Uma coroa de tristezas: paixão e declínio nas vidas de oito princesas marcadas pela tragédia! – Parte I

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Quando pensamos em príncipes e princesas, nosso imaginário, talhado pelas histórias infantis, nos remete para aquele universo dos contos de fadas modernos, nos quais a mocinha e o herói precisam vencer as adversidades para encontrar seu final feliz. Quando olhamos para a História, porém, tomamos consciência de que o “felizes para sempre” se aplica perfeitamente às narrativas do reino da fantasia, mas não ao tempo vivido. Aqui, os casamentos entre reis e rainhas eram motivados por razões políticas, que visavam a solidificação de uma aliança entre dois países. Na maioria das vezes, a “princesa encantada” só conhecia o príncipe no dia do próprio matrimônio, quando este não acontecia antes por procuração. Nesse tipo de união, a obrigação das consortes era produzir herdeiros saudáveis para a Coroa, de preferência masculinos. Não obstante, elas deveriam zelar pela reputação de seus maridos através de trabalhos filantrópicos e apoio a instituições religiosas. Muitas delas, contudo, se sentiram tão pressionadas no cumprimento desses deveres que acabaram desenvolvendo sérios problemas físicos e psicológicos, agravados por escândalos na vida conjugal. Intrigas palacianas, traições e revoluções populares culminaram em um desfecho trágico para algumas das princesas mais famosas da história, cujas marcas permaneceram de forma indelével através do tempo.

Charlotte, princesa de Gales (1796-1817)

Princesa Charlotte de Gales, por George Dawe (1817).

Nascida em 7 de janeiro de 1796, em Surrey (Inglaterra), Charlotte era a única filha de George, príncipe de Gales, fruto de seu malfadado casamento com Carolina de Brunsvique. Seus pais, que passaram a se odiar, separaram-se pouco depois. Carolina foi privada da convivência com a filha, limitando-se a visita-la quando lhe era permitido. Enquanto isso, a princesa se desenvolvia de forma vigorosa, tornando-se o ídolo da nação. Aos 17 anos, em 1813. era uma jovem caprichosa e sedutora, além de ser um dos melhores partidos da Europa. Imediatamente, seu pai, então príncipe regente, começou a procurar um consorte adequado para a futura rainha da Inglaterra. Muitos nomes foram sugeridos, como o príncipe de Orange, mas Charlotte recusou a todos eles, pois se sentia atraída por Leopoldo de Saxe-Coburg, a quem George considerava inadequado, por pertencer a um principado inferior. Diante da obstinação da filha, o regente foi obrigado a ceder e os dois se casam em 3 de maio de 1816. Passaram a residir em Marlborough House, onde levavam uma existência idílica. Faltava apenas achegada de um filho para coroar a sua felicidade e satisfazer o desejo do povo. Infelizmente, essa seria a causa da morte prematura da princesa. Após alguns abortos, ela engravidou novamente em 1817. O nascimento, que estava previsto para outubro, não aconteceu dentro do prazo e a princesa foi submetida a um tratamento à base de sangrias e enemas, para agilizar as contrações. Depois de 27 horas de trabalho de parto, ao qual seus médicos se recusaram a fazer uso do fórceps, Charlotte deu à luz um bebê natimorto em 5 de novembro. Perto da meia-noite, seu corpo foi tomado por convulsões. Os médicos lhe deram vinho do porto para aquece-la, mas sem sucesso. “Embriagaram-me”, foram suas últimas palavras antes de falecer devido a uma ruptura no útero, aos 24 anos. A morte da princesa herdeira foi razão de luto nacional e abriu uma crise dinástica que só foi solucionada com o nascimento de outra princesinha, sua prima Vitória I do Reino Unido.

Louise de Saxe-Gotha-Altenburg (1800-1831)

Louise de Saxe-Gotha-Altenburg, por William Corden (o Velho), pintado em 1819.

