Do vestido de noiva ao da vingança: como a princesa Diana usou a moda como um ato de expressão!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

A princesa Diana foi uma das personalidades mais influentes dos anos 1980 e 1990. O mundo todo acompanhou a trajetória da jovem de 19 anos que entrou para a família mais famosa de todas: os Windsor, liderada pela figura austera da rainha Elizabeth II do Reino Unido. De moça insegura e retraída, com olhar baixo e sorriso tímido, Diana foi ganhando maior confiança em si à medida que sua celebridade era fabricada por uma série de jornais e revistas, que vendiam exemplares aos montes, com uma foto da princesa de Gales estampada na capa, acompanhada de alguma chamada sensacionalista. Por meio dessas publicações, da televisão e do rádio, a população consumia embevecida os detalhes da vida privada da esposa de Charles de Gales. Assim, ela assumiu uma posição de destaque dentro da instituição para a qual entrou pelo casamento e sua celebridade ultrapassou a do próprio marido. As pessoas se lembravam da jovem noiva entrando na catedral de São Paulo para fazer os seus votos matrimoniais em 29 de julho de 1981, da mãe amorosa dos príncipes William e Harry, da mulher que apoiava incondicionalmente instituições de caridade e abraçava efusivamente crianças de vários lugares e de condições sociais menos favorecidas, algo que lhe rendeu o título de “princesa do povo”.

O estilo da princesa Diana no início dos anos 1980.

A princesa Diana, no início dos anos 1980.

A combinação de beleza, juventude e carisma, fez da princesa Diana se tornar um fenômeno global de mídia.

Todas essas imagens acerca da princesa Diana convivem lado a lado com outra: o ícone da moda, cujo estilo continua a servir de inspiração para muitas pessoas e outros membros da realeza, tais como suas noras Kate e Meghan. Diana usava a moda como ferramenta de expressão, não como mero adereço. Analisando as suas escolhas de roupas ao logo da vida, podemos observar a evolução de sua personalidade, que passou da timidez e recato, para algo mais confiante e ousado, que valorizasse seu corpo. Assim, a princesa conseguiu que criar uma marca própria, que continua tão moderna e relevante hoje, como certamente o foi em seu tempo de vida. Diana desafiou vários protocolos no que dizia respeito ao comportamento esperado de um membro da família real, como também na forma de se vestir. Isso se tornou em um traço indelével de sua personalidade, que tanto incomodava aos Windsor, quanto arrancava aplausos de multidões. Nessa matéria, procuramos apresentar a evolução do estilo da princesa de Gales, acompanhada de algumas informações fornecidas por ela mesma ao seu biógrafo, Andrew Morton, lançando assim um pouco mais de luz sobre a composição de sua imagem entre os anos de 1981 a 1997.

A primeira vez em que princesa de Gales chamou a atenção das lentes dos fotógrafos para a suas roupas foi quando ela ainda era Lady Diana Spencer. A futura esposa do príncipe Charles usou um longo preto sem alças, desenhado por Elizabeth e David Emanuel, durante a sua primeira aparição em um evento público ao lado do noivo, no Goldsmith’s Hall, no início de 1981. Quando observou o trajes que sua noiva estava usando, Charles a advertiu de que a roupa era inadequada para o evento, uma vez que o preto era usado pela realeza apenas em ocasiões de luto. “Mas eu ainda não faço parte de sua família”, foi o que Diana lhe respondeu diante da crítica. Ela escolheu o modelo em preto por considera-la uma cor mais elegante e jovial. Além disso, o vestido realçava o seu busto e valorizava sua cintura. Na mesma noite, ela conheceu Grace Kelly, princesa de Mônaco. As duas tiraram várias fotos juntas. Conforme Diana se recordou anos depois, ela estava bastante confusa naquele dia, sem saber ao certo de que lado usar a bolsa ou por qual porta entrar. Quando Grace percebeu sua insegurança diante de tantos olhares e lentes, a ex-estrela de Holywood lhe disse: “Não se preocupe, vai ficar pior”. Grace morreria um ano depois, em um trágico acidente de carro.

Lady Diana Spencer em um longo preto sem alças, desenhado por Elizabeth e David Emanuel.

Diana emagreceu bastante desde o anúncio do noivado e perdeu 10 cm de cintura, o que deixou sua família muito preocupada.

