Princesa Diana, 60 anos: a vida do maior ícone do final do século XX!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

No dia 1 de julho de 1961, nascia na Park House, uma residência adjacente ao Palácio de Sandringham, a terceira filha de Johnny, visconde Althorp, com Lady Frances Fermoy. Batizada de Diana Frances Spencer, esperava-se que a garotinha fosse um menino, que herdaria no futuro todas as propriedades e títulos da família de seu pai. Porém, a pequena Diana estava destinada a uma futuro muito mais brilhante do que ser a Lady de uma mansão campestre ou esposa de um membro da antiga aristocracia. A partir do ano de 1980, o mundo observou essa tímida jovem sair do anonimato e entrar para o seio da família mais midiatizada do mundo, os Windsor. Durante 17 anos, o público acompanhou de perto seus passos, obsessivamente fotografados pelas câmeras dos paparazzi, até o desfecho trágico que ceifou sua vida prematuramente aos 36 anos. Ela foi uma das personalidades mais influentes do final do século XX e usou sua enorme posição e privilégios em benefício daqueles que eram mantidos à margem da sociedade, estigmatizados pela pobreza e pela doença. Se viva, a eterna princesa do povo estaria completando 60 anos de idade. O fato de ainda se falar tanto dela, decorridos 24 anos desde sua morte, significa que seu brilho ainda está muito longe de se apagar.

Foto digitalmente colorida da princesa Diana bebê. Ela nasceu em 1 de julho de 1961, na Park House.

Fotografia digitalmente colorida da princesa Diana, quando criança.

A pequena Diana costumava ser uma criança muito alegre e brincalhona, até que o divórcio dos pais a deixou bastante magoada.

A pequena Diana Frances Spencer, futura princesa de Gales.

Com efeito, os primeiros anos da vida da pequena Diana foram abalados pelo divórcio de seus pais e pela partida da mãe. No processo judicial, Lady Frances foi considerada a parte culpada e perdeu a guarda de seus quatro filhos. Tinha permissão de vê-los apenas nos finais de semana, o que era muito triste, principalmente para a menor das garotas, que herdou muito da beleza materna. Enquanto as irmãs mais velhas, Sarah e Jane, foram enviadas para um colégio interno, Diana e seu irmão menor, George, se tornaram muito apegados. Embora ela não fosse considerada uma aluna exemplar, a jovem demonstrava desde cedo uma enorme capacidade de empatia para com aqueles que precisavam de ajuda, fossem idosos ou crianças portadoras de necessidades especiais. O sentimento para compreender a dor do outro, de se relacionar com o próximo em seu nível, independentemente das barreiras de classe, seria uma das maiores qualidades da futura princesa de Gales. Em 1975, após a morte do avô, seu pai se tornou o 8° conde Spencer. Isso significava que, a partir de então, suas filhas receberiam o tratamento formal de Lady e que seu filho mais jovem, George, receberia o título de visconde Althorp, nome da mansão jacobina para a qual a família se mudou.

Ao concluir seus estudos, Diana recebeu de presente dos pais um apartamento em Earl’s Court, na zona oeste de Londres. No final da década de 1970, ela ingressou em uma série de empregos, apenas para para passar o tempo: fez um curso de culinária de dois meses, depois foi auxiliar numa turma de balé, trabalhou como cuidadora e até como ajudante numa creche, Young England. Devido ao comportamento modesto da jovem, isso deu a impressão errada de que ela não era um membro da aristocracia e sim parte da classe trabalhadora. Os Spencer são uma família muito antiga na Inglaterra. Eles já viviam no reino pelo menos 250 anos antes de George I (eleitor de Hanôver) assumir a coroa após a morte da rainha Anne Stuart, em 1714. As mulheres do clã sempre chamaram atenção por sua elegância e charme, como Georgiana Spencer, duquesa de Devonshire. Aos 18 anos, porém, a jovem Diana tinha modos desajeitados, adorava comer em excesso e fazia piada de tudo e de  todos. Mais tarde, ela descreveria essa como a “melhor fase de sua vida”. Alojada no seu próprio apartamento em companhia de suas melhores amigas, ela podia ser vista dirigindo seu mini metro para buscar o irmão na escola ou andando pelas calçadas do bairro tranquilamente, vestida como uma professora de colegial.