Nascida em 1800, Louise pertencia a um pequeno ducado alemão, que estava entrando em colapso no início do século XIX. Sua mãe, a princesa de Mecklenburg-Schwerin, morreu durante seu parto. Apesar de seu pai, o duque Augustus, ter se casado novamente com Caroline de Hesse-Kassel, esse segundo matrimônio não produziu herdeiros. Pela lei sálica, Louise não podia ser herdeira do pai, cuja terras e propriedades passariam para seu tio. Em 1817, ela era uma jovem bela e sensível, quando se casou com o duque Ernest de Saxe-Coburg. Embalada pelas histórias de amor cortês que lia na infância, ela rapidamente se apaixonou pelo marido, com quem teve dois filhos: Ernest e Albert, futuro marido da rainha Vitória I do Reino Unido. Cartas anônimas começaram a chegar às mãos da duquesa no castelo de Rosenau, dando conta das infidelidades do duque, que ela adorava como a um príncipe dos romances de cavalaria, chamando-o inclusive de anjo. A princípio, Louise não quis acreditar, mas logo ficou claro que seu marido lhe era infiel. Depois do nascimento de Albert, em 1819, comentava-se em Coburg que o casamento ducal não ia bem. Cansada de ser humilhada publicamente pelas traições de Ernest, Louise começou um caso com Alexander com Hanstein. Acusada publicamente de adultério pelo duque em 1824, a duquesa foi separada dos filhos e mandada embora definitivamente. Dois anos depois, ela conseguiu um divórcio e então se casou com Alexander. A princesa, porém, faleceu em 1831 sem nunca mais ter obtido permissão parar ver os filhos outra vez. A perda da mãe, tão jovem, deixou cicatrizes profundas no pequeno Albert, que possuía uma relação especial com Louise e jamais a esqueceu. Após o seu casamento com Vitória, em 1840, e a ascensão de seu irmão mais velho ao ducado de Saxe-Coburg, ele providenciou um sepulcro digno para a mulher de quem fora obrigado a viver separado, por causa dos padrões patriarcais vigentes na sociedade da época.

Eugénia de Montijo (1826-1920)

Retrato da imperatriz Eugénia de Montijo,pintado por Franz Xaver Winterhalter.

Nascida em Granada no ano de 1826, Eugenia era filha de Cipriano de Palafox y Portocarrero, VIII conde de Montijo, com Maria Manuela Kirkpatrick. Em 1853, ela se casou com Napoleão III, tornando-se assim Imperatriz consorte. Contudo, não foi uma união romântica, como dizem alguns, e sim um matrimônio dinástico, motivado por interesses políticos. Por duas décadas, Eugenia fez vista grossa para as infidelidades do marido e, depois do nascimento do príncipe herdeiro em 1856, encontrava-se com ele principalmente em ocasiões formais, como nas recepções dadas à rainha Vitória e a outros líderes de governo. Apesar disso, a soberana gozava da plena confiança do imperador nos assuntos de Estado e chegou a ser nomeada regente em mais de uma ocasião. A última delas foi em 1870, durante a guerra franco-prussiana. Quando as tropas do kaiser prenderam Napoleão III e sitiaram Paris, Eugenia conseguiu fugir para a Inglaterra e foi acolhida por Vitória. Em 1872, seu marido se juntou a ela no exílio, onde passaram a viver juntos até o início de 1873, quando Napoleão morreu em decorrência de uma cirurgia mal feita. A partir de então, Eugenia passou a liderar o partido bonapartista e a preparar seu filho, Napoleão Eugênio, caso ele viesse a se tornar imperador. Infelizmente, o jovem príncipe imperial morreu em 1879, lutando pela Inglaterra na África do Sul. Sua vida solitária era marcada pelos fantasmas de suas perdas: coroa, marido, filho. A única alegria que teve depois disso foi ver os franceses derrotando os alemães na Primeira Guerra e recuperando a Alsácia e a Lorena. A Imperatriz viúva passou o resto de sua vida em luto e peregrinações. Sua última viagem foi para Madrid, em 1920, onde ela veio a falecer debaixo do céu de sua “adorada Espanha”, aos 94 anos.

Elisabeth da Baviera (1837-1898)

Retrato da imperatriz Elisabeth da Áustria (Sissi), pintado por Franz Xaver Winterhalter.

