Por: Renato Drummond Tapioca Neto
Em 1861, a rainha Vitória e o príncipe Albert procuravam desesperadamente por uma noiva que corrigisse os modos irascíveis de seu herdeiro, o futuro rei Edward VII. Entre todas as candidatas em potencial, eles ansiavam por uma que atendesse às exigências do noivo. Eis que, no reino da Dinamarca, uma bela princesa estava disposta a transformar aquele sapo em encantado. Reconhecida por seu carisma e modos afáveis, era como se a jovem Alexandra, filha do rei Christian IX, tivesse saído de um dos contos de Hans Christian Andersen, de quem sua família era amiga. Winterhalter a retratou em um vestido branco diáfano, com seus cabelos coroados por rosas, em cachos que caíam gentilmente sobre seus ombros. Desde o momento em que se casou com o temperamental Bertie, príncipe de Gales, Alix (aquele “raio de alegria”, como dizia a rainha Vitória) trouxe consigo para o Reino Unido uma áurea de inefabilidade e magia, que logo conquistou o coração do povo britânico. Aclamada por sua lendária beleza e simpatia, ela foi a mulher que por mais tempo usou o título de Princesa de Gales na história (entre 1863 e 1901). Foi também rainha e imperatriz, além de ter exercido importante influência na Casa Real durante os anos turbulentos da Primeira Grande Guerra.

As princesas Alix (esquerda) e Dagmar (direita), em 1856, por Elisabeth Baumann. Fotografia de Graphicsgoldmine (Acervo: Amalienborg Palace Museum).
Embora tenha sido alçada a uma posição de relevância no cenário europeu do século XIX, Alexandra da Dinamarca não desfrutou de uma infância tão promissora quanto. Na época de seu nascimento, em 1 de dezembro de 1844, ela era a segunda criança oriunda do casamento entre o príncipe Christian de Schleswig-Holstein-Sondenburg-Glücksburg com a princesa Luísa de Hesse-Cassel. Sua família vivia de favor no singelo Palácio Amarelo, em Copenhague (que de Palácio, só tinha o nome). A mãe era sobrinha do rei Christian VIII e prima do rei Frederico VII. Apesar disso, não possuíam grande fortuna e sobreviviam com uma renda modesta de 800 libras esterlinas por ano. Numa rápida sucessão, o casal foi aumentando sua família: em 1845, nasceu o príncipe William (futuro rei Jorge I da Grécia) e em 1847 veio ao mundo a princesa Dagmar (futura czarina Maria Feodorovna). Após um intervalo de seis anos, nasceu a princesa Thyra, em 1853, e o príncipe Valdemar, em 1858. Como não tinham como pagar pelos estudos dos filhos, eram os próprios pais quem educavam as crianças. Alexandra aprenderia o inglês com as criadas britânicas que trabalhavam no Palácio e com o capelão de Copenhagen. Também saberia um pouco de francês e de alemão. O famoso autor Hans Christian Andersen era um amigo próximo da família e não raro embalava as crianças com seus contos infantis.
Em 1852, uma delicada questão envolvendo os ducados de Schleswig e Holstein veio à tona. Embora estivessem ligados à Coroa Dinamarquesa, estes territórios eram disputados pela Confederação Germânica. A situação se agravou devido à impopularidade do rei Frederico VII. Dentro desse contexto de embates nacionalistas, as grandes potências europeias, incluindo o Reino Unido, a França, a Rússia, a Áustria e Prússia, se reuniram para resolver a disputa. Em Londres, foi firmado um Protocolo (ou Pacto) que reconhecida o rei da Dinamarca como duque de Schleswig e Holstein, embora concedesse autonomia aos dois territórios para escolher seus governantes depois da morte do monarca. Como Frederico também não tinha filhos, o marido de sua prima, Christian, seria nomeado príncipe herdeiro. Futuramente, essa questão iria se agravar em 1864, com a anexação dos dois ducados pela Prússia após o fim da guerra com a Áustria. O mais importante, por enquanto, é que a pequena princesa Alexandra, então com oito anos em 1852, se tornou a filha do futuro rei da Dinamarca. Sendo assim, era de se esperar que as perspectivas de um casamento dinástico para ela melhorassem. Mas, ao contrário das histórias que ela ouvia de Andersen, princesas se casavam para firmar alianças políticas entre dois reinos, não por amor!