No final dos anos 1980, essa jovem intrépida chamou atenção da mídia como possível noiva do príncipe de Gales, 12 anos mais velho. Os Spencer e os Windsor nunca foram estranhos uns aos outros. Diana não só nasceu em uma casa alugada da família real, como suas duas avós foram damas de companhia da rainha-mãe, Elizabeth Bowes-Lyon. Membros mais antigos da criadagem do palácio se recordam de ver a pequena Diana brincando com o príncipe Andrew no Palácio de Sandringham, para o onde os Spencer eram convidados durante o Natal. Aos 19 anos, a jovem tinha todas as qualidades necessárias para uma futura princesa consorte: era atraente, pertencia a uma nobre família e, aparentemente, nunca teve namorados, de modo que sua reputação parecia irretocável. Após alguns encontros com Charles, o pedido de casamento foi feito e a noiva aceitou. Quando perguntado se estava apaixonado por ela, o príncipe de Gales respondeu: “O que quer que ‘apaixonado’ signifique”. Não só tinham gostos e temperamentos bastante diferentes, como também eram quase desconhecidos um do outro. Na época, Charles mantinha um caso de longa data, marcado por rupturas e continuidades, com Camilla Parker-Bowles, sua atual esposa.

Fotografia da princesa Diana, tirada antes de seu casamento com o príncipe Charles, quando era mais conhecida como Lady Di.

Fotografia da princesa Diana aos 20 anos, tirada pouco depois da cerimônia de casamento com o príncipe Charles, realizada na Catedral de St. Paul em 29 de julho de 1981.

Quase 24 anos já se passaram desde Lady Di deixou o mundo, vítima de um trágico acidente em Paris. Porém, sua memória permaneceu viva entre as futuras gerações, que enxergaram nela um exemplo de ser humano a ser seguido. Nos anos recentes, ela tem aparecido em diversas produções dramáticas, livros e documentários, que ajudam a manter acesa a chama de seu amor e dedicação ao próximo.

Nos anos 1980, a princesa Diana personificava o ideal dos contos de fadas.

Apesar das divergências entre o casal, a noiva produziu dois herdeiros para a coroa: o príncipe William, nascido em 1982 e o príncipe Harry, nascido em 1984. O casamento do príncipe e da princesa de Gales, celebrado na catedral de St. Paul em 29 de julho de 1981, foi um evento de proporções gigantescas, transmitido para mais de 750 milhões de televisores ao redor no mundo. Revistas e jornais fizeram uma ampla cobertura do que foi largamente chamado de “o casamento do século”. A partir de então, a jovem tímida, com feridas ainda não cicatrizadas da infância, sentiu na pele o que suas antecessoras passaram uma vez no posto de princesa consorte. Na qualidade de futura rainha da Inglaterra, os olhos do mundo inteiro estariam atentos para o que ela vestisse ou falasse. Por anos, Diana orbitou em torno de Charles como se fosse um satélite do marido, reiterando que suas primeira obrigações eram como “esposa e mãe” e tentando esconder da imprensa a enorme pressão dos compromissos reais e a infelicidade da vida conjugal, acentuada após o nascimento do segundo filho. Por trás do seu sorriso, havia uma mulher que sofria com a indiferença do marido e que desenvolveu distúrbios alimentares graves, como a bulimia.

O caso da princesa Diana nos remete a outro correlato na história da realeza britânica, envolvendo outra princesa de Gales: Alexandra da Dinamarca. As duas eram primas em 14° grau, com cinco gerações de diferença. Ambas descendiam de Sir Ralph Neville (c. 1364 – 1425), primeiro conde de Westmorland. Alexandra através da filha dele, Eleanor, condessa de Northumberland, e Diana por meio de outra filha, Cecily, duquesa de York. Aos 19 anos, elas se tornaram as futuras princesas de Gales: Alexandra por seu casamento com o príncipe Bertie, em 1863, e Diana por seu casamento com o príncipe Charles, em 1981. Sua principal função: gerar herdeiros para a Coroa. Porém, as princesas eram mais do que meras reprodutoras. Foram muito queridas pelo povo britânico e adoradas por sua beleza e gentileza, sendo consideradas ícones de sua geração. Infelizmente, enfrentaram problemas familiares com as suas respectivas cunhadas e, em certa fase da vida, até mesmo com suas sogras, as rainhas Vitória e Elizabeth II. Como não bastasse esse paralelo, as duas mulheres sofreram com as infidelidades de seus maridos. Afinal, uma das amantes mais famosas do príncipe Bertie foi Alice Keppel, bisavó de Camilla.