Nascida em Munique, na Alemanha, em 1837, a famosa Sissi era filha de Maximiliano, duque da Baviera, com Luísa da Baviera. Ela passou a maior parte da infância na companhia dos seus muitos irmãos e irmãs, entre os castelos de Herzog-Max-Palais e o de Possenhofen. Por volta do ano de 1853, a princesa Sofia da Baviera, mãe do Imperador Francisco José da Áustria, planejava um casamento para seu filho com uma de suas sobrinhas. A preferência da princesa recaiu sobre Helena, irmã mais velha de Sissi. Contudo, os olhos do imperador se voltaram para a mais jovem. Contra a vontade da mãe, ele desposou Elisabeth em 24 de abril do ano seguinte, fazendo daquela jovem de 16 anos em imperatriz consorte. O casamento, a princípio, tinha tudo para funcionar. A noiva era doce e encantadora e deu à luz quatro filhos, incluindo o príncipe herdeiro, o arquiduque Rodolfo. Infelizmente, as pressões da corte austríaca e a tensão no relacionamento com a sua sogra deram início a um quadro gradativo de desequilíbrio emocional na soberana. Depois de 16 anos de casamento, ela já era uma mulher bastante infeliz e apresentava os primeiros sinais de depressão e bulimia, que se agravariam mais tarde. Muito vaidosa, a imperatriz preferia posar para telas e fotografias sozinha, ou na companhia de seus cachorros. Com o avançar da idade, Sissi simplesmente se recusava a ser retratada e chegava ao ponto de esconder o rosto com um leque ou um véu, quando percebia que alguma câmera estava voltada para si. Bem diferente da época em que ela posou para o magnífico retrato de Franz Winterhalter, usando estrelas de diamantes no cabelo. Sissi manteve uma obsessão pela magreza. Fazia trapézio todos os dias e cansava suas damas de companhia em longas caminhadas. Devido a tantos dissabores passados na vida, como a xenofobia da corte austríaca, o assassinato do cunhado Maximiliano no México e o suicídio do filho, ela ficou com as constituição física bastante debilitada. As roupas que ela usou nas décadas de 1880 e 1890 demonstram o progressivo afinamento de sua silhueta, algo que podia ficar ainda mais acentuado pelo uso de espartilhos. Ela passava a maior parte do tempo na Hungria, onde também era rainha. Em 10 de setembro de 1898, Sissi foi assassinada aos 60 anos por um anarquista italiano, chamado Luigi Lucheni, que lhe desferiu um golpe com uma adaga no busto, enquanto a imperatriz viajava por Genebra.

Alice do Reino Unido (1843-1878)

Retrato da princesa Alice do Reino Unido, pintado em 1861 por Franz Xaver Winterhalter.

Ao longo de sua vida, a rainha Vitória foi mãe de nove crianças com  o príncipe Albert. Seus filhos e filhas mais tarde se casaram em várias outras monarquias europeias, produzindo os 42 netos da rainha, espalhados nas famílias reais da Alemanha, Rússia, Romênia, Suécia, Noruega, Grécia e Espanha. Entre as filhas de Vitória e Albert, destaca-se a princesa Alice, retratada acima aos 18 anos por Franz Xaver Winterhalter. Nascida em 25 de abril de 1843, casou-se com Luís IV, grão-duque de Hesse. Alice era também muito estimada por seu pai, o príncipe Albert. Durante a doença dele, a princesa não saia do lado de seu leito, servindo-lhe de enfermeira até a sua morte, em 14 de dezembro de 1861. Admiradora de Florence Nightingale, ela atuou novamente como enfermeira durante a guerra levada à cabo pelos prussianos para abocanhar uma parte do ducado de Hesse. Além disso, era uma defensora da amamentação materna, em uma época em que outras mulheres da nobreza entregavam seus filhos para amas de leite. Deu à luz 7 crianças, incluindo um filho hemofílico, Frederico, que morreu aos dois anos de idade. Não demorou muito e a tristeza se abateu sobre aquela família antes feliz. Em 1878, um surto de difteria levou embora a sua filha mais nova, May. A família inteira caiu doente, exceto a princesa, que cuidou zelosamente de cada um deles. Infelizmente, enquanto os doentes convalesciam, a grã-duquesa Alice também foi contaminada pela enfermidade depois de dar um beijo no seu marido. Ela faleceu em 14 de dezembro, aos 35 anos. Ao saber da notícia, a rainha Vitória ficou despedaçada, lamentando a perda desta filha “tão querida, inteligente e distinta, de bom coração e espírito nobre”.