Apesar da elevação do status da família, os Schleswig-Holstein-Sondenburg-Glücksburg não eram bem-vindos na corte. Isso porque a princesa Luísa se recusou a colocar suas pequenas filhas diante da presença da terceira esposa do rei, Louise Rasmussen, condessa Danner. Outrora atriz e bailarina, com um filho ilegítimo, ela e Frederico haviam sido amantes antes que o monarca a tomasse como esposa morganática, em 1850. Exilados da corte, Christian e Luísa passaram então a viver com seus filhos no Palácio de Bernstoff, situado a poucos quilômetros da capital. Ali, Alix dividia seu quarto com Dagmar, carinhosamente apelidada pela família de Minnie, em razão de sua pequena estatura. Os laços criados pelas duas na infância se manteriam fortes pelo resto da vida, mesmo quando a Guerra Mundial e a Revolução Russa abalaram as antigas conexões entre as famílias reais do continente. Apesar de Alix ser considerada mais bonita, Minnie, dois anos mais jovem, era vista como mais esperta. A mãe das princesas lhes transmitiu seu amor pela arte, pela música e seus fortes princípios religiosos, enquanto o pai lhes ensinou ginástica e desenho. A despeito das limitações, eram uma família bastante unida, conforme a rainha Vitória notaria anos mais tarde. As crianças arrumavam seus quartos e ajudavam a pôr e a tirar a mesa em cada refeição.

Alexandra da Dinamarca (sentada ao centro) aos 14 anos, cercada por seus irmãos. Da esquerda para a direita: Dagmar, Frederico, Thyra e Jorge, em 1858.
Aos 14 anos, em 1858, Alix começou a desabrochar em uma bela jovem. Possuía um talhe de sílfide, que ela manteria ao longo de muitas décadas, graças a um regime especial e a sua dedicação pelos esportes, principalmente a equitação. As maçãs de seu rosto eram rosadas e os olhos eram de um azul profundo e violáceo. O rosto de feições meigas era emoldurado por cachos de cabelos castanhos. Sem dúvidas, havia se tornado numa das princesas mais belas de seu tempo. Quando completou 16 anos, recebeu aposentos só para si e uma renda de 20 libras anuais, para gastar com vestuário. Como seus recursos eram poucos, ela própria costurava suas saias. É interessante perceber que, uma vez princesa de Gales e com um guarda-roupas de fazer inveja à sua disposição, Alexandra manteve alguns costumes de sua juventude precária: ela aproveitava os tecidos dos vestidos que não usaria mais para forrar os móveis das residências reais que ocupava com seu marido. Muito diferente da imperatriz Eugénia dos Franceses, por exemplo, que dificilmente repetia um traje de gala. Alix, ao contrário, era mais comedida e sabia combinar as peças de roupa de forma a favorecer o seu corpo.
No início da década de 1860, Bertie, o príncipe de Gales, começava a dar preocupação a seus pais, por seu comportamento libertino e nenhuma afeição aos estudos. A rainha Vitória acreditava que a transição para a vida de casado certamente faria com que o rapaz de 18 anos amadurecesse. O problema era com quem casar o príncipe. Conhecendo bem os gostos expansivos do filho, a monarca sabia que ele não aceitaria se unir a uma princesa que considerasse feia. A candidata deveria ter “boa-aparência, saúde, educação, caráter, inteligência e uma boa disposição”. Como essa era uma tarefa bastante difícil, a rainha pediu para sua filha mais velha, Vicky, princesa herdeira da Prússia, que ajudasse na escolha. Alexandra da Dinamarca, porém, não estava no topo da lista. Acima de tudo, Vicky buscava uma esposa para o irmão que estreitasse as conexões da família real com os territórios germânicos. Uma série de candidatas foram apontadas e depois descartadas: Elizabeth de Wied (futura rainha da Romênia), as princesas da Casa Weimar (“garotas muito boas, mas frágeis e feias”), a pequena princesa da Suécia (“uma querida garotinha, mas muito jovem”), Marie dos Países Baixos, Hilda de Desseau, a princesa Alexandrine da Prússia (“pobre Addy, nem inteligente e nem bonita”), e a quase desconhecida princesa Marie de Altenburgo.