Foto do álbum de casamento da princesa Diana.

No dia 29 de julho de 1981, Lady Diana Spencer se casou com o príncipe de Gales na Catedral de São Paulo, em Londres. A cerimônia foi televisionada para cerca de 750 milhões de pessoas e outras tantas estavam apinhadas nas ruas da capital inglesa para ver a carruagem com a noiva passar. A mídia alardeava em todos os meios de comunicação sobre o que foi chamado de “O casamento do século” e “Um verdadeiro conto de fadas”. Anos depois, Diana falou que na noite anterior tinha sofrido um ataque de bulimia, coisa que vinha se tornando constante desde o anúncio do seu noivado. Ela emagreceu bastante e perdeu 10 cm de cintura, o que deixou sua família muito preocupada. A cada nova prova do vestido de noiva, mais ajustes precisavam ser feitos para adaptar a roupa ao seu corpo, que se tornava mais esguio. Diana falou sobre bulimia e distúrbios alimentares numa época em que tais temas eram praticamente ignorados pela imprensa; sobre como se sentia insegura com sua aparência e, principalmente, sobre sua união com Charles. É difícil olhar para as fotos do álbum de casamento, onde ela aparece vestida dentro de camadas e camadas de tafetá, e imaginar que por detrás desse sorriso se escondia uma mulher que precisava de ajuda.

O estilo da princesa Diana sofreu influência também de muitas outras culturas. Durante os primeiros anos de casamento, o casal viajou em turnê para muitos países que faziam parte da Comunidade de Nações, como o Canadá e a Austrália. À medida em que os problemas no casamento começaram a surgir, essas viagens e aparições públicas em conjunto começaram a ficar cada vez mais escassas. Diana logo adotou sua própria agenda de compromissos, que incluía visitas a hospitais para pessoas com câncer, abrigos de sem teto, creches e alojamentos para combatentes feridos. O trabalho social acabou se tornando um lenitivo para os problemas vividos na intimidade do casal e a bulimia era um resultado disso. Em suas confissões para Andrew Morton, Diana menciona uma conversa que teve com a rainha Elizabeth II sobre esse assunto. A princesa de Gales se ressentiu com o fato de a soberana perceber o seu transtorno alimentar como a razão de seus desentendimentos com Charles, e não uma consequência deles. Elizabeth também teria sugerido que a nora devia se dedicar a outros tipos de trabalhos “mais bonitos”, como instituições que cuidavam de animais. Diana respondeu ao seu secretário que “quando acabar as instituições para pessoas, então darei atenção às de animais”.

A princesa Diana durante uma visita oficial à Austrália em 1983, usando um vestido desenhado por Victor Eldestein.

A princesa de Gales usando um vestido desenhado por Donald Campbell, na Nova Zelândia.

Analisando as suas escolhas de roupas ao logo da vida, podemos observar a evolução de sua personalidade, que passou da timidez e recato, para algo mais confiante e ousado, que valorizasse seu corpo.

A maior parte desses modelos pode ser vista hoje no palácio de Kensington, em uma exposição permanente dedicada à princesa de Gales.

A maior parte desses modelos pode ser vista hoje no palácio de Kensington, em uma exposição permanente dedicada à princesa de Gales.

Durante a sua vida, Diana conheceu muitas celebridades e era estimada por muitos atores, cantores, modistas e fotógrafos. Nomes como Michael Jackson, Elton John, Gianni Versace e Patrick Demarchelier tiveram a oportunidade de estabelecer um contato pessoal com a princesa de Gales, quando não trabalhar diretamente com ela. Em novembro de 1985, ela dançou por 15 minutos com John Travolta, numa festa dada pelo presidente Ronald Reagan na Casa Branca Ele tinha sido informando pela primeira-dama, Nancy, que a princesa de Gales gostaria de uma dança. Sem perder tempo, Travolta foi até Diana, que estava sentada e lhe deu um leve toque nos ombros. Quando ela se virou para ele, o pedido foi feito. A princesa abaixou levemente a cabeça com um sorriso tímido, como era seu jeito característico quando queria dizer sim. Ele então a levou para o meio do salão e os dois deram um show na frente de todos os convidados. Sua roupa nessa ocasião se tornou tão memorável quanto a dança com o astro de “Grease”:  um longo de veludo azul-noturno, desenhado pelo estilista Victor Edelstein, com uma gargantilha composta por vários fios de pérolas presos por uma safira de formato elíptico. Diana o usaria em apenas mais três ocasiões: numa visita à Áustria, em 1986, na Royal Opera House, em 1991, e em 1997, para as lentes de Lorde Antony Armstrong-Jones.