Alexandra da Dinamarca (1844-1925)

Retrato da princesa de Gales, Alexandra da Dinamarca, pintado em 1864 por Franz Xaver Winterhalter.

Nascida em 1 de dezembro de 1844, Alix (como era chamada pelos familiares) era filha de Cristiano IX da Dinamarca com Luísa de Hesse-Cassel. Era considerada uma das mulheres mais bonitas da Europa na década de 1860 e cortejada por muitos príncipes estrangeiros. Em 1863, ela aceitou a proposta matrimonial de Eduardo de Gales, filho e herdeiro da rainha Vitória, e se casou com ele em 10 de março, na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Vitória passou a gostar bastante da nora e, graças a essa afeição, aos poucos a monarca se reaproximou do príncipe, a quem responsabilizava pela morte do pai, Albert.  Infelizmente, nem mesmo os encantos da bela princesa foram capazes de corrigir o comportamento do herdeiro do trono. Bertie, como era chamado pela família, tornou-se famoso por seus escândalos extraconjugais e por uma vida sem limites, regada por diversões em cassinos e hotéis na companhia de atrizes famosas. A despeito do caráter irresponsável de seu marido, Alix sustentou a compostura da casa real de Gales até o fim (mesmo quando a Prússia, cuja princesa consorte era a filha mais velha da rainha Vitória, entrou em guerra contra sua família na Dinamarca para tomar o ducado de Schleswig e Holstein). Ela era considerada uma pessoa boa e afetuosa e nutria um carinho especial por sua irmã, Dagmar, que se tornou a czarina Maria Feodorovna, graças ao seu casamento com Alexandre III da Rússia. Em 14 de janeiro de 1892, o filho mais velho de Alix, Albert Victor, morreu devido a uma epidemia de gripe que ceifou a vida de milhares de pessoas naquele ano, deixando sua mãe extremamente abatida. Com a morte da rainha Vitória, em 1901, Alexandra e Eduardo se tornaram os novos soberanos da Grã-Bretanha até 1910, quando o rei faleceu. Ela sobreviveu ao marido por 15 anos, falecendo em 20 de novembro de 1925, com a idade de 80. Foi mãe de George V e tia do czar Nicolau II.

Elizabeth Feodorovna (1864-1918)

Fotografia digitalmente colorida por Klimbim da grã-duquesa Elizabeth Feodorovna.

Filha da Princesa Alice do Reino Unido e do grão-duque Luís IV de Hesse e Reno, Ella, como ela chamada pela família, nasceu em 1 de novembro de 1864, em Darmstadt (Alemanha). No ano de 1884, a jovem viajou para a Rússia, na companhia de suas irmãs menores Irene e Alice, onde se casaria com o grão-duque Sérgio Alexandrovich, irmão do czar Alexandre III. Como ocorreu com as demais princesas citadas nesta matérias, não foi um casamento feliz. Ella e Sérgio nunca tiveram filhos e alguns biógrafos, como Robert K. Massie, acreditam na possibilidade de que o grão-duque talvez fosse homossexual. Uma vez na corte russa, Ella assumiu o nome ortodoxo de Elizabeth Feodorovna e passou a trabalhar energicamente para que sua irmã menor, Alicky, se casasse com um príncipe Romanov. Dez anos depois, em 1894, a princesa se casava com o sobrinho de Sérgio, o czar Nicolau II, tornando-se a partir de então a imperatriz Alexandra Feodorovna. As duas netas da rainha Vitória costumavam ser muito próximas e faziam constantes visitas uma à outra. Em 1905, Ella ficou viúva depois do assassinato de seu marido e passou a adotar o hábito de freira. Naqueles anos, a sinistra figura de Rasputin começou a rondar a família imperial, deixando a todos bastante estarrecidos. Preocupada com o avanço das histórias e boatos que insinuavam uma relação amorosa entre a imperatriz e o mujique, a grã-duquesa Ella se dirigiu ao palácio para ter uma conversa franca com a irmã, na qual questionou a sensatez dela em continuar defendendo um homem de péssima reputação. Aborrecida pelas queixas de Ella, Alexandra, que era tão unida à irmã, acabou se afastando. As duas passaram a se ver cada vez menos e, quando estourou a Revolução de outubro de 1917, a vida da grã-duquesa, assim como da família imperial, passou a correr grande perigo. O kaiser Guilherme II da Alemanha, primo de Ella, tentou convence-la a deixar o convento e sair da Rússia, mas não obteve sucesso. Em 18 de julho de 1918, um dia após a execução de Alexandra e sua família, Elizabeth foi atirada pelos bolcheviques dentro de um poço com fumaça e gases venenosos. Hoje, ela é considerada uma santa pela Igreja Ortodoxa.

