Teresa Cristina e a Condessa de Barral: entre o dever, o ciúme e a construção da memória histórica

Por: Renato Drummond Tapioca Neto Em setembro de 1856, a imperatriz do Brasil, D. Teresa Cristina, passava um dia feliz admirando e catalogando as peças de seu pequeno museu particular, instalado nos aposentos do Paço de São Cristóvão. Apaixonada pelas antiguidades clássicas e pelas artes, a soberana costumava dedicar parte de seu tempo livre à…

A Condessa de Barral: a mulher que virou a paixão de D. Pedro II e desafiou as convenções do século XIX

Por: Renato Drummond Tapioca Neto O século XIX também é conhecido por romper tradições do passado sob uma máscara de romantismo, característica que se tornou uma das principais marcas daquele período. Apesar dos avanços culturais e intelectuais promovidos pela época, as concepções acerca da moralidade e da religiosidade continuavam concentradas especialmente na figura da mulher.…

José de Alencar e a questão da escravidão nas peças “Mãe” e “O Demônio Familar”.

No século XIX, vários romancistas e dramaturgos começaram a pensar o Brasil e a formação de seu povo por meio de uma produção que falasse diretamente acerca da realidade nacional, embora a partir de uma visão idealizada. Dentre os escritores que obtiveram maior relevo, encontra-se José de Alencar, que foi advogado, jornalista, romancista, dramaturgo e…

Ideias em conflito: o pós-abolição e a mobilização negra durante os anos 1930!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto Durante as primeiras décadas do século XX, marcadas pelo pós-abolição, observamos como a população afrodescendente no Brasil se arregimentou em torno de ideais que pregavam maiores direitos para os descendentes de escravizados e libertos no país. Naquele período, o discurso eugenista ainda era muito marcante na produção de saberes médicos…

O Bicentenário da emancipação política do Brasil: quais independências nós devemos comemorar?

Por: Renato Drummond Tapioca Neto Em 1888, o pintor Pedro Américo finalizava sua famosa tela “Independência ou Morte”, uma obra encomendada pelo conselheiro Joaquim Inácio Ramalho. O quadro, que mede 4,15cm por 7,60cm, apresenta a imagem da Proclamação da Emancipação Política do Brasil, que por muitas décadas permaneceu cristalizada no imaginário coletivo: o príncipe D.…