A beleza feminina no Renascimento e seu contraste nos retratos de Ana Bolena

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Entre os muitos mistérios ligados à figura de Ana Bolena, está a sua aparência física. Perguntas do tipo “como ela era?” já renderam (e ainda rendem) bastante assunto para discussão. O fato de haverem tantos retratos dela, cada um apresentando diferenças faciais significativas, ajuda em quase nada na solução deste problema, principalmente quando levamos em consideração a evidência de que quase todos os quadros foram pintados depois da morte da rainha, baseados em descrições da mesma e/ou em algum retrato original que não sobrevivera aos últimos séculos. A única e indisputável imagem criada durante sua vida é uma medalha (hoje no Museu Britânico) datada de 1534 na qual podemos ver uma mulher de rosto oval, usando um capelo inglês, com a inscrição A. R. (Anna Regina) e o motto ‘The Moost Happi’ (the most happy – a mais feliz). Contudo, o nariz e o olho direito de Ana apresentam-se irremediavelmente danificados, o que torna a medalha numa fonte pouco fidedigna de sua aparência (BERNARD, 2010, p. 198).

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Medalha de Ana Bolena datada de 1534 com o seu lema “The Most Happy” (a mais feliz).

E como Ana Bolena se parecia? As primeiras descrições de seu físico datam do ano de 1527, quando o caso entre ela e Henrique VIII tornou-se alvo do interesse público. Segundo Sanuto, um diplomata veneziano que esteve na corte inglesa durante aquele período, “a Senhora Ana não é uma das mulheres mais bonitas do mundo, tem estatura média, compleição escura, pescoço comprido, boca larga, um peito não muito saliente e olhos que são negros e lindos” (LOADES, 2010, p. 129). William Barlow, um dos capelães favoritos de Ana, chegou inclusive a compará-la com Bessie Blount, ao descrever a ex-amante de Henrique VIII como mais bonita, embora reconhecesse que Ana era “mais eloquente e graciosa” que a outra (BERNARD, 2010, p. 19). Tais características, contudo, não se encaixavam nos moldes do que era considerado belo no período: enquanto cabelos escuros, lábios salientes, olhos grandes e negros, aliados de uma pele em tons de oliva são traços físicos amplamente valorizados na mulher do século XXI, no XVI quem reinavam eram as loiras.

Dos retratos da virgem Maria ao de Vênus (especialmente na pintura de Botticelli de 1496), inclusive na literatura com Guinevere às heroínas do amor cortês, observamos uma verdadeira celebração de mulheres loiras, com pele leitosa, olhos azuis e lábios finos. Não obstante, esse modelo estético atuava como um divisor de classes, separando as mulheres da nobreza das outras com uma tez mais escura e de cabelos castanhos (BORDO, 2013, p. 26).  Nesse contexto, Ana não poderia ser considerada uma grande beldade, mas o fato de ela ter atraído a atenção de tantos homens, como Henry Percy, Thomas Wyatt e o próprio rei, significa que ela possuía um charme natural que, por sua vez, tornava-a mais interessante do que as suas contemporâneas, fazendo dela a perfeita rival de Vênus. Escrevendo sobre Ana Bolena, George Wyatt (neto de Thomas Wyatt) a descreveu como uma mulher de “rara e admirável beleza”.

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Ana Bolena em dois de seus retratos mais conhecidos: o da esquerda localizado na Galeria Nacional de Retratos de Londres, e o da direita no Castelo de Hever (Kent).

Com efeito, George Wyatt tivera acesso a relatos de pessoas que conheceram Ana Bolena para compor um manuscrito intitulado Life of Queen Anne Boleigne (Vida da Rainha Ana Bolena), que ele passou para seu sobrinho em 1623. Seu ponto de vista é visivelmente favorável à Ana, exceto por algumas descrições que ainda permanecem enraizadas na cultura popular:

… ali encontrava-se, de fato, em cima do lado de sua unha, em cima de um de seus dedos, uma pequena amostra de unha [extra], mas tão pequena, que pelo relato daqueles que a viram numa ocasião, parecia que fora trabalhada para dar maior graça à sua mão, como a ponta de um de seus outros dedos poderia ser, e geralmente era escondido por ela sem qualquer defeito a ele. Do mesmo modo, disserem que sobre algumas partes de seu corpo incidiam pequenas manchas…

