada A Beltraneja) se tornaram rivais na disputa pela sucessão. Imediatamente, os partidários do rei e da princesa entraram em negociação para promover uma reconciliação entre os dois. Henrique e Isabel se encontraram pessoalmente e puseram termo às suas adversidades com um abraço fraternal. Pouco depois ela conseguiu com que seu irmão a nomeasse herdeira dos reinos de Castela e Leão. Em troca, Isabel prometeu não contrair casamento sem o consentimento de Henrique IV.

Detalhe do quadro "Our Lady of the Fly" (c. 1520), atribuído a Gerard David, retratando Isabel de Castela quando jovem.

Detalhe do quadro “Our Lady of the Fly” (c. 1520), atribuído a Gerard David, retratando Isabel de Castela quando jovem.

Uma vez reconhecida como herdeira do trono de Castela, Isabel se tornou um alvo no jogo de alianças matrimoniais europeias. Em 1469 ela já contava 18 anos de idade e era uma jovem se não bonita, pelo menos atraente. Tinha uma pele clara, cabelos louro-avermelhados e profundos olhos azuis. Os reinos vizinhos estavam bastante interessados na sua herança. Para a França, por exemplo, Castela era um aliado poderoso, visto que os franceses lutavam contra os aragoneses desde o início da guerra civil em Cataluña. Contudo, não era desejo de Isabel governar Castela a partir de outro reino, como Portugal ou Inglaterra. Nesse caso, ela precisava se casar com um pretendente mais próximo e a escolha não estava tão longe do seu alcance. O herdeiro do rei João II de Aragão, Fernando, era um jovem charmoso, bonito e já demonstrava as qualidades de um grande líder. Era um exímio saldado, adorava a caça e gostava de participar de torneios e justas. Embora primo de Isabel, eles nunca haviam se conhecido. O rei João viu no casamento dos dois a oportunidade perfeita para consolidar a união entre Aragão e Castela sob a dinastia dos Trastâmara. Henrique IV, por outro lado, insistia para que sua irmã se casasse com Afonso de Portugal. Frente à recusa da infanta, o rei de Castela ameaçou prendê-la. Isabel então viu na atitude do monarca, que havia prometido não a forçar a se casar contra seu desejo, uma traição e, portanto, se sentiu livre para quebrar sua palavra de não se casar sem o consentimento do rei.

Todavia, Henrique IV não constituía o único obstáculo para a união de Fernando e Isabel: os dois eram primos e, dessa forma, precisavam de uma autorização papal para que o casamento se concretizasse. Devido à urgência para se celebrar as bodas, o arcebispo de Tolledo, Afonso de Carrillo, forjou uma bula papal autorizando o matrimônio. A noiva, entretanto, não foi informada da artimanha, pois temia-se que ela, uma católica fervorosa, colocasse seus escrúpulos na frente. O arcebispo lhe mostrou o documento e garantiu que não havia qualquer impedimento para a união. Fernando partiu então acompanhado de um pequeno grupo, disfarçados de viajantes, em direção a Valladolid, onde se encontraria com Isabel. O príncipe achou a sua esposa bastante atraente e meiga, além de admirar sua sensatez e a consciência que ela tinha de seu papel como futura rainha. A cerimônia foi celebrada no dia 18 de outubro de 1469, na casa de Juan Vivero. Apesar do caráter secreto do casamento, as comemorações duraram cerca de uma semana. Tal união, apesar de sido forjada principalmente por interesses diplomáticos (embora exista quem afirme o contrário), trouxe bastante felicidade para o casal e se mostraria de vital importância para o destino da Espanha.

Referências Bibliográficas:

SANCHEZ, Luiz Amador. Isabel, A Católica. Tradução de Mário Donato. – Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1945.

STEVENS, Paul. Fernando e Isabel. Tradução de Edi Gonçalves de Oliveira. – São Paulo: Nova Cultural, 1988.

VILLANUEVA, Fernando Díaz. Isabel La Católica. – Madrid: Edimat Libros, 2007.

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18 comentários sobre “Isabel de Castela, uma princesa dentro da Espanha dos cinco reinos.