Ao longo de sua vida, podemos dizer que Diana inventou uma nova forma de celebridade. Quando ela entreva nos ambientes, usando um vestido deslumbrante desenhado por Catherine Walker, ela atraía os olhares como se fosse um ímã. Do lado de fora de teatros, cinemas e casas de eventos, as pessoas se acotovelavam, gritando seu nome como se ela fosse a divindade pagã da Caça e da Lua, cujo nome herdara em batismo. Aliado aos seus compromissos públicos, a princesa fez de tudo para ser uma mãe presente na vida de seus filhos, sempre comparecendo a reuniões escolares e interagindo com as mães de outros colegas. Seu calor humano era o perfeito contraste para a frieza colonial da família real. Podemos perceber isso através das causas sociais que a princesa abraçou. O sofrimento de Diana a deixava mais vulnerável e aberta para compreender as dores e mágoas do próximo. Em 1988, quando inaugurou a primeira enfermaria para pacientes portadores de Aids no Reino Unido, ela chocou a todos quando cumprimentou os internos com mãos descalças e um sorriso radiante no rosto. Seu apoio à causa do combate ao vírus foi fundamental para luta contra a enfermidade.

Por anos, Diana orbitou em torno de Charles como se fosse um satélite do marido, reiterando que suas primeira obrigações eram como “esposa e mãe” e tentando esconder da imprensa a enorme pressão dos compromissos reais e a infelicidade do casamento, acentuada após o nascimento do segundo filho. Por trás do seu sorriso, havia uma mulher que sofria com a indiferença do marido e que desenvolveu distúrbios alimentares graves, como a bulimia.

Alexandra da Dinamarca e Diana Spencer.

Madre Teresa e a princesa Diana.

A princesa Diana abraçou causas estigmatizadas pela sociedade, como pessoas em situação de fome e pobreza.

Em 1992, por exemplo, a princesa Diana teve a oportunidade de conhecer pessoalmente em um convento em Roma Madre Teresa de Calcutá. De acordo com testemunhas, Madre Teresa levou Diana para uma sala privada, onde elas conversaram por quase meia hora. Segundo a ex-missionária Mary C. Johnson, em seguida as duas se retiraram para a capela, para “ficar sozinhas com Jesus”. Como era o costume entre as Missionárias da Caridade, ambas tiraram os sapatos e então entraram. “Nunca esquecerei a visão dos sapatos brilhantes de Diana próximos às sandálias da Madre… [os sapatos] pareciam ter sido usados apenas para aquela ocasião. A Madre usava o mesmo par de sandálias todos os dias há mais de uma década”, relembrou Johnson. Diana, por sua vez, se referiu ao encontro como a realização de um sonho antigo. Elas se reuniram novamente em junho de 1997, em Nova York, e rezaram juntas por 40 minutos. A Madre abençoou novamente a princesa e então se despediram. Foi a última vez em que as duas se viram, antes da morte de Diana, em 31 de agosto daquele ano.

Em dezembro de 1992, o “casamento do século” foi dissolvido. Poucos sabem, mas uma das primeiras atitudes da princesa Diana após sua separação do príncipe Charles foi se desfazer de todos os seus sapatos sem salto. Charles era apenas 1 cm maior que sua esposa, que tinha 1,77m. Quando em sua companhia, Diana não podia parecer muito mais alta do que o marido através do uso dos sapatos plataforma. Nas fotografias oficiais, ela dobrava levemente os joelhos, se sentava ou ficava parada um degrau abaixo do príncipe, para parecer mais baixa. A criadagem do palácio de Kensington contou a história em 1992 de que, assim que a separação foi anunciada pelo Primeiro-Ministro, Diana varreu de seu closet os sapatos baixos e passou a ser vista cada vez mais em elegantes calçados de salto alto. A limpeza, por sua vez, não se deu apenas no guarda-roupas, como também em sua vida pessoal. Nos anos 1990, ela fez de tudo para se desassociar da imagem da princesa encantada para assumir sua cruzada contra as mazelas que afligiam o mundo. Tradicionalmente, as mulheres da família real eram julgadas mais pela sua aparência, enquanto os homens por seus discursos. Qualquer amasso no tecido do vestido ou desalinho no cabelo são rapidamente criticados pelos jornalistas.