Com efeito, uma das razões que fez a princesa Diana se tornar um fenômeno global de mídia foi a combinação de beleza, juventude e carisma. As pessoas podiam sentir a sua empatia e vontade de ser agradável. Muitas mulheres queriam saber como ela usava o cabelo para então copiar seu penteado, ou quais roupas ela estaria vestindo nas suas múltiplas aparições públicas. Isso fez da princesa de Gales um ícone da moda. Ao longo de sua trajetória na realeza, Diana manteve amizade com vários estilistas de grifes famosas e quase tudo o que ela usava virava tendência, como o longo azul-bebê desenhado por Catherine Walker, que ela escolheu para desfilar no festival de Cannes. Assim como Diana, outras princesas e rainhas que viveram antes dela fizeram da moda um ato de expressão. Mulheres como Maria Antonieta, Georgiana de Devonshire, Eugenia de Montijo, Elisabeth da Áustria (Sissi), ou a princesa Margaret Rose do Reino Unido, possuíam no seu tempo de vida um status de celebridade parecido com o da esposa do príncipe Charles. Tal como Diana, elas usaram sua popularidade para se promover enquanto ícones de uma geração e assim lançar tendências que até hoje são reinventadas no mundo todo. Infelizmente, o preço que pagaram pela fama foi alto demais.

O dia em que a princesa Diana dançou por 15 minutos com John Travolta, numa festa dada pelo presidente Ronald Reagan na Casa Branca, em novembro de 1985.

O longo azul-bebê desenhado por Catherine Walker, que ela escolheu para desfilar no festival de Cannes.

A Tiara Spencer

A Tiara Lover’s Knot

Tão notável quanto as roupas que Diana usava nesses eventos, eram as joias que davam um toque especial ao seu visual. De todas elas, duas peças merecem destaque: a primeira é a Tiara Spencer, criada originalmente no século XVIII e que esteve entre as posses da família por várias gerações. Ao longo delas, a joia foi passando por transformações significativas nas mãos de diversos joalheiros, incluindo o famoso Garrard. A armação de ouro com motivos florais é incrustada com diversos diamantes. Costumava ser utilizada pelas mulheres da família Spencer em celebrações de matrimônio. Durante seu casamento com Charles, a princesa deu continuidade à tradição de sua família e solicitou a tiara. Ela ainda a usaria em diversas ocasiões, por considera-la mais leve do que as outras que estavam à sua disposição. A segunda é a Tiara Lover’s Knot, que foi reservada para uso quase exclusivo da princesa de Gales. Encomendada em 1913 pela rainha Mary de Teck ao joalheiro Garrard, a joia é incrustrada com diamantes e pérolas naturais pendentes, em formato de gota, todas agrupadas sobre uma armação de ouro. A tiara foi sucessivamente usada pela rainha Elizabeth II, que a deu para usufruto de Diana. Com o divórcio do príncipe Charles, a peça ficou à disposição de outros membros da família real. Agora, é a duquesa de Cambridge, Kate Midleton, quem detém o seu usufruto.

Os fotógrafos que seguiam a princesa de Gales por todos os cantos foram rápidos em perceber que alguma coisa não estava bem no relacionamento dela com Charles, principalmente depois do nascimento do segundo filho do casal, Harry, em 1984. Diana não tentava disfarçar sua tristeza e afastamento do marido diante das câmeras. Logo, rumores de que ela mantinha uma relação extraconjugal começaram a ser divulgados em periódicos como o The Sun, após boatos de que Charles havia reatado seu caso com Camilla Parker-Bowles serem confirmados pela mídia. Supostos telefonemas do príncipe de Gales para sua amante foram divulgados pela impressa, assim como outras ligações de Diana para seu possível affair. Essas notícias chocaram o palácio de Buckingham e a rainha Elizabeth convidou o casal para uma visita, no intuito de resolver a situação. Charles se recusou a dar mais detalhes obre o caso, com medo de que a esposa pudesse vender os segredos para a imprensa e chamar ainda mais a atenção dos jornalistas para a vida privada de ambos. A princesa desabafou sobre como se sentia em relação à sua vida pessoal e ao casamento em uma série de conversas gravadas para a sua biografia, que estava sendo escrita por Andrew Morton. O livro rapidamente se tornou um best-seller.