  1. Uma pena que a descrição da vida de isabel tenha dado tão pouca importância à tomada de Granada e à introdução do tribunal do santo ofício em terras de espanha , onde mouros, ciganos e protestantes foram levados às fogueiras da inquisição. Entre os adeptos da doutrina espírita, a bibliografia, aponta a obra “Em busca da ilusão” de Jesus Gonçalves, que narra todos os acontecimentos ocorridos em Toledo e o cerco e a tomada de Granada, a partir do Alhambra. Segundo o médium Chico Xavier, Aparecida, fundadora do Hospital do fogo Selvagem de Uberaba, era Isabel reencarnada. Os espíritos dos que morreram nas fogueiras, revoltados, voltaram-se obsessivamente contra os cardeais do Santo Ofício, levando-os à subjugação obsessiva e ao suicídio pelo fogo. Após o desencarne, Isabel, ciente do equivoco praticado, decidiu-se por levar vida humilde e amparar aqueles cardeais que reencarnariam portadores do fogo selvagem. O “Lar da Caridade”, de Uberaba, é, ainda hoje, o retrato vivo dos esforços de Cida, que conduziu a sua missão, com êxito, até o fim.

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    • A grandeza de Isabel foi ter dado apoio a Cristóvão Colombo. Há rumores de uma paixão dela por ele. E Cristóvão Colombo era judeu. A ideia era levar os judeus, ciganos e mouros para o Novo Mundo.

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    • A maior grandeza de Isabel, penso, foi ter mostrado para a Europa que uma mulher poderia sentar na sela de um cavalo e ir pra guerra e, mais do que isso, poderia sentar em um trono e governar. Ela abriu as portas para Elizabeth I da Inglaterra, Catarina II da Rússia, Maria Teresa da Áustria, entre outras.

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    • Olá sr. Balthar, o sr saberia de alguma fonte sobre a reencarnação de Isabel como a dona Cida, um livro ou entrevista do Chico> obrigada

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    • Olá Balthar, sabe se existiria alguma fonte a respeito dessa informação do Chico que eu possa aprofundar (entrevista, áudio, livro etc)?
      Estou pesquisando sobre esse assunto. Obrigado.

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  2. Otima serie’ pena que nao foi dublada para o portugues… O Espanhou e’ tao dificil! Morei na fronteira – Chui- por cinco anos e nem assim sou la aquelas czitas en Castellano… Jamil

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  3. Também estou adorando a série apresentada pela Globosat, mas confesso que o Espanhol falado é muito difícil de entender. (falam muito rápido!) mas é uma série brilhante. Obra-prima.

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    • Vc tem toda a razao! Eta lingua dificil, vc pergunta para um espanhou ” vc gostou da comida?”‘ e ele responde?..”Mui esquesita!” -muito gostosa! Pode?! Ou entao lhe diz “um rato”! – um momento… Morei aluns no Chui e nem assim aprendi Espanhou! Li uma vez la num estabelecimento comercial “Carniceria”‘ , pensei, vendem carnica ajqui?? Q nada! Era um Acouge, JAMIL

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  4. Estou adorando acompanhar a série!
    ainda bem que não dublaram, ia estragar e concordo com o comentário acima.As legendas estão dando conta do recado.Além de achar a lingua espanhola linda rsrs.
    Parabéns pela postagem 😀

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  5. Foram quatro os importantes acontecimentos que ocorreram no ano de 1492, nos reinos de Aragão e Castela – o mais conhecido é a viagem de Colombo e o descobrimento da América; houve também a conquista do reino de Granada, com a rendição de Boabdil; a expulsão dos judeus; e um que, para os linguistas é importantíssimo, mas ao qual quese ninguém se refere, que foi a publicação da primeira gramática em língua neolatina, cujo autor, Antonio de Nebrija, convenceu Isabel a patrociná-la, argumentando que essa seria a língua (o castelhano) que se espalharia pelas terras conquistadas.

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  6. Continuando com o comentário – os judeus expulsos mantiveram a língua falada na Península, que era a mesma dos que não eram judeus, e foram acrescentando palavras das línguas dos países pelos quais foram passando ou se fixando. Lá pelo século XVII, consolidou-se uma língua chamada ladino, para os que se dirigiram para o Oriente (principalmente o Império Otomano, e outra, chamada haquetia, formada no norte de África. O fundo linguístico é o castelhano, acrescido de palavras do turco, do francês, do italiano, do português … Por exemplo, muito obrigado, se diz em ladino: Mersi muncho.

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  7. Muito bom, pouco sabia sobre o reinado de Isabel. Aprendi também com os comentários.
    Quem dera que este seriado como outros substituíssem as novelas, que nada acrescentam para nossa cultura.

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