Antonia Fraser (2010, p. 167) considera que essas manchas atuavam no corpo de Ana como pequenos sinais que a embelezavam sem, contudo, desfigura-la. Assim como ela, Eric Ives (2010, p. 40) acredita que uma simples malformação em um de seus dedos poderia ser possível, ou uma ou duas manchas, mas nunca o desastre que Nicholas Sander, autor de De Origine ac Progressu Schismatis Anglicani (1585), descreveu. De acordo com Sander, um católico que deixou a Inglaterra durante o reinado de Elizabeth I e depois se tornou jesuíta, Ana Bolena era desfigurada por uma imensa papeira que ela escondia com a gola alta de seus vestidos, uma grande quantidade de verrugas cobria seu corpo, seis dedos em uma das mãos e um dente projetado para fora dos lábios. Entretanto, Sander tinha apenas 9 anos quando Ana morreu (1536) e é provável que nunca a tenha visto (FRASER, 2010, p. 167). Além do mais, golas altas em vestidos não eram usadas durante o reinado de Henrique VIII. Destarte, é de presumir que dificilmente uma deformidade como essas chamaria a atenção dos homens, especialmente do rei.

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Outras versões de retratos de NPG e do Castelo de Hever, espalhados em várias galerias.

Entretanto, seu relato coincide com o de outros quanto às outras características de Ana, tais como: estatura mediana, cabelo escuro e rosto oval, e parece também concordar com George Wyatt no que diz respeito aos seis dedos. Para Bordo:

Desde a morte de Ana, os corpos enterrados na capela de St. Peter ad Vincula foram exumados e nenhum dos esqueletos apresentou evidência de um sexto dedo. No entanto, há quem acredite atualmente que o corpo de Ana não descansa ali. Mas remanescentes humanos à parte, se durante sua vida Ana possuía seis dedos, porque o olho de águia de Chapuys falhou em reportar isso? (BORDO, 2013, p. 29-30).

De fato, Eustace Chapuys, embaixador imperial na Inglaterra, era um dos mais virulentos atacantes de Ana. Em seus despachos, ele não cansava de diminuir a figura da segunda esposa de Henrique VIII, referindo-se a ela como prostituta e relatando (e muitas vezes exagerando) as más opiniões da população e da corte sobre ela. Por que ele deixaria de mencionar a evidência de um sexto dedo numa das mãos da mesma, que poderia ser facilmente interpretado como um toque do diabo e sinal de bruxaria? Isso só reforça a conclusão de que para além dos cabelos e olhos escuros, a pele em tons de oliva, as pequenas manchas, e a evidência de uma pequena unha em seu dedo mindinho, nós ainda não estamos muito certos sobre como Ana Bolena realmente se parecia. Depois de sua morte, Henrique ordenou que todos os pertences dela fossem destruídos, inclusive seus retratos originais. Os que sobreviveram são cópias e/ou interpretações discordantes entre si (BORDO, 2013, p. 30). Voltemos agora nosso foco para uma análise dos quadros da rainha Ana.

Como dito no início desse texto, a única imagem contemporânea de Ana Bolena que sobreviveu à posteridade é um medalha de 1534, feita possivelmente para comemorar sua segunda gravidez (IVES, 2010, p. 41). Contudo, os retratos mais associados a ela são os do Castelo de Hever (Kent) e o da Galeria Nacional de Retratos de Londres (National Portrait Gallery – NPG), que trazem as seguintes inscrições: Anne Bolina Angliae Regina (Ana Bolena Rainha da Inglaterra) e Anna Bolina Uxor Henrici Octavi (Ana Bolena Esposa de Henrique VIII), respectivamente. Existem várias versões dessas duas imagens, espalhadas por outras galerias. Na maioria delas, observamos uma mulher usando roupas pretas seguindo a moda da primeira metade do século XVI, um capelo francês adornado com pérolas, um pingente como o “B” de Bolena, e com as mesmas características descritas em Ana. Porém, quando comparamos os quadros observamos discordância faciais significativas, derivadas do olhar diferenciado de cada pintor.

