Da história para os games: conheça o jogo que reúne vários líderes da humanidade!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Ramsés II, Alexandre o Grande, Isabel de Castela, Elizabeth I, Catarina da Rússia, Napoleão, D. Pedro II, Gandhi… Quase todo estudante de história já ouviu falar desses nomes, entre outras personalidades que imprimiram sua marca na história mundial. A vida desses agentes do passado têm intrigado gerações, desde os faraós do antigo Egito, passando monarcas da Europa moderna até os ditadores do século XX. Cada um a seu modo, eles guiaram nações e os destinos de muitas pessoas em tempos difíceis, edificaram grandes obras e se envolverem em conflitos bélicos e/ou filosóficos. Da China ao Brasil, da Rússia aos Estados Unidos, não faltaram personalidades influentes no cenário político mundial. Imagina então juntar toda essa galera num só jogo de realidade virtual, onde quem governa é você? É isso o que acontece na série de jogos de computador Civilization, que em sua quinta edição coloca o jogador em desafio direto a líderes como Nabucodonosor II, Dario I, George Washington ou Bismarck. A experiência do jogo é uma das mais fascinantes possíveis.

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Criado em 1991 por Sid Meler, Civilization, atualmente em sua sexta edição, é um jogo de estratégia, no qual o jogador assume o comando de uma nação, desde os primórdios da história até os tempos modernos. O indivíduo começa como proprietário de uma pequena vila ou cidade e em seguida vai administrando as unidades civis e militares, através das seguintes atividades: exploração de novas terras, fundação de outras cidades, lutando contra outros líderes ou interagindo diplomaticamente com nações rivais, direcionando o crescimento da cultura e da economia. Vence aquele que conseguir sobreviver todas as fases, acumulando o maior número de pontos. Para maiores informações, caso o leitor tenha interesse no jogo, recomendo que acesse o site da Civilization V, clicando aquiA seguir, selecionamos alguns vídeos de líderes mundiais que aparecem na franquia. É perceptível o cuidado que a equipe de produção teve na construção e caracterização das personagens, incluindo suas roupas ou mesmo as falas de cada um deles, na língua original de seus respectivos países. Confira:

Alexandre, o Grande (356-323 a.C.)

O próprio nome já dispensa comentários. Alexandre III da Macedônia foi um dos maiores líderes militares de todos os tempos e nem mesmo as areias do tempo conseguiram diminuir o fascínio que ele exerce nas pessoas. Tendo sucedido seu pai Felipe II com apenas vintes anos, Alexandre permaneceu quase todo o seu reinado em campanhas militares, em lugares tão longínquos quanto a África e a Ásia. Dez anos depois de ascender ao trono, ele havia criado um dos maiores impérios que o mundo já conheceu. Em termos culturais, seu governo não foi menos importante. O monarca difundiu a cultura grega entre os povos do oriente, ao mesmo tempo em que tornou acessível aos seus conterrâneos a história e os costumes dos povos conquistados, criando assim uma grande comunidade greco-oriental. Alexandre morreu aos 32 anos, em decorrência de uma forte febre contraída depois de sua campanha na Índia. De seu reinado ainda se destacam a construção das Alexandrias, entre as quais destaca-se a cidade portuária do Egito, com o famoso farol e a biblioteca.

Isabel I de Castela (1451-1504)

De princesa desafortunada e maltratada pelo irmão, Isabel de Trastâmara empreendeu uma verdadeira luta pelo seu direito ao trono de Castela, tornando-se uma grande monarca para o seu tempo. Famosa por ser a primeira rainha reinante do período renascentista, Isabel ficou se destacou pelas conquistas militares ao lado do marido, Fernando de Aragão, especialmente pela unificação do território espanhol com a expulsão dos mouros e a conquista de Granada, em 1492. Foi uma hábil diplomata, realizando casamentos vantajosos para suas filhas com outras potências europeias e financiou as viagens de Cristóvão Colombo para as Índias. Em 1496, o papa Alexandre VI concedeu a ela e a seu marido o título de reis católicos, nomenclatura pela qual todos os monarcas da Espanha passaram a ser conhecidos desde então. Em Civilization V, esse aspecto é ressaltado através da cruz que Isabel segura numa das mãos (que cai após a personagem ser derrotada), tendo como cenário o belíssimo palácio de Alhambra.

