Anastasia Nikolayevna

A princesa que não sobreviveu: o mito de Anastásia Romanov

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Anastásia Nikolaevna Romanov é uma das personalidades mais queridas da história, tanto aos olhos dos pesquisadores como ao dos leigos. Sua lenda já foi contada de tantas formas e alimentada ao longo dos anos por uma série de boatos e relatos fantasiosos que hoje é quase impossível encontrar alguém que, ao ouvir seu nome, deixe de fazer a pergunta: “não foi ela a princesa que sobreviveu”? Teria sido um final digno de contos de fadas se Anastásia tivesse continuado a viver de forma anônima, simples e feliz. Infelizmente, nem mesmo a filha mais nova do czar Nicolau II conseguiu fugir ao horror que dizimou sua família. A descoberta, em 2007, dos remanescentes humanos dos dois filhos do czar que não haviam sido identificados em 1991 pôs por terra a possibilidade de a grã-duquesa ter escapado, frustrando assim as esperanças de muitas gerações de sonhadores que imaginaram outro desfecho para essa história, tal como no filme infantil “Anastásia”, de 1997. Sendo assim, convido você, caro leitor e leitora, a retornar àquele fatídico dia que pôs termo à vida da família imperial russa e descobrir as origens por trás do mito da princesa que não sobreviveu. Continuar lendo

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Rainhas em Grafiti – 36

Vestido que Ana Bolena usou no dia de sua execução, feito com base na crônica portuguesa sobre o evento. De acordo com os registros, Ana usava um capelo no modelo francês, vestido de damasco preto com saia vermelha e um manto de arminho sobre os ombros (desenho de Renato Drummond Tapioca Neto).

Vestido que Ana Bolena usou no dia de sua execução, feito com base na crônica portuguesa sobre o evento. De acordo com os registros, Ana usava um capelo no modelo francês, vestido de damasco preto com saia vermelha e um manto de arminho sobre os ombros (desenho de Renato Drummond Tapioca Neto).

Mary queen of scots 2013

“Em meu fim está meu começo”: a genialidade por trás de “Mary Queen of Scots” (2013)

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Uma das ideias mais comuns com relação à morte é a de que o indivíduo, prestes a deixar este mundo, repassa em flashback a história da sua vida. Se isso é verdade ou não, todos nós um dia descobriremos. Porém, é curioso imaginar o que passava pela cabeça de grandes personagens do passado momentos antes de morrerem, especialmente se essa pessoa teve um fim trágico, como é o caso de Maria Stuart (1542-1587). Ao longo dos séculos, já se gastou mais papel e tinta para escrever sobre a trajetória desta senhora do que se possa imaginar. Será que, minutos antes da lâmina do machado do carrasco cair sobre seu pescoço, passou perante seus olhos todas as desventuras que protagonizara? Teria ela imaginado um destino diferente para si, ou apenas se preocupado com a salvação de sua alma? São tantas conjecturas e nenhuma delas é mais verídica do que a outra. Os pensamentos finais da rainha da Escócia podem ter ido com ela para o túmulo, mas ainda bem que a literatura e o cinema existem aí para preencher as lacunas que a historiografia não consegue. Melhor ainda quando fato e ficção se juntam para oferecer a nós, telespectadores, um quadro mais estimulante da realidade. É o que podemos observar no filme suíço “Mary Queen of Scots” (2013), do diretor Thomas Imbach. Continuar lendo

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Contagem regressiva: em 9 de setembro de 2015, Elizabeth II se tornará a monarca com mais tempo no trono inglês!

Por: Renato Drummond Tapioca Neto

Em 23 de setembro de 1896, Vitória I do Reino Unido escreveu a seguinte frase em seu diário: “hoje é o dia no qual eu reinei por mais tempo do que qualquer outro soberano inglês”. Até aquela data, o monarca com mais tempo de reinado era o rei George III, avô de Vitória, que permaneceu no trono por 59 anos e 96 dias. As Igrejas tocaram os sinos e fogueiras foram acesas na colina de Balmoral. Tudo para marcar o glorioso dia. Naquele tempo, Vitória já representava para seus súditos muito mais do que uma rainha. Era o verdadeiro símbolo de uma Era, a mais próspera da história britânica. Até hoje, boa parte da grandeza daquela Ilha é associada à sua figura. Porém, aos 79 anos, ela já era uma mulher idosa e cansada. Na comemoração do seu Jubileu de diamante, em 1897, ela recebeu seus convidados, sentada numa cadeira de rodas e as cerimônias foram muito curtas, devido à sua idade. Faleceu aos 81 anos, tendo reinado por 23.226 dias, 16 horas e 23 minutos. Situação bem diversa é a vivenciada por sua trineta, a rainha Elizabeth II, que aos 88 anos ainda esbanja charme e simpatia ao lado da família e dos súditos. Em 6 de fevereiro, ela completa 63 que ascendeu ao trono inglês após a morte de seu pai, o rei George VI. Continuar lendo

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Feliz 2015!

2014 foi um ano muito bom para o Rainhas Trágicas. Nossa página cresceu e com ela um grupo de seguidores fixos, que acompanham nossas atualizações e participam das discussões de forma ativa, seja através de críticas, elogios e/ou sugestões. Para 2015 gostaríamos de reafirmar a nossa parceira com vocês, caríssimos(as) leitores e leitoras, não deixando de aproveitar a oportunidade de mais uma vez expressar nossa gratidão para convosco. Muito obrigado por nos ajudarem nessa jornada e que no próximo ano possamos seguir firmes e fortes como até então temos sido. Abraços em todos!

Renato Drummond Tapioca Neto

(idealizador e administrador do blog Rainhas Trágicas)

Feliz 2015 Rainhas Trágicas