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Miniatura de uma mulher aceita como Ana Bolena, atribuída a Lucas Horenbout (Coleção do Duque de Buccleuch).

Na opinião de G. W. Bernard (2010, p. 197) é possível que os retratos expostos em Hever e na NPG possam ser cópias, feitas a partir de um original da década de 1530, a julgar pelas roupas de Ana. Não obstante, os contornos dos rostos nos dois retratos são claramente definidos sem sinais de reformulação, o que implica a dependência de um modelo original. Uma sugestão argumentada por Bernard é que o retrato original tenha sido pintado por Lucas Horenbout, considerado o autor de duas supostas miniaturas de Ana Bolena, uma localizada na coleção do Duque de Buccleuch e a outra no Royal Ontario Museum (Toronto). No retrato em Toronto, podemos ler a inscrição “ano xxv”, o que significa dizer que a mulher na imagem tinha 25 anos. Se Ana nasceu em 1501, como geralmente acredita-se, então a miniatura fora pintada entre 1526-27. Entretanto, explica Bernard (p. 196), alguns historiadores acreditam que essa data é muito cedo para que Henrique VIII, já apaixonado, comissionasse algum retrato da amada. Outros, por sua vez, argumentam que a existência dos retratos poderia demonstrar uma evidência independente do tempo de Ana Bolena antes de seu relacionamento com o rei. Já para Alison Weir (1992), a mulher na miniatura não se trata de Ana, mas de sua irmã, Maria.

Outra sugestão de autoria do retrato que serviu de modelo para o de Hever e o da NPG recai sobre os ombros de Hans Holbein, que estava na Inglaterra desde 1532 e provavelmente pintara Ana. Existem dois rascunhos feitos por ele, parte de um livro de desenhos adquirido por Henrique VIII após a morte de Holbein. Em um deles (hoje localizado no Museu Britânico), lemos a inscrição em latim feita em 1649 que diz: “Ana Bolena, decapitada em 19 de maio de 1536”, e “Ana Bolena Rainha”, no outro (pertencente à Coleção Real do Castelo de Windsor). Nas duas imagens não vemos a mesma pessoa, e apesar do rascunho no Museu Britânico apresentar certa semelhança com os retratos de Hever/NPG, no de Windsor observamos uma mulher com trajes informais e provavelmente vestida para dormir.  A identificação deste último retrato, por sua vez, fora oferecida por Jonh Cheke, tutor do príncipe Edward e que estava numa aparente posição de autoridade para fazê-lo.

Todavia, Eric Ives (2010, p. 41) argumenta que o trabalho de Cheke é suspeito, pois muitas de suas supostas identificações de outros rascunhos de Holbein acabaram se mostrando incorretas, e nesse caso é possível que a imagem com a inscrição “Ana Bolena Rainha” esteja ligada à família Wyatt. Não obstante, por que uma rainha iria comissionar um retrato seu em trajes tão informais? Na opinião de Bernard (2010, p. 197), é possível que a imagem estivesse inacabada e que o artista ainda estaria trabalhando para deixa-la com um aspecto mais formal. Em todo caso, não podemos tomar os rascunhos do Museu Britânico e o do Castelo de Windsor como evidências sérias da fisionomia de Ana Bolena. Por outro lado, existem dois retratos adicionados ao fecho de um anel da Rainha Elizabeth I que pode oferecer mais luz a essa questão. Um deles representa a própria monarca, enquanto no outro observamos um mulher de rosto oval, vestida de acordo com moda nos tempos de Henrique VIII e que provavelmente se trata da mãe da soberana. Porém, sua identidade ainda não é conclusiva.

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Rascunhos de Hans Holbein de duas mulheres identificadas (provavelmente de forma errada) como Ana Bolena: o da esquerda está exposto no Museu Britânico e o da direita faz parte da Coleção Real do Castelo de Windsor.

