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Rainhas em Grafiti – 40

Arte contemporânea, retratando Maria Antonieta, feita pela artista Aline Pascholati (acrílico e óleo sobre tela, 50X40cm, 2014).

Arte contemporânea, retratando Maria Antonieta, feita pela artista Aline Pascholati (acrílico e óleo sobre tela, 50X40cm, 2014).

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Como arruinar uma rainha: a propaganda pornográfica usada contra Maria Antonieta

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena continua sendo alvo de muita fofoca entre os círculos de amantes da história. O motivo para tanto falatório é mais do que óbvio: nenhuma outra rainha do passado teve seu nome ligado a mais escândalos do que a esposa de Luís XVI. Num esforço ainda maior de denegrir a imagem da soberana, muitos a condenam como a maior responsável pelas misérias da França, atribuindo à mesma frases como “se não tem pão, que comam brioches”, ou coisas do tipo. Sua vida sexual, inclusive, constitui-se no tema preferido dos detratores. Até hoje são comuns os rumores dos casos extra-conjugais de Antonieta com o conde sueco Axel de Fersen, assim como com outros nobres da corte. Não satisfeita, a imprensa pornográfica do final do século XVIII fez questão de retratar a rainha da França como a protagonista de uma série de orgias no palácio de Versalhes, onde ela não apenas dormia com cavalariços, como também com suas amigas: a duquesa de Polignac e a princesa de Lamballe. As fotos que se seguem abaixo são digitalizações dos panfletos pornográficos que circulavam em Paris e na Europa durante o período pré-revolucionário. Continuar lendo

Leopoldina - Capa

A vida íntima da Imperatriz: resenha da nova biografia de Dona Leopoldina, escrita por Marsilio Cassotti

CASSOTTI, Marsilio. A biografia íntima de Leopoldina: a imperatriz que conseguiu a independência do Brasil. Tradução de Sandra Martha Dolinsky. – São Paulo: Planeta, 2015.

Dos três personagens que mais contribuíram no processo de emancipação política do Brasil, em 1822, a figura de D. Leopoldina permanece ainda quase desconhecida pelo atuais brasileiros. Comparada com D. Pedro I e José Bonifácio, a relevância atribuída a essa distinta arquiduquesa da casa d’Áustria é bastante inferior. Durante o século passado, alguns historiadores e biógrafos se preocuparam em resgatar a sua importância histórica. No aniversário de 150 anos da Independência, por exemplo, o Conselho Federal de Cultura publicou aquela que ainda é considerada a melhor biografia já escrita sobre a primeira imperatriz do Brasil, de autoria de Carlos H. Oberacker Jr., que se tornou leitura obrigatória para todo trabalho posterior referente à soberana. Até recentemente, novos esforços têm sido empreendidos em prol do resgate da memória de Leopoldina. Suas cartas destinadas a parentes e amigos foram compiladas e publicadas, exposições foram feitas em sua homenagem e ela também foi tema de palestras e eventos. Inclusive, seus restos mortais, atualmente sepultados no Monumento ao Centenário da Independência (São Paulo – SP), já foram estudados e preservados. Agora, uma nova biografia sobre a imperatriz acaba de chegar nas livrarias, trazendo em suas páginas uma Leopoldina mais emotiva do que a soberana introspectiva que até então acreditávamos conhecer. Continuar lendo

The Women of Game of Thrones series by Leann Hill - Cópia

As rainhas na obra de George R. R. Martin: o poder das mulheres (Conclusão)

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Sucesso mundial, a série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, escrita por George R. R. Martin, povoou as mentes dos leitores com personagens inesquecíveis e criaturas fantásticas, habitando um continente dividido por sete reinos. Westeros tem de quase tudo um pouco do nosso mundo, desde sua paisagem, religião e até mesmo a hierarquia social. A corte de Porto Real é um verdadeiro palco para conspirações e intrigas protagonizadas por reis e rainhas, lordes e ladys. É o cenário ideal para mulheres como Margaery Tyrell, a rainha consorte, e Cersei Lannister, a rainha regente, disputando pela posse do rei-menino, Tommen Baratheon. Enquanto isso, do outro lado do mar estreito, Daenerys Targaryen, a rainha reinante, se prepara para retornar com fogo e sangue, e acabar de uma vez por todas com o jogo dos tronos. Westeros é também o lar de outras mulheres empoderadas, como Asha Greyjoy e Arianne Martell; de guerreiras como Brienne de Tarth, Arya Stark e Ygritte, ou donzelas sonhadoras como Sansa; de sacerdotisas como Melisandre e amantes como Shae e Ellaria Sand. Mas principalmente é o lugar de mães, como Catelyn Stark, cuja maior preocupação é ver a segurança e a felicidade dos filhos. São várias mulheres no meio de uma única luta. Várias faces de um mesmo rosto feminino que clama por igualdade e respeito dentro da sociedade. Voltemos então a nossa atenção para o poder das rainhas em Game of Thrones. Continuar lendo

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As rainhas na obra de George R. R. Martin: Daenerys Targaryen, a rainha reinante.

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Em 129 d.C. (depois da Conquista) o continente de Westeros era palco de uma das guerras mais sangrentas que sua história já registrou: a disputa entre os irmãos Rhaenyra e Aegon Targaryen pelo Trono de Ferro. Os cantores batizaram esse conflito de “A Dança dos Dragões”, embora “Morte dos Dragões” fosse um título muito mais adequado. Todos os sete reinos permaneceram divididos, com cada lado apoiando um dos pretendentes. As consequências foram catastróficas para as duas facções, especialmente para a casa Targaryen: seus dragões, o orgulho da dinastia, pereceram no conflito. A própria Rhaenyra foi devorada diante dos olhos de seu filho por Sunfyre, a criatura que pertencia ao seu irmão. Consequentemente, criou-se entre os conselheiros do rei o receio de que outra mulher viesse a ocupar o trono. Por quase 150 anos, as tentativas empreendidas para tentar fazer chocar os ovos de dragão restantes se mostraram inúteis, até que uma garota de 16 anos, a última da sua linhagem, descobriu como. Ele entrou numa grande pira funerária com três ovos petrificados. Para espanto de todos, quando o fogo cessou, observou-se que a jovem não só tinha permanecido intocada pelas chamas como também carregava no seu colo três bebês dragões. Seu nome era Daenerys Targaryen! Continuar lendo