Alice de Battenberg (1885-1969)

Retrato da princesa Alice de Battenberg, pintado por Philip László, em 1907.

Nascida com diagnóstico de surdez parcial no castelo de Windsor em 1885, Alice era filha de Victoria de Hesse-Darmstadt com Luís de Battenberg. Pelo lado materno, ela era bisneta da rainha Vitória do Reino Unido, que a tinha em grande estima. Suas tias eram a grã-duquesa Elizabeth Feodorovna da Rússia e a czarina Alexandra. Na juventude, recebeu uma educação refinada em três países, sendo portanto fluente em várias línguas, incluindo o grego e o alemão. Em 1903, ela se casou com o príncipe André da Grécia, com quem teve quatro filhas: Cecília, Sofia, Margarida e Teodora, e um filho, Philip, que mais tarde se casaria com a princesa e depois rainha Elizabeth II. Depois da Primeira Guerra Mundial, a família teve que fugir da Grécia e logo em seguida Alice foi separada da família após um diagnóstico de esquizofrenia e enviada em 1930 para um sanatório na Suiça, onde foi tratada por Freud. O famoso médico neurologista considerou que a razão dos problemas da princesa estavam associados à sua extrema religiosidade e a uma frustração sexual. Ele então recomendou que seus ovários fossem tratados com uso de raios-x, para adiantar sua menopausa e assim interromper a libido. Não obstante, a suposta histeria foi tratada com choques elétricos, que fragilizaram bastante a sua saúde. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial, ela ajudou a família judia dos Cohen, escondendo-os da Gestapo no seu palácio em Atenas. Apesar de algumas de suas filhas terem se casado com membros do partido nazista, Alice usou de sua suposta doença mental como desculpa para que a polícia de Hitler não investigasse seus aposentos e assim descobrisse os judeus que ela mantinha escondidos. Depois da morte de seu marido, em 1944, a princesa fundou o convento de Marta e Maria, uma ordem de freiras voltada para os cuidados aos doentes. Dedicou-se até o fim de seus dias à religião e à caridade, retornando para a Inglaterra em 1967, quando a Grécia foi afetada por um golpe militar que derrubou mais uma vez a monarquia. Ela faleceu dois anos depois, no Palácio de Buckingham, com a idade de 84 e lúcida. Seu último desejo foi ser sepultada na Igreja Ortodoxa de Santa Maria Madalena, em Jerusalém, para onde seus restos mortais foram transferidos em 1988. Em 2010, o governo britânico a reconheceu como uma heroína do holocausto.

Referências Bibliográficas:

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HAMANN, Brigitte. The reluctant empress: a biography of empress Elisabeth of Austria.4ª ed. New York: Ullstein, 1997.

KENT, Princesa Michael de. Coroadas em terras distantes. Tradução de Maria João Batalha Reis. São Paulo: Ambientes e Costumes Editora, 2011.

KING, Greg. La última emperatriz de Rusia: vida y época de Alejandra Feodorovna. Tradução de Aníbal Leal. Buenos Aires, Argentina: Javier Vergara Editor, 1996.

MARR, Andrew. A real Elizabeth: uma visão inteligente e intimista do papel de uma monarca em pleno século XXI. Tradução de Elisa Duarte Teixeira. São Paulo: Editora Europa, 2012.

MASSIE, Robert K. Nicolau e Alexandra: o relato clássico da queda dos Romanov. Tradução de Angela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.

MARATÓ, Cristina. Reinas Malditas: emperatriz Sissi, María Antonieta, Eugenia de Montijo, Alejandra Romanov y otras reinas marcadas por la tragedia. España: Debolsillo, 2014.

RAPPAPORT, Helen. As irmãs Romanov: a vida das filhas do último tsar. Tradução de Cássio de Arantes Leite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2016.

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