A princesa Diana com o recém-nascido príncipe Harry, em 1984.

A princesa Diana com o recém-nascido príncipe Harry, em 1984.

O trabalho social acabou se tornando um lenitivo para os problemas vividos na intimidade do casal.

O trabalho social acabou se tornando um lenitivo para os problemas vividos na intimidade do casal.

Diana, em 1984.

Diana, em 1984.

O famoso vestido "Elvis"

O famoso vestido “Elvis”, que incluía um bolero de gola alta semelhante às jaquetas usadas pelo rei do rock em shows. Desenhado pela estilista Catherine Walker, Diana o usou pela primeira vez em 1989 para uma visita oficial a Hong Kong e depois no Britsh Fashion Awards, além de ter posado para as lentes de diversos fotógrafos.

Entre os dias 22 e 27 de abril 1991, a princesa Diana fez uma de suas últimas viagens na companhia do príncipe Charles, desta vez ao Brasil. O casal seguiu uma estrita agenda de compromissos, estabelecidos com o governo dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Em um deles, Diana usou um belíssimo vestido de um ombro só, desenhado por Catherine Walker (sua principal modista), com motivos florais. Na cabeça, a tiara Lover’s Knot. Durante sua estadia no país, ela visitou o Cristo Redentor e foi flagrada por paparazzi na piscina do hotel Copacabana Palace. Com efeito, a princesa aproveitou a oportunidade para fazer seu trabalho comunitário, visitando a Associação para crianças carentes de São Martinho, na Lapa, onde abraçou diversos meninos e meninas. Em São Paulo, Diana chamou mais uma vez a atenção dos olhos do mundo para a importância da humanização da Aids, numa época em que o preconceito contra portadores de HIV era muito grande. A princesa foi fotografada pegando no colo um bebê soropositivo, olhando diretamente e sorrindo para a criança, que lhe devolve o sorriso e brica com seu colar. Talvez seja o registro mais bonito de Diana por ocasião de sua passagem pelo Brasil. Mas, nem mesmo a viagem conjunta com Charles foi capaz de salvar o casamento. No final de 1992, eles anunciaram oficialmente que pretendiam viver separados.

Em junho de 1994, durante uma festa da Vanity Fair, a princesa Diana usou traje preto, desenhado por Christina Stambolian, que ficou conhecido como o “vestido da vingança”. A noite do evento coincidiu com a mesma data em que uma entrevista dada pelo príncipe Charles era exibida na TV aberta, na qual ele contava a sua versão sobre a separação da esposa, as traições de ambas as partes e assumia publicamente seu caso com Camilla Parker. Muitos imaginavam que Diana estaria triste e desolada nesse momento, mas quando ela apareceu na festa promovida pela revista com um sorriso radiante no rosto e usando um vestido de seda preto com corte ousado, que deixava seus ombros e pernas à mostra, a mídia interpretou essa atitude como uma resposta fashion para as revelações do príncipe de Gales. Porém, não se sabe ao certo se a princesa usou a roupa com essa intenção. Assim nasceu a história do “vestido da vingança”. Sem dúvidas, foi um dos momentos mais icônicos da vida de Diana. Dois anos depois, o casal finalmente se divorciou, após uma entrevista polêmica concedida pela princesa, onde ela dizia que havia “três pessoas no seu casamento” e que nunca imaginou que seria rainha um dia, devido à falta de apoio por parte dos membros da Casa Real. Para concluir, ela disse que preferia “ser rainha no coração das pessoas”.

Diana usando um belíssimo vestido de um ombro só, desenhado por Catherine Walker (sua principal modista), com motivos florais, durante sua visita ao Brasil.

Diana abraçando um bebê soropositivo em São Paulo, Brasil.

Diana abraçando um bebê soropositivo em São Paulo, Brasil.

A princesa Diana num longo vermelho, fotografada no Palácio de Kensington por Patrick Demarchelier.

A princesa Diana num longo vermelho, fotografada no Palácio de Kensington por Patrick Demarchelier.

O "vestido da vingança".

O “vestido da vingança”.

