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Comentários da série “The Tudors” – Capítulo 1×09

Uma rainha difamada, um rei com problemas de consciência e o futuro de Inglaterra nas mãos de dois cardeais. Muitas vidas dependem da decisão de ambos, enquanto uma verdadeira conspiração entre a nobreza é feita para destronar uma das mentes políticas mais brilhantes que o país já conheceu. A arma dessa facção é nada menos que uma jovem e sedutora dama, com suas próprias ambições e cansada de tanto esperar pelo príncipe encantado. Mas até que os desejos dela se cumpram, muitos obstáculos ainda precisam ser derrubados. Continuar lendo

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A filosofia de “Maleficent”: o discurso sobre o amor verdadeiro na história da vilã mais famosa da Disney

ALERTA: Esse texto contém spoilers do filme “Maleficent” (2014)!

“Era uma vez uma bela princesa, que foi amaldiçoada por uma fada má no dia de seu batizado: antes do pôr do sol, no dia em que ela completasse 16 anos, ela picaria seu dedo no fuso de uma roca e em seguida cairia no sono da morte. Somente um beijo de amor verdadeiro poderia acordá-la e então a princesa viveria feliz para sempre”. O leitor provavelmente já conhece a história da Bela Adormecida, um dos maiores clássicos infantis de todos os tempos, já reescrito sob a pena de muitos escritores ao longo dos anos. Contudo, no século XX foi possível trazer o conto para as telas do cinema em formato de animação, no intuito de encantar o público através de cenas coloridas e uma belíssima trilha sonora. É difícil encontrar hoje um adulto que, quando criança, não se tenha deixado seduzir pelos filmes da Disney, passando essa tradição para seus filhos e depois para os filhos destes. Mas tão interessante quanto os mocinhos das histórias, são os vilões e sua aparente maldade sem limites. Que fizeram eles para se aliarem às forças das trevas? Será que não tiveram antes um passado de desilusões e tristezas? Perguntas como essas se tornam cada vez mais comuns nos telespectadores de hoje em dia, que procuram sempre uma justificativa para o comportamento deste ou daquele vilão. Continuar lendo

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100 anos da Primeira Guerra Mundial: uma visão panorâmica da Europa antes do conflito

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Muitas coisas vêm à cabeça do pesquisador quando o nome Primeira Guerra Mundial é mencionado: as potências europeias divididas em dois blocos; o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em 28 de junho de 1914; a guerra de trincheiras; o uso do avião, do tanque e do submarino; a ascensão dos Estados Unidos como primeira potência mundial após o término do conflito. Na esfera demográfica, a guerra deixou aproximadamente 8 milhões de mortos e mais de 20 milhões de pessoas mutiladas, o que representou para a Europa a perda de cerca de um décimo de sua mão-de-obra. Mas o que gerou esse poderoso conflito? Quais fatores ocasionaram a sua eclosão em 1914, terminando 4 anos depois? A resposta mais óbvia seria o denominado choque de imperialismos, motivado por razões econômicas que se manifestaram tanto no campo político quanto no militar. Como já dizia o filósofo Thomas Hobbes, “a guerra não consiste apenas na batalha, ou no ato de lutar, mas num lapso de tempo durante o qual o desejo de rivalizar através de batalhas e suficientemente conhecido”. Aquela que ficou conhecida como Primeira Guerra Mundial não foge a essa recíproca. Continuar lendo

O Outono do Patriarca

A História nas Páginas de “O Outono do Patriarca”

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Escrito por Gabriel García Márquez e publicado pela primeira vez em 1975, El Otoño Del Patriarca (no Brasil: O Outono do Patriarca) é um romance histórico que possui em sua narrativa diversos elementos acerca do contexto ditatorial latino-americano e as relações de poder estabelecidas entre os personagens centrais na referida trama. Em sua construção, Márquez apresenta a figura do ditador onipotente que, aos poucos, vai perdendo seu prestígio e importância, mostrando assim, o complexo sistema de interesses políticos e econômicos representado pela ditadura. A partir desse ponto, fica evidente para o leitor a forma como o autor estabelece uma espécie de jogo de simultaneidade, no qual o personagem inicialmente cruel e cheio de autoridade, através de uma representação cíclica do tempo, é destituído de sua relevância naquele contexto de tensão em que a América Latina passava naqueles anos. Entretanto, ao se fazer uma segunda leitura da obra, percebemos como aquele personagem, que à primeira vista é pleno de poderes, também apresenta fraquezas e sensibilidades que, por sua vez, irá refletir-se em suas próprias ações determinando, dessa forma, o curso dinâmico-espacial do enredo. Continuar lendo