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Download da matéria “O Rei e Nós”, publicada pela edição 2034 da Revista Veja!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Na madrugada de 17 de novembro de 1889, a família imperial era expulsa do Brasil por ordem do recém-instaurado governo republicano. Com sua partida, findava-se um período relevante da nossa história, marcada por grande desenvolvimento econômico e cultural, assim como pela escravidão. A monarquia brasileira deixou para nós o legado de grandes personalidades, como é o caso de José Bonifácio, D. Pedro I e Dona Leopoldina. Dos quatro filhos do jovem casal de imperadores, nenhum foi tão importante quanto D. Pedro II, um homem que, apesar de ser filho de pai português e mãe austríaca, era um legítimo brasileiro, de corpo e alma. Quando ele subiu ao trono, em 1840, aos 14 anos, seu reino era um país atrasado em todas as esferas do poder. Quase 50 anos depois, já estávamos acompanhado a marcha do desenvolvimento em paralelo com as principais potências europeias. Contudo, a coroa era um fardo que este imperador dos trópicos jamais desejou. Certa vez, ele disse que preferia ser “professor ou presidente da república”. Apesar de ser um representante do regime monárquico, Pedro II nutria todos os ideias republicanos, conforme podemos observar na matéria “Coração de Presidente”, publicada pela edição nº 2.034 da revista VEJA. Continuar lendo

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Eleonora de Toledo e a moda feminina italiana de meados do século XVI

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Desde o princípio, o homem sentiu a necessidade de preservar as sua feições de forma que durassem por toda a eternidade. Nas antigas civilizações, a arte da escultura foi dominada com quase perfeição. Os romanos, por exemplo, conseguiam reproduzir na rocha até mesmo os poros da pele. Com a ascensão do cristianismo, a pintura de imagens de santos passou a ser cultivada entre as elites da época. Apenas reis e altos membros da nobreza tinham seus retratos pintados. Essa situação, contudo, sofreu uma transformação no período do renascimento cultural, quando a burguesia passou a contratar artistas para retratarem cenas do cotidiano do lar burguês, como podemos observar na famosa tela de Jan van Eyck, exibindo o casal Arnolfini (1434). A peça é uma obra prima do realismo e demonstra a preocupação das pessoas daquela época com a imortalidade da sua imagem. Quando um retrato dito de Estado era pintado, um pouco de propaganda também era inclusa no trabalho de arte, conforme ficou evidente nas telas de Hans Holbein, François Clouet e Agnolo Bronzino. Este último se tornou famoso por seus quadros de membros da família italiana Médici, entre os quias, Eleonora de Toledo. Continuar lendo

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Os Romanov serão objeto de uma grande exposição na cidade de Saint-Briac (França)!

Desde que foram assassinados pelos bolcheviques, em 17 de junho de 1918, o czar Nicolau II, sua esposa Alexandra Feodorvana, suas filhas Olga, Tatiana, Maria e Anastásia, assim como o herdeiro Alexei, têm sido objeto de uma espécie de culto que se intensifica ao longo dos anos. Inúmeras teorias sobre uma possivel fulga das vítimas fora alimentada por muitas pessoas, que se apegavam à vaga esperança de que alguma delas poderia ter sobrevivido, como é o caso da Grã-Duquesa Anastásia, para quem já foi dedicada até mesmo um desenho animado. A curiosidade que cerca a última família de governantes da Rússia Imperial se manifesta tanto através de livros, como filmes e inclusive por meio de exposições, como a que a está para ocorrer na cidade de Saint-Briac, localizada no oeste francês. Continuar lendo

Mary Stuart, Antonieta e Leopoldina

Próximas até no infortúnio: o parentesco entre Mary Stuart, Maria Antonieta e Dona Leopoldina

 Por: Renato Drummond Tapioca Neto

A História dita tradicional prezou por ilustrar os feitos de grandes homens do passando, relegando às mulheres a um papel quase secundário. Com frequência, ouvimos falar mais de reis do passado ou de líderes militares, do que de suas companheiras. Algumas delas, quando lembradas, o são mais por seus defeitos, em detrimento das suas virtudes. Das soberanas trágicas de nossa história, nenhuma é mais famosa que Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena. Decapitada em 16 de outubro de 1793, em meio à fase do Terror da Revolução Francesa, sua imagem passou por uma série de transformações e até hoje há quem a considere a maior de todas as responsáveis pelas misérias da França, mesmo que seus gastos nãos consumissem sequer 1/6 do tesouro nacional. Antonieta passou então para a posteridade como uma gastadeira e esposa adúltera. Situação semelhante foi vivida 200 antes por outra rainha da França, Mary Stuart, que, por sua vez, também era rainha da Escócia e pretendente à coroa inglesa. Acusada de traição, Mary foi decapitada por ordens de sua prima, Elizabeth I, em 8 de fevereiro de 1587, ganhando depois de sua morte a fama de conspiradora e, inclusive, assassina de maridos. Quantas coisas em comum essas duas mulheres possuem: ambas tiveram uma juventude dourada, passaram por dificuldades semelhantes e tiveram o mesmo fim. Contudo, a relação entre Mary Stuart e Maria Antonieta ultrapassa a mera casualidade. Ela também é sanguínea, conforme veremos no texto a seguir. Continuar lendo

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Rainhas em Grafiti – 38

Ilustração de Elizabeth I, feita por Isla Antonello. Se você tiver um desenho legal, de alguma rainha da história, então envie para nossa página no facebook. Os mais criativos serão publicados no blog!

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