Durante o período elisabetano, tornou-se popular entre a nobreza e a gentry expor retratos de reis e rainhas em suas casas, especialmente em corredores e longas galerias como forma de demonstrar lealdade. A maioria dessas imagens não é fruto de um trabalho de grande qualidade, como podemos notar entre as muitas versões dos quadros de Ana Bolena. Em alguns casos, os artistas pintavam aquilo que acreditavam que seus patronos queriam em vez de uma cópia fidedigna. Sendo assim, não era difícil que alguma confusão pudesse acontecer. Por exemplo: o retrato que por muito tempo fora tido como de Lady Jane Grey, acabou sendo identificado como de Catarina Parr, da mesma forma que em 2013 um especialista da NPG chegou à conclusão que um dos supostos quadros da sexta esposa de Henrique VIII, na verdade representava sua primeira, ou seja, Catarina de Aragão.

Recentemente especulou-se que os retratos de Ana Bolena, incluído o de Hever e o da NPG, poderiam ser cópias ou variações de um original não de Ana, mas de Mary, irmã de Henrique. Um suporte circunstancial para essa sugestão, além da semelhança de traços faciais, é que o colar de pérolas com o broche “B” não significava Bolena, e sim Brandon, sobrenome do segundo esposo de Mary, Charles, duque de Suffolk. Contudo, G. W. Bernard (2010, p. 199) desacredita essa suposição ao levantar o fato de que Henrique VIII, em suas cartas de amor, usava as inicias A.B. de sua amada. Além disso, Mary era irmã do Rei da Inglaterra e Rainha viúva da França, então porque ela seria pintada, mesmo se tratando de um retrato da segunda metade do século XVI, fazendo referência a uma família de linhagem não tão distinta? O mais intrigante para Bernard é que a mulher do retrato da NPG apresenta cabelos e olhos castanhos, diferentemente dos cabelos e olhos escuros descritos em Ana. Sobre esse aspecto, é interessante recordar o verso que o Rei Francisco I escreveu, e que é geralmente aceito como sendo para Ana¹:

Venus était blonde, on m’a dit

L’on voit bien, qu’elle est brunette.

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Miniatura de Ana Bolena, por John Hoskins (c. 1590-1664/5).

Brunnette, ressalta Bordo (2013, p. 32), pode ser traduzindo em inglês para “brown” (marrom), uma possível referência ao tom de pele de Ana Bolena bem como a seu cabelo. Além disso, o fato de no retrato da NPG eles aparecerem mais claros, pode ser interpretado como um recurso do artista para deixar a modelo mais adequada aos padrões de beleza do período. Por último, há a miniatura pintada por John Hoskins (c. 1590-1664/5), que provavelmente teve acesso ao mesmo modelo original que serviu de base para os quadros de Hever e da NPG. Nesse sentido, Ives (2010, p. 43) conclui que os retratos mais fiéis à Ana Bolena são a medalha de 1534, a mulher no anel de Elizabeth, as duas versões no castelo de Hever e na Galeria Nacional de Retratos de Londres, e a miniatura de Hoskins. Em todas elas, o que fica marcante na retratada é o seu sorriso enigmático de Gioconda, como se ela estivesse rindo de alguma coisa que o observador não sabe, e que dificilmente virá a descobrir.

Referências Bibliográficas:

BERNARD, G.W. Anne Boleyn: fatal attractions. – London: Yale University Press, 2010.

BORDO, Susan. The creation of Anne Boleyn: a new look at England’s most notorious queen. – New York: Houghton Mifflin Harcourt, 2013.

FRASER, Antonia. As Seis Mulheres de Henrique VIII. Tradução de Luiz Carlos Do Nascimento E Silva. 2ª edição. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010.

IVES, Eric W. The life and death of Anne Boleyn: ‘the most happy’. – United Kingdom: Blackwell Publishing, 2010.

LOADES, David. As Rainhas Tudor – o poder no feminino em Inglaterra (séculos XV-XVII). Tradução de Paulo Mendes. – Portugal: Caleidoscópio, 2010.

NORTON, Elizabeth. The Anne Boleyn Papers. – Gloucestershire, 2013.

WEIR, Alison. The Six Wives of Henry VIII.  – New York: Grove Press, 1992.

Notas:

¹ Esta informação é proveniente do livro “The Six Wives of Henry VIII”, escrito por Alison Weir, porém, a autora não cita na obra sua fonte para afirmar que os verso escrito pelo rei Francisco I era dedicado a Ana Bolena.