Com efeito, uma possibilidade seria a princesa Marie de Hohenzollern-Sigmaringen, “que é muito adorável e impressiona a todos; todos os olhos estão sobre ela quando entra numa sala, ela é tão distinta e elegante”. Porém, era uma católica fervorosa e a futura rainha do Reino Unido deveria estar disposta a mudar de religião para se casar com o próximo chefe da Igreja Anglicana. Com todas essas candidatas fora de cogitação, restou apenas a princesa Alix da Dinamarca. A união com aquele reino era particularmente delicada, devido à questão dos ducados de Schleswig e Holstein, já que a família real britânica era favorável à Confederação Germânica. Não obstante, a Dinamarca ainda era considerada um reino extremamente atrasado, sem mencionar os antecedentes da família da noiva, que em nada se comparava às grandes dinastias da Áustria, da Rússia e da Prússia. Mas, embora não pertencesse a uma Casa Real tão distinta, Alix tinha todos os predicados que Vitória e Albert procuravam para a noiva de seu filho. Mesmo não sendo tão inteligente quanto Minnie, que adorava Literatura, ela tinha uma espécie de candura que conquistava a todos.

Alexandra da Dinamarca, princesa de Gales, por Richard Lauchert (1863).
Após ouvir sobre as qualidades da filha do príncipe Christian, Vicky finalmente pôde escrever para a mãe que encontrara uma possível noiva para Bertie. Junto com a carta, ela enviava uma fotografia de Alix, que atestava “sua beleza, seu charme, sua amabilidade, seus modos francos e naturais e muitas qualidades excelentes”. Apesar disso, ela acrescentava que não desejava que seu irmão a desposasse: “uma aliança com a Dinamarca seria um infortúnio para nós aqui”. Assim que o príncipe Albert viu a imagem, ficou extasiado com os encantos da jovem. “Pela fotografia”, disse ele, “eu teria me casado com ela imediatamente”. Em seguida, Vicky mandou outra fotografia, mas advertiu aos pais de que Bertie não deveria vê-la: “ele se apaixonaria por ela, pois é realmente fascinante e encantadora”. Vitória começou a ponderar melhor sobre a ideia do casamento dinamarquês depois que soube que o czar Alexandre II também estava pensando em Alix como noiva para seu herdeiro, o czarevich Nicolau. “Seria terrível”, escreveu a rainha para sua filha, “se esta pérola fosse para os horríveis russos”. Assim, todos passaram a concordar que a felicidade do príncipe de Gales estava acima de qualquer consideração e que a única capaz de garantir isso era a princesa Alexandra da Dinamarca.
Todavia, antes que o compromisso fosse selado, a princesa herdeira da Prússia precisaria inspecionar de perto a futura cunhada. Temendo convidá-la ao seu Palácio, uma vez que os primos de seu marido eram solteiros e poderiam se interessar pela jovem, Vicky marcou um encontro com Alix e a mãe dela, a princesa Luísa, em Mcklemburgo-Strelitz, na casa da grã-duquesa Augusta, prima da rainha Vitória. Em 28 de maio de 1861, Vicky e seu marido, Fritz, finalmente conheceram-nas. A carta que ela escreveu para a rainha Vitória depois disso não deixa dúvidas quanto às qualidades da princesa:
Nunca coloquei os olhos sobre uma criatura mais doce do que a princesa Alix; ela é adorável! Ela é bem mais alta do que eu, tem uma figura adorável, mas muito magra, uma pele tão bonita quanto possível. Dentes brancos muito finos e regulares e olhos grandes e muito bonitos – com sobrancelhas extremamente bem-marcadas. Um nariz muito fino e bem-formado, muito estreito, mas um pouco longo – todo o seu rosto é muito estreito, sua testa também, mas bem-formada e nada plana. Sua voz, seu andar, porte e maneiras são perfeitos, ela é uma das pessoas mais elegantes e de aparência aristocrática que já vi (apud BATTISCOMBE, 1969, p.22).