Durante um pronunciamento feito em 3 de dezembro de 1993, em um almoço para ajudar a Headway National Head Injuries, a princesa enfatizou que: “Quando comecei minha vida pública, há 12 anos, entendi que a mídia talvez se interessasse pelo que eu fazia. Percebi então que sua atenção focaria tanto na vida privada quanto na pública. Mas eu não tinha consciência do quão avassaladora essa atenção se tornaria; nem o quanto afetaria meus deveres públicos e minha vida pessoal, de uma maneira que tem sido muito difícil de suportar”. Decidida a desviar todo esse frisson da imprensa criado em torno de sua imagem para causas humanitárias, Diana declarou: “Eu gostaria de ser uma embaixadora deste país. Como atraio muito interesse da mídia, não vamos simplesmente ficar sentados aqui, passivamente, e apanhar dela. Vamos levá-las, essas pessoas, para fora, para que representem nosso país e as boas qualidades dele no exterior… Estive em uma posição privilegiada por 15 anos. Adquiri um enorme conhecimento sobre as pessoas e como me comunicar e quero usar isso”. Em 1996, o divórcio foi oficialmente concluído e ela perdeu o tratamento de Alteza Real, mas sua popularidade junto à mídia não esmoreceu. Pelo contrário, pareceu aumentar!

Charles era apenas 1 cm maior que sua esposa, que tinha 1,77m. Quando em sua companhia, Diana não podia parecer muito mais alta do que o marido através do uso dos sapatos de plataforma. Nas fotografias oficiais, ela dobrava levemente os joelhos, se sentava ou ficava parada um degrau abaixo do príncipe, para parecer mais baixa.

A princesa Diana usando um longo Versace, durante um evento na Austrália, em 1996. Nesse mesmo ano, foi oficializado seu divórcio do príncipe Charles.

Quando ela visitou o maior cemitério em Sarajevo, encontrou uma mãe chorando junto à sepultura de seu filho. “Não existiu qualquer barreira por causa da língua”, disse Deeds. “As duas mulheres se abraçaram carinhosamente. Observando aquela cena à distância, tentei pensar em quem mais poderia ter feito aquilo. Ninguém.”

No início de 1997, a princesa liderou uma campanha contra os campos minados em Angola.

Assim sendo, Diana levou todo aquele esquadrão de fotógrafos para hospitais de tratamento para crianças com câncer, barracões de desabrigados, pacientes soropositivos e ganhou ainda mais notoriedade ao alertar sobre os perigos das minas terrestres na África. Depois de sua campanha contra as minas em Angola, em janeiro de 1997, a princesa Diana seguiu fazendo seu trabalho social em países como Camboja, Tailândia, Afeganistão e o norte do Iraque. A conselho do Ministério das Relações Exteriores, ela foi até a Bósnia, que ainda se recuperava lentamente da guerra civil. Acompanhava a princesa o jornalista lorde Deeds. Segundo ele, Diana tinha um ótimo senso de humor, mas também uma imensa capacidade de empatia e de se comunicar com as pessoas. Quando ela visitou o maior cemitério em Sarajevo, encontrou uma mãe chorando junto à sepultura de seu filho. “Não existiu qualquer barreira por causa da língua”, disse Deeds. “As duas mulheres se abraçaram carinhosamente. Observando aquela cena à distância, tentei pensar em quem mais poderia ter feito aquilo. Ninguém.”

Se viva, poderíamos imaginar facilmente Diana dando continuidade ao trabalho social que ela vinha desenvolvendo com tanto entusiasmo. Infelizmente, a madrugada do dia 31 de agosto de 1997, a mãe dos príncipes William e Harry havia deixado o hotel Ritz, em Paris, na companhia do seu namorado, Dodi Fayed e foram perseguidos por um time de paparazzi em motocicletas, disparando flashes de câmera sem parar. Na tentativa de se livrar deles, o motorista acelerou o Mercedes a 150 km por hora, em um túnel mal iluminado na Place de l’Alma. Às 00h45 o carro bateu. Dodi e o motorista morreram na hora. Os primeiros a chegarem ao local do acidente foram os fotógrafos que tanto perseguiram o casal. Vários paparazzi cercaram o veículo, aproveitando uma porta aberta para tirar fotografias. Os relatórios policiais descreveram uma cena de desordem, com “flashes de máquinas fotográficas disparando como tiros de metralhadora”. Em vez de ajudarem a princesa, que estava gravemente ferida, os fotógrafos (exceto Romuald Rat, treinado em primeiros socorros), preferiram fazer registros de sua tragédia para venderem aos jornais. Sete deles foram presos e investigados formalmente por omissão de socorro a vítimas de um acidente e por tentativa de homicídio.

