Dossiê Imperatriz Leopoldina

Download do dossiê “Leopoldina: a Imperatriz da Independência”, publicado pela edição n° 107 da RHBN

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) é hoje um dos principais periódicos de história do Brasil. Abordando assuntos que vão desde a história geral à brasileira, com matérias escritas por especialistas para cada tema, a revista já dedicou dossiês a muitas personalidades do nosso passado imperial, como José Bonifácio, D. Pedro I, D. Pedro II, Princesa Isabel, Carlota Joaquina, entre outros. Com efeito, até o corrente mês, nenhuma capa havia sido dedica àquela que foi uma das mulheres mais impressionantes da história do Brasil: a Imperatriz Leopoldina. Ultimamente tem-se observado um verdadeiro resgate da figura desta soberana, anteriormente relegada ao esquecimento na mente dos cidadãos da pátria pela qual ela tanto lutou. Autores, como Carlos H. Oberacker Jr., já gastaram diversas páginas de papel para escrever a biografia dessa mulher tão impressionante, mas que ainda permanece negligenciada por alguns pesquisadores e livros de história comercializados neste país. Felizmente, a RHBN deste mês preparou um riquíssimo dossiê sobre D. Leopoldina, ressaltando sua importância política na formação do Brasil. Continuar lendo

Coleção Oficina de História

Coleção de Livros Didáticos da editora LeYa aborda a história das mulheres

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

“Uma história sem as mulheres”, já dizia a historiadora Michelle Perrot, parece hoje em dia algo impossível. Contudo, ainda é uma realidade que muitos meios de informação ainda não atribuem a elas o lugar devido de agentes de sua própria história, apesar da massiva produção que tem sito feita nesse sentido durante as últimas décadas. Escrever uma história das mulheres é ao mesmo tempo uma tentativa de arrancá-las do silêncio no qual que a sociedade as confinou, uma vez que, em primeiro lugar, elas são menos vistas no espaço público, ficando mais reservadas à esfera privada, da família e da casa. Por muito tempo, a invisibilidade das mulheres fez parte da ordem social. Ora, nesse sentido, é comum pensar: se eram pouco vistas, então é por isso que pouco se falava delas! Mas a questão é muito mais profunda do que podemos imaginar. Personagem que até a década de 1960 permaneceu praticamente marginalizada pela história (quando fatores científicos, sociológicos e políticos possibilitaram a ascenção do objeto “mulher” na área das ciências humanas), o silêncio sobre a história das mulheres se estende até mesmo às fontes. Daí a problemática de se construir um relato das mesmas. Continuar lendo

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A erupção do ontem no hoje: a literatura como recurso para a escrita do passado

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Concebidas como duas áreas específicas do saber humano, cada uma com seu próprio método, história e literatura se assemelham em muitos aspectos, principalmente pelo caráter narrativo e de representação da realidade em ambas. Contudo, enquanto a história busca nas fontes elementos que corroborem para uma interpretação do tempo vivido, a literatura não tem esse compromisso com a veracidade dos fatos, mas sim com a verossimilhança, ou seja, uma forma de captar o real em que as possibilidades de criação e fantasia são maiores do que aquelas permitidas ao historiador (PESAVENTO, 2000, p. 11). Dessa forma, é possível dizer que a narrativa literária não tem a necessidade de comprovar qualquer coisa, porém, partilha com a história uma preocupação acerca da refiguração temporal. Literatura e história dão voz ao passado, proporcionando assim a “erupção do ontem no hoje”. Essa representação do daquilo que ‘já foi’, por sua vez, “é que permite a leitura do passado pelo presente como um ‘ter sido’, ao mesmo tempo figurando como o passado e sendo dele distinto” (ibidem). Continuar lendo

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Imperatriz Dona Leopoldina ganhará exposição organizada pelo Museu Histórico Nacional

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Maria Leopoldina de Habsburgo-Lorena, arquiduquesa da Áustria e Imperatriz do Brasil, é uma das personagens mais incríveis da história nacional. Esposa de D. Pedro I, ela desempenhou um importante papel no processo de emancipação política do país, embora sua atuação ser pouco conhecida pelos brasileiros. A maioria dos que se recordam dela, associam-na à imagem de uma mulher traída e triste, e não como grande soberana que foi. Contudo, esse quadro sofreu um significativo revés quando em fevereiro de 2013 a arqueóloga e historiadora Valdirene Ambiel divulgou os resultados de suas pesquisas feitas com os remanescentes humanos da monarca, sepultados na cripta dentro do Monumento ao Centenário da Independência, em São Paulo – SP. A partir de então, se observou entre a imprensa e o público em geral, maior interesse sobre a vida da primeira Imperatriz consorte do Brasil. Agora, uma exposição sobre ela está a ser organizada pelo Museu Histórico Nacional. Continuar lendo