Diante dessa descrição, Albert e Vitória não tiveram mais dúvidas sobre a escolha de Alix como noiva para Bertie, mesmo com a Inglaterra e a Prússia estando contra a Dinamarca na questão envolvendo os ducados de Schleswig e Holstein. O problema agora era o noivo. Bertie, nas palavras de sua mãe, era um rapaz “superficial, desinteressante, preguiçoso e entediado”, além de um “elemento muito desagradável em casa”.
Em 2 de setembro de 1861, a rainha, o príncipe consorte (que estava muito mal de saúde) e o príncipe de Gales chegaram até Leaken, na Bélgica, para uma visita ao rei Leopold I. Também era uma oportunidade para conhecer a família do príncipe Christian, que estava próxima dali, em Ostend. O encontro aconteceu no dia 24. Vitória achou os dinamarqueses “não muito simpáticos”, com exceção de Alexandra, “que parecia muito diferente e superior todos os demais”. Bertie também teria ficado encantado com a pretendente, mas o pedido formal não foi feito naquela ocasião. A razão: o herdeiro do trono britânico estava apaixonado pela atriz Nelly Clifden! Quando seu pai soube disso, ficou encolerizado. Albert, que teve nove filhos com a rainha Vitória e, aparentemente, lhe fora fiel em mais de 20 anos de casamento, não conseguia admitir que seu filho se igualasse aos companheiros do exército, divertindo-se na companhia de mulheres de má fama. Mesmo estando gravemente enfermo, Albert viajou até Cambridge, expondo-se a um clima ruim, para chamar Bertie ao dever. Quando retornou para Windsor, sua saúde piorou drasticamente!

A chegada da princesa Alexandra da Dinamarca ao Reino Unido, em 7 de março de 1863, em Graavesend. Tela de Henry Nelson O’Neil, 1864 (Acervo: Royal Museums Greenwich).
Duas semanas depois, em 14 de dezembro de 1861, o príncipe consorte faleceu. Na época, a causa da morte foi apontada como febre tifoide (embora historiadores recentes cogitem a doença de crohn). O médico pessoal da rainha Vitória, Sir James Clark, disse que, se não fosse pela viagem até Cambridge, Albert poderia ter sobrevivido, uma vez que a exposição ao clima insalubre durante o percurso piorou seu quadro clínico. Acreditando na opinião dele, Vitória culpou seu filho pela morte do marido. Sendo assim, qualquer perspectiva para um casamento real nos próximos meses foi suspensa. A monarca havia decretado luto fechado em toda a corte. Dessa data em diante, pelos próximos 40 anos, ela jamais deixaria os trajes de viúva. Aproveitando-se disso, fofocas começaram a surgir na corte prussiana, dando conta de que a princesa Alix tinha uma cicatriz no pescoço, decorrente de escrófula e que também era estéril. De fato, Alexandra tinha uma cicatriz, fruto de um procedimento cirúrgico na infância. Por isso, ela usava os cabelos estrategicamente sobre os ombros, para escondê-la. No futuro, a princesa usaria gargantilhas com a mesma finalidade, popularizando assim a moda.
Preocupada com essa questão, a rainha pediu para que a noiva fosse examinada. O medo de que ela pudesse introduzir alguma nova doença na família real era grave. Afinal, a própria Vitória possivelmente transmitiu os genes da hemofilia para seus descendentes. Uma vez comprovado que Alexandra tinha uma saúde perfeita, Bertie se resignou à vontade materna e propôs matrimônio à princesa no dia 9 de setembro de 1862, em Speyer. Alguns problemas precisavam ser resolvidos, como o inglês precário da jovem (sua pronúncia era carregada de sotaque) e a mudança de religião. Mas esses eram embaraços menores diante da possibilidade de se tornar a futura rainha consorte do Reino Unido. A jovem retornou para Copenhagen, a fim de passar seu aniversário de 18 anos com a família e preparar seu enxoval. Vitória enviou até o Palácio de Bernstoff seu segundo artista favorito, Richard L. Laucher, para pintar o primeiro retrato oficial de Alexandra como princesa de Gales. A tela apresenta a jovem noiva envolta em véus diáfanos e usando um vestido com camadas de tule branco sobre crinolina. Seus cabelos caem graciosamente sobre o colo. À exceção de uma pulseira no braço, ela não usa joias.