Elizabeth I da Inglaterra (1533-1603)

“Temos o prazer de conhecê-lo”, assim a personagem da rainha Elizabeth I se dirige ao jogador, sentada imponente em seu trono, para em seguida reprimi-lo pelo erro como um “isso é inaceitável”. Não seria difícil imaginar essas palavras saindo da boca da própria rainha, que governou a Inglaterra de 1558 até sua morte. Filha do rei Henrique VIII com sua segundo esposa, Ana Bolena, Elizabeth passou por difíceis provações até chegar ao trono. De princesa bastarda a traidora, ela se tornou uma das monarcas inglesas mais populares de todos os tempos, sendo constantemente referenciada pela cultura pop dos dias de hoje. Sob seu reinado a Inglaterra finalmente emergiu como potência no cenário político europeu, após a vitória sobre a Invencível Armada de Felipe II da Espanha. O traço cultural mais significativo do seu governo foi o florescimento da literatura, através de nomes como William Shakespeare. Elizabeth I é também conhecida como “a rainha virgem”, em virtude de numa ter contraído matrimônio.

Dona Maria I de Portugal (1734-1816)

“Sei que podereis me odiar, ou talvez não”. Essa frase, dita pela personagem de Maria I de Bragança no jogo, revela com precisão a ambiguidade de sentimentos que a maioria dos leitores têm pela primeira rainha reinante de Portugal. Comumente conhecida como “a louca”, muitos desconhecem que a primeira fase do governo de Maria I foi marcada por prosperidade econômica e cultural. As perdas que sofreu na vida, do marido D. Pedro III e do primogênito, porém, tiveram um impacto profundo no equilíbrio mental da soberana. Na década de 1790 ela foi submetida aos tratamentos mais diversos, a fim de cura-la, embora sem resultados. Declarada incapaz de governar, seu filho, príncipe D. João (futuro D. João VI) assumiu a regência do vasto império português. D. Maria I foi também a primeira monarca europeia a pisar em território americano, quando a família real fugiu para o Brasil em 1808. Diz-se que ao partir de carruagem para o navio que a levaria para a então colônia, ela reclamou: “não conduzam tão depressa! As pessoas vão jugar que estamos a fugir”.

Napoleão Bonaparte (1769-1821)

Assim como Alexandre o Grande, Napoleão Bonaparte foi um dos maiores líderes militares da história mundial. Tendo ficado famoso pelas suas campanhas na Itália e no Egito, ele assumiu o governo da França numa fase crítica, através do golpe que ficou conhecido como 18 brumário. Natural da Córsega, Napoleão se tornou primeiro cônsul para sem seguida se proclamar imperador da República Francesa, em 1804. Suas vitórias militares transformaram a França numa das maiores potências da época, rivalizando com a própria rainha dos mares, a Inglaterra. Napoleão exerceu quase completo domínio sob outros países e sua supremacia só foi interrompida graças à malfada campanha da Rússia, onde as tropas francesas foram pereceram não pelo exército rival, e sim pelo clima. Foi derrotado pela Sexta Coligação em Leipzig, em 1813, e finalmente em Waterloo, dois anos depois. Exilado, Napoleão Bonaparte passou os últimos dias de sua vida na Ilha de Santa Helena, onde escreveu as suas memórias.

D. Pedro II do Brasil (1825-1891)

“Tenho pouco tempo para gracejos. O que o traz aqui?’, diz a personagem do segundo imperador do Brasil, D. Pedro de Alcântara. Debruçado sobre sua mesa de trabalho e rodeado por estantes de livros, o cenário não poderia ser mais ideal para apresentar aquele que ficou conhecido como o “monarca cidadão”. Imperador aos 5 anos, D. Pedro governou o Brasil por mais tempo que qualquer outro rei ou presidente da república e seu reinado foi uma das épocas mais prósperas da história do país, embora profundamente marcado pela mancha da escravidão. O maior conflito bélico travado pelo imperador foi durante a chamada Guerra do Paraguai (1864-1870), com baixas excessivas para os dois lados do conflito. Apesar disso, era um homem bastante pacífico e amante do conhecimento. As palavras finais de seu personagem no jogo, ao ser derrotado, ilustram bem o seu caráter: “prefiro a diplomacia à violência”.

Para ver outras reações das personagens nesse post, assim como outros líderes que aparecem em Civilization V, acesse o link.

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