Depois do divórcio, Diana (já não mais um membro da realeza), começou uma nova existência, dedicada a trabalhos sociais e se permitiu vivenciar novos romances. Muitos jornais e revistas noticiaram como ela parecia mais leve e confiante consigo mesma. Em maio de 1997, seu filho de 15 anos, William, a convenceu a se desfazer da maior parte das peças de seu guarda-roupas em um leilão beneficente, cujos lucros seriam utilizados no tratamento de pessoas contaminadas com HIV. Ao longo de sua vida, Diana acumulou uma vasta coleção de roupas e joias, que, como vimos, foram tendência na moda dos anos 1980 e 1990. Os vestidos apresentavam a evolução do estilo da princesa de Gales, incluindo o longo preto que ela utilizou para dançar com John Travolta na Casa Branca em 1985, ou o famoso vestido “Elvis”, que incluía um bolero de gola alta semelhante às jaquetas usadas pelo rei do rock em shows. O leilão, organizado pela Christie’s, foi alardeado pela imprensa afora e compradores de vários lugares deram lances valiosos. Estima-se que a venda das peças tenha arrecadado mais de 5 milhões de dólares (uma soma considerável na época) para os trabalhos de caridade de Diana. A maior parte desses modelos pode ser vista hoje no palácio de Kensington, em uma exposição permanente dedicada à princesa de Gales.

Uma das partes mais controversas da história de Diana Spencer foi a sua relação com os holofotes. Ela tanto se alimentava da imprensa, quanto a imprensa se alimentava dela. Sabia vestir para impressionar e que no dia seguinte uma foto sua acabaria estampada na capa de qualquer jornal. Todavia, essa relação nem sempre foi benéfica para a sua imagem e houve momentos em que ela perdeu o controle da situação. Os paparazzi não queriam apenas fotos suas sorrindo, bem vestida, abraçando os filhos ou fazendo trabalhos de claridade em hospitais e comunidades carentes. Queriam a princesa em situações embaraçosas, na companhia de algum homem misterioso, ou de biquíni na varanda de algum hotel. Eram essas fotos que davam dinheiro e algumas delas chegavam a ser vendidas por 500 mil dólares para o comprador certo. 40 homens com câmaras ou mais a seguiram por todo canto, em aeroportos, cinema, lojas, sendo difícil os despistar. Alguns chegavam a ser agressivos em suas maneiras, na expectativa de fotografar uma reação violenta de Diana. A situação chegou ao limite em Paris, na noite de 30 para 31 de agosto de 1997, quando, na tentativa de se livrar de um time de paparazzi, seu carro chocou de frente com um pilar no túnel das almas, ceifando as vidas de quase todos os passageiros do veículo, inclusive a da princesa de Gales, aos 36 anos de idade.

A princesa Diana em 1991, usando Versace para as lentes de Patrick Demarchelier.

A princesa Diana em 1991, usando Versace para as lentes de Patrick Demarchelier.

A princesa Diana em 1991, usando Versace para as lentes de Patrick Demarchelier.

A princesa Diana em 1991, usando Versace para as lentes de Patrick Demarchelier.

Uma das partes mais controversas da história de Diana Spencer foi a sua relação com os holofotes. Ela tanto se alimentava da imprensa, quanto a imprensa se alimentava dela.

Uma das partes mais controversas da história de Diana Spencer foi a sua relação com os holofotes. Ela tanto se alimentava da imprensa, quanto a imprensa se alimentava dela.

Um dos últimos ensaios fotográficos da princesa Diana, para as lentes de Mario Testino.

Um dos últimos ensaios fotográficos da princesa Diana, para as lentes de Mario Testino. Pouco tempo depois, na noite de 30 para 31 de agosto de 1997, na tentativa de se livrar de um time de paparazzi, seu carro chocou de frente com um pilar no túnel das almas, ceifando as vidas de quase todos os passageiros do veículo, inclusive a da princesa de Gales, aos 36 anos de idade.

Referências Bibliográficas:

MARR, Andrew. A real Elizabeth: uma visão inteligente e intimista do papel de uma monarca em pleno século XXI. Tradução de Elisa Duarte Teixeira. São Paulo: Editora Europa, 2012.

MORTON, Andrew. Diana: sua verdadeira história em suas próprias palavras. Rio de Janeiro: Best Seller, 2013.

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