Edição n° 64 da Revista de História da Biblioteca Nacional – “Dossiê Amantes”

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Ao longo de toda a História, a presença de amantes sempre foi descrita, ora de forma amistosa, ora de maneira condenatória, isso depende do ponto de vista da moral adotada em determinada época. Entretanto, é inegável que muitas delas, quando ligadas a algum membro do poder, exerceram bastante influência política e, por sua vez, se destacaram nesse aspecto. Talvez, as duas mulheres que mais representaram o que acabo de dizer foram madame de Pompadour, maîtresse do rei Luís XV da França, e sua sucessora após a morte desta, Madame Du Barry. A ocupação de ambas senhoras era algo que não apenas se limitava aos lençóis do leito real, mas que atingia a toda a sociedade de corte. Elas derrubaram e elevaram ministros com a mesma facilidade com que trocavam de jóias e vestidos. Essa função, com efeito, fora exercida no Brasil de forma semelhante por ninguém menos que Domitila de Castro Canto e Melo, mais conhecida como Marquesa de Santos. Todavia, o Imperador D. Pedro I não se limitara apenas à companhia da paulista, ou mesmo o seu filho e sucessor, D. Pedro II, como podemos observar na edição n° 64 da Revista de História da Biblioteca Nacional.

Dossiê Amantes

Capa da Edição n° 64 da Revista de História da Biblioteca Nacional, com o Imperador D. Pedro II ao centro, a condessa de Villeneuve à esquerda, e a condessa de Barral à direita.

Com uma matéria de 19 páginas, a revista explora os casos extraconjugais dos dois soberanos de maneira bastante descontraída. As matérias, em suma, são assinadas por Mary Del Priore, historiadora que no ano passado lançou “A Carne e o Sangue”, que fala sobre o triângulo D. Leopoldina- D. Pedro I- Marquesa de Santos. No primeiro momento, Priore conta um pouco da intimidade do Primeiro Imperador Constitucional do Brasil, para logo em seguida contar-nos uma belíssima história de amor representada por D. Pedro II e Luísa Portugal e Barros, condessa de Barral (de quem também é autora de uma biografia). Destarte, como toda grande paixão rende frutos, não poderíamos deixar de mencionar os filhos de tais relações. Esse quesito, por sua vez, fica sob responsabilidade do pesquisador Fabiano Valença, que conta como esses bastardos sobreviveram à ausência de seus imperiais progenitores, tanto os famosos (a exemplo de Isabel Maria de Alcântara Brasileira, duquesa de Goiás), como aqueles dos quais nem sequer temos noção. Por fim, sabendo da importância de tal publicação, o portal Rainhas Trágicas traz para você, nosso leitor, os scans do dossiê sobre as amantes, publicado em janeiro de 2011 pela Revista de História da Biblioteca Nacional. Para fazer o Download, basta clicar aqui. Aproveitem!

ps. Ao baixar o arquivo, por favor, deixe um comentário nesta postagem. Grato!

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6 comentários sobre “Edição n° 64 da Revista de História da Biblioteca Nacional – “Dossiê Amantes”

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