Em 2017, quando o acidente que tirou a vida de Diana completou duas décadas, seus filhos fizeram tocantes declarações a respeito da mãe. “Já se passaram 20 anos e eu ainda sinto o amor que ela nos deu e esse é o testamento do seu enorme coração e da sua maravilhosa habilidade para ser uma grande mãe”, disse o príncipe príncipe William. Harry, por sua vez, falou que “todos os dias, dependendo do que eu esteja fazendo, me pergunto como seria se ela estivesse aqui e o que ela diria…”. Para o filho mais jovem da princesa: “Ela era a melhor mãe do mundo… Ela nos sufocava com amor, isso com certeza. Eu sinto falta de ter essa mãe… Que te dá aqueles abraços e aquela compaixão que todo mundo precisa”. O amor incondicional por seus filhos era um traço inegável da personalidade de Diana, mesmo entre seus opositores. Em uma carta escrita em 1996 ao seu mordomo, Paul Burrell, ela disse: “Eu amo meus garotos até a morte e espero que as sementes que plantei irão crescer, trazendo a força, conhecimento e a estabilidade de que precisam”.

A princesa Diana com uma menina vítima das minas terrestres em Angola.

Lady Diana, princesa de Gales, posando para as lentes de Mário Testino, em 1997. As fotos do ensaio fotográfico foram parcialmente publicadas nas páginas da revista Vanity Fair e ajudaram a redefinir a imagem de Diana, meses antes do trágico acidente que lhe tirou a vida em 31 de agosto daquele ano.

“Eu amo meus garotos até a morte e espero que as sementes que plantei irão crescer, trazendo a força, conhecimento e a estabilidade de que precisam”.
– Trecho de uma carta escrita pela princesa Diana para Paul Burrell há mais de 24 anos, onde ela fala de seu amor pelos filhos.

Estátua comemorativa aos 60 anos da princesa Diana, inaugurada no jardim do Palácio de Kensington, em 1 de julho de 2021.

Com efeito, seria bastante irônico, não fosse trágico, como até hoje situações como essa se repetem dentro de uma sociedade voltada para o espetáculo da vida alheia. Quando perdemos a capacidade de empatia pelo sofrimento do próximo, deixamos de lado a melhor qualidade que nos define enquanto seres humanos. Atualmente, celebridades como Britney Spears passam pelo mesmo tipo de assédio que ceifou precocemente a vida de outras mulheres, como Marilyn Monroe, a própria princesa Diana ou Amy Winehouse. A perda da saudosa princesa do povo causou uma comoção sem precedentes na história da monarquia britânica. Com seu jeito único, Diana reinventou a si mesma e a todo sistema palaciano que ditava o comportamento de príncipes e princesas. Em 2021, uma estátua comemorativa foi inaugurada nos jardins do Palácio de Kensington por seus filhos, William e Harry, para celebrar os 60 anos do nascimento da mulher que se dedicou a fazer muitas pessoas felizes. Como uma verdadeira fênix, Diana renasceu das cinzas do seu casamento como a princesa do povo, título que lhe foi concedido não por uma majestade, e sim pelas pessoas que não cansam de lhe render sincera homenagem.

Referências Bibliográficas:

BROWN, Tina. Diana: crônicas íntimas. Tradução de Iva Sofia Gonçalves e Maria Inês Duque Estrada. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.

FINCHER, Jayne. Diana: retrato de uma princesa. Tradução de Carla de Sousa. Lisboa: Callaway, 1998.

MARR, Andrew. A real Elizabeth: uma visão inteligente e intimista de uma monarca em pleno século 21. Tradução de Elisa Duarte Teixeira. São Paulo: Editora Europa, 2012.

MEYER-STABLEY, Bertrand. Isabel II: a família real no palácio de Buckingham. Tradução de Pedro Bernardo e Ruy Oliveira. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2002

KELLEY, Kitty. Os Windsor: radiografia da família real britânica. Tradução de Lina Marques et. al. Sintra, Portugal: Editorial Inquérito, 1997.

MORTON, Andrew: Diana – sua verdadeira história em suas próprias palavras. Tradução de A. B. Pinheiros de Lemos e Lourdes Sette. 2ª ed. Rio de Janeiro: Best Seller, 2013.

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