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8 comentários sobre “A beleza feminina no Renascimento e seu contraste nos retratos de Ana Bolena

  1. “Disseram-me que Vênus era loura, mas bem se vê que ela é morena”. Adoro esse verso do Francisco I, apesar de não se ter certeza se era mesmo para Ana,kkkkkk
    Realmente sempre me perguntei em como realmente seria a minha querida Ana, porém sempre vou imaginar que ela era realmente bonita, até pq como ela chamaria a atenção de um Rei, se não fosse bonita?! Tento imaginá-la assim como aquela reprodução de cera que fizeram dela com base nesses retratos (apesar de nem eles serem exatamente fiéis), mas só de vê-la aquela reprodução dá para se notar que Ana era bonita, até mesmo para os padrões cada vez mais exigente da atualidade.
    O engraçado é que isso se reflete até mesmo nos filmes, em cada época uma Ana com um tipo de beleza diferente, de Henny Porten à Natalie Dormer, todas representando uma Ana, porém não chegando próximas a verdadeira (acho que o mais próximo que chegaram foram com as duas adaptações de The Other Boleyn Girl, tanto a Jodhly May quanto a Natalie Portman são as mais próximas da Ana que já tivemos em filmes, e isso com base apenas nessas descrições que nem sabemos o quanto são verdadeiras,kkkkkk)
    Mas se tem um coisa que em todas representações de Ana tanto em quadros quanto em filmes e etc me chamam atenção, é o seu charme e seu olhar sedutor, Ana e seus belos olhos escuros, mas com alguma coisa a mais, uma coisa que te convida a conhecê-la, porém ao mesmo tempo nunca a conhecê-la de verdade,kkkkk. Ótimo artigo Renato, ansiosa pelos próximos! Bjs!

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    • Muito Obrigado, Camila.
      Ana Bolena era uma mulher de espírito irreverente e seus modos acabavam por atrair as atenções dos outros para si mesma. Ela era filha de um cortesão e uma dama por excelência. Sempre vou imaginá-la como a mulher do retrato da NPG, não importa o quento discordem da veracidade deste.
      Grande Abraço!

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  2. Sem dúvida esse se tornou um dos meus artigos (mas que é seu na verdade kk) preferidos. Estudar Ana Bolena é quase um quarto escuro com apenas uma chama que brinca com sua imaginação e te fascina, impedindo que você queira sair de lá. Meu sonho é que descobrissem seus restos mortais – de certeza – e fizessem uma reconstituição facial para acabar com o mistério. Enquanto isso não acontece é se contentar com as parcas descrições que chegaram ao século XXI e decidir com qual teoria você concorda. Eu, por exemplo, nunca acreditei que os esboços de Holbein pudessem ser Ana, embora tenha lido em um site de língua inglesa (não sei se posso dizer qual é) evidências que fortalecem a suposição. Adorei quando você escreveu que são duas mulheres diferentes, é tão óbvio e mesmo assim ignoram! Mudando de assunto, seria tão bom que o retrato original que inspirou a grande maioria tivesse sobrevido, porque parece que sobreviveu algum tempo após a queda dela. Enfim, vou parar de escrever enquanto ainda tenho controle para tal.

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    • Fico extremamente feliz que tenha gostado, Rayssa. Infelizmente não sobreviveu qualquer retrato contemporâneo da Ana. O que nos resta do tempo de vida dela é apenas a medalha de 1534, mas os traços faciais desta, apesar de danificados, coincidem com os retratos de Hever e da NPG, especialmente o contorno do rosto.
      Também não acredito que os rascunhos de Holbein representem a Ana.
      Espero que você continue acompanhando as postagens de nosso especial.
      Abraços!!!

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  3. Descobri esse site por acaso, possui matérias muito interessantes em relação a dinastia tudor e outras famílias reais, está de parabéns pelo trabalho feito gostei muito XD.

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  4. Para chamar a atenção de um homem neste caso o rei contra o que a maioria pensa não é necessário ser se muito bela temos o caso de Inglaterra o rei Eduardo que se apaixonou por uma mulher sem qualquer beleza e ainda por cima divorciada e que abdicou em favor de Elizabete ,agora lá teria encantos de alcova que só mesmo os homens sabem explicar.

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