A princesa e o príncipe de Gales no dia do seu casamento, em 10 de março de 1863 (Acervo: Royal Collection).
O rei Leopold I quis presentear a jovem com um magnífico vestido de noiva, decorado com rendas de Bruxelas (as melhores que existiam). A rainha Vitória, porém, não concordou e encomendou o vestido de Alix com as habilidosas costureiras do distrito de Spitafields, para valorizar a manufatura nacional. O traje era enfeitado com flores de laranjeira, ramos de murta e rendas Honiton. Alix chegou sozinha à Inglaterra no dia 7 de março de 1863, em Graavesend. Já famosa por sua lendária beleza, ela foi saudada pelo povo como a “filha de um ‘rei dos mares’, do além-mar”. Desde que a imperatriz Eugénia de Montijo esteve com Napoleão III para uma visita de Estado em 1855, nunca se vira tanto entusiasmo diante de uma princesa estrangeira. A despeito do frio que fazia naquele mês de março, o estuário do Tâmisa se encontrava apinhado de barcos para recepcionar a noiva do herdeiro do trono. Pessoas de todas as partes do Reino Unido tomara o trem nas recém-instaladas linhas de ferro, só para vê-la mais de perto. A atitude de Alix para com os súditos foi descrita como gentil, afável e sem afetação. Como a jovem foi criada numa corte sem protocolos rígidos, ela tinha maior facilidade para se relacionar com indivíduos de vários extratos sociais. Depois de 15 meses de luto fechado pela morte do príncipe consorte, a alegria finalmente retornava ao país.
Com efeito, os lojistas se sentiram aliviados depois de tirar o preto de suas vitrines e substituí-lo por cores novas e vibrantes. O casamento ocorreu no dia 10, na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Como o espaço era pequeno, a cerimônia foi reservada apenas a membros da família real inglesa, à corte e a alguns parentes da noiva. Bertie fez o possível para se mostrar à altura da esposa e a presenteou com um magnífico conjunto de joias de diamantes. Vitória assistiu ao casamento de sua tribuna, com seus trajes negros de viúva contrastando com o branco da noiva. Em seguida, o casal partiu para sua lua-de-mel em Osborne House, na Ilha de Wight. Nas semanas seguintes, Alix deve ter sentido os primeiros sinais de gravidez, o que indicava que a nova princesa de Gales era não só fértil, como havia assegurado a continuidade da linhagem real. Em 15 de novembro daquele mesmo ano, o rei Frederico VII da Dinamarca morreu, fazendo do pai de Alix rei Christian IX. Imediatamente, a Áustria e a Prússia começaram a brigar pelos ducados de Schleswig e Holstein. O coração da princesa Alexandra estaria então dividido entre sua pátria de nascimento e a de casamento, já que os ingleses eram pró-prussianos. Mas, até o final de sua vida, ela jamais esconderia seu ódio pela Alemanha!
Referências Bibliográficas:
BATTISCOMBE, Georgina. Queen Alexandra. Boston, USA: Houghton Mifflin Company, 1969.
EDWARD, Duque de Windsor. La vida de un rey: memorias del duque de Windsor. México: Biografias Gandesa, 1952.
HARTE, Rosie. The royal wardobre: a very fashionable history of the monarchy. UK: Headline Publishing Group, 2023.
MAUROIS, André. Depois da rainha Victoria, Edward VII. Tradução de Vera Giambastiani. São Paulo: Globo Livros, 2014.
S.A.R Michael de Kent, Princesa. Coroadas em terras distantes: triunfo, tragédia, paixão e poder na vida de oito princesas europeias. Tradução de Maria João Batalha Reis. São Paulo: Ambientes e Costumes Editora